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Clima de tensão

Desembargador é chamado de corrupto em sessão e manda prender advogado

Um advogado de Santa Catarina usou seu tempo de sustentação oral, nesta quinta-feira (3/8), para acusar o relator do processo de pedir propina de R$ 700 mil para assinar decisão favorável. Exaltado, Felisberto Odilon Córdova declarou que o julgamento na 1ª Câmara Cível é “comprado” e chamou o desembargador Eduardo Gallo de “vagabundo”, “safado” e “descarado”.

Córdova disse que foi procurado por uma pessoa do Rio de Janeiro e que recebeu “contraproposta” diretamente em seu escritório, em favor do desembargador. Por isso, considerou o julgamento nulo e disse que o Ministério Público deveria investigar o caso, em nome da moralidade.

Gallo respondeu que nunca havia sido xingado durante seus 25 anos de carreira e, por verificar “nítido excesso” no comportamento do advogado, pediu que o profissional fosse preso. O presidente do colegiado, desembargador Raulino Brunning, preferiu adiar a análise do processo e oficiar o MP e a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.

Córdova foi retirado da sala por colegas. Segundo o jornalista Rafael Martini, do Diário Catarinense, o caso envolve uma disputa de R$ 35 milhões em execução de honorários, e a OAB-SC já instaurou comissão para apurar os fatos.

Já o presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Alexandre d'Ivanenko, declarou que só vai se manifestar depois de analisar o episódio. A ConJur não conseguiu localizar o advogado e o desembargador na noite desta quinta.

Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2017, 22h03

Comentários de leitores

23 comentários

A coisa ganhou dimensão...

pj.branco (Advogado Autônomo - Civil)

Nota-se que o caso foi noticiado em muitos outros veículos da mídia.
Em razão da repercussão, tomara que esse caso (pelo menos esse, não?) seja devidamente apurado.

Como e porque o Judiciário se corrompeu?

Professor PADilla Luiz Roberto Nunes Padilla (Professor)

Em 1995, alertou-se sobre as consequência da "acultura da superficialidade" que começava a ser imposta. Os "controladores globalistas", através de departamentos, nas megacorporações como a Monsanto, especializados em assassinar reputação, promover bullying, assédio moral e outras mazelas, sufocavam a voz dos conscientizadores e defensores da verdade acima. Saiba mais aqui: http://bit.ly/mazelas
A encenação jurisdicional camufla a corrupção no Judiciário, a pior de todas pois não tem como ser combatida. Contudo, corajosos seguem denunciado, como advogado Felisberto Odilon Córdova, da Tribuna do TJSC, o qual parece ter rompido a espiral do silêncio: https://docs.google.com/document/d/1kW0W4w68aAFv3AGP53soyuG4PXQ4FWw5k1J4mdfhdNc/pub

Estranho

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tal como observado por algum comentarista abaixo, uma rápida pesquisa na internet indica comportamentos que podem ser considerados no mínimo como "exóticos" para um magistrado, envolvendo o desembargador Eduardo Gallo. Embora eu não o conheça pessoalmente, há um vídeo na internet na qual um homem mostrando várias escoriações pelo corpo, atribuindo-se a identidade do homem ao Juiz citado. Também há diversas fotos na qual supostamente o Desembargador aparece em festividades ao lado de celebridades e socialites locais, inclusive com consumo de bebidas alcoólicas. Como não o conheço, não posso dizer que se trata dele próprio, mas a questão é no mínimo estranha, e certamente redundaria na exoneração caso algum comportamento dessa natureza surgisse entre juízes na Alemanha, EUA, Canadá ou França.

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