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Goleiro encarcerado

Alegando respeito à soberania do júri, STF determina volta de Bruno à prisão

Comentários de leitores

13 comentários

O "bom exemplo"(?) de um assassino

O Ninfador (Outros)

De qualquer forma, pelo "bom comportamento" desse assassino estando na jaula, não demorará muito para que ele e o seu amigo "Miojo"/Macarrão voltem aos tempos de orgia e peguem outra abestalhada interesseira!

Se o goleiro

afixa (Administrador)

Bruno tivesse contratado qualquer advogado da lava a jato, sua história seria outra. Certeza. Na época tinha dinheiro para isso. Hoje , só uns caraminguás.

Parciais

Professor Edson (Professor)

Agora os parciais dizem que Marco Aurélio Mello é o melhor juiz do supremo, o único que respeita a lei, mas quando ele condenou os mensaleiros aí ele não valia nada, dá pra entender essa gente?

Nota da Redação - comentário ofensivo Comentário editado

hammer eduardo (Consultor)

Comentário ofensivo removido por violar a política do site.

"pau que bate em Chico, não bate em Francisco"

Estudante RBL (Advogado Assalariado)

Neste caso, o STF afirmou categoricamente o seu fracasso como Suprema Corte Constitucional em não respeitar sequer o cumprimento de prazos processuais. Num país onde o alto escalão do funcionalismo público é regrado por vaidades maquiavélicas, já era de se esperar tal posicionamento. No que tange aos fundamentos da referida decisão, talvez a mesma não seja aplicada nos crimes de corrupção envolvendo políticos do alto escalão, os quais sem sobra de dúvidas são, nas suas consequências, iguais ou piores que os crimes de homicídios.

Quem não é visto não é lembrado!

Henrique Passsos (Funcionário público)

São incontáveis os artigos sobre a influência da mídia no âmbito do direito penal, ainda mais se tratando de um sujeito ativo que é conhecido nacionalmente, era goleiro do clube de maior torcida do país e etc...
Bruno, no que tange o direito processual penal, provavelmente tem direito à liberdade dada pelo eminente Ministro Marco Aurélio, não vou entrar nesse mérito até porque não li os autos. Qualquer um que opine taxativamente sobre o caso sem ter lido os autos comete aventura jurídica.
Na minha opinião, sendo eu o preso ou o advogado do mesmo, recomendaria que ficasse um pouco recluso, sorrisse menos. Claro que ele tem direito a trabalhar mas deveria esperar um pouco. Já estava dando autógrafos, dando entrevistas... infelizmente, em que pese seus direitos individuais, a sociedade brasileira não está preparada para suportar.

Holofotes no local errado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A decisão do ministro Marco Aurélio, modificada pelo Colegiado nos termos da reportagem no momento comentada, foi clara quantos às razões jurídicas para soltura do Acusado: excesso de prazo para julgamento do recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Falando em português mais claro, o Tribunal não cumpriu sua missão de julgar o processo no prazo que as leis e a Constituição determinam, o que gerou a soltura do acusado tendo em vista o natural status de liberdade que goza todos os cidadãos. Essas razões, no entanto, foram insidiosamente ignoradas pela mídia brasileira, que apenas reproduziu nas reportagens divulgadas às massas (com certo alarde, diga-se de passagem) o voto de ministros descompromissados com a Carta Política, que acabaram evocando argumentos que já estavam superados pela ciência do Direito Penal nas primeiras décadas do século passado. O que preocupa, é que esses argumentos ultrapassados utilizados para justificar uma decisão incabível na espécie foram de tal modo glamorizados pela imprensa nacional que o motivo real da soltura do Acusado, nos termos da decisão do ministro Marco Aurélio, foram totalmente esquecidos, em um jogo na qual o Tribunal recalcitrante no cumprimento dos prazos ganhou, e o sistema como um todo perdeu. Era o momento da mídia demonstrar o absurdo que se esconde por detrás do sistemático descumprimento de prazos pelo Judiciário pátrio, com vistas à melhoria e aperfeiçoamento do sistema, o que não ocorreu.

Pressão do lobby feminista

Roberto Cavalcanti (Advogado Autônomo - Administrativa)

O fortíssimo lobby feminista que hoje consegue dobrar de joelhos os 3 poderes e o 4º poder, a mídia, foi determinante para esta medida sem lógica. Ora, tratava-se de alguém que não oferecia mais nenhum risco à sociedade ou grau de periculosidade, estando trabalhando, podendo naturalmente recorrer em liberdade. Decisão que demonstra o quão político vem sendo o Judiciário, atuando em favor do clamor da mídia e dos anseios do lobby feminista.

2018

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Ano que vem ele já estará na prisão domiciliar. Esse caso mostra que a sociedade está doentia em todos os sentidos, inclusive, no ético e moral e o falso feminismo vai longe.

Medíocre tribunal

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

É interessante perceber o quão controverso o stf (que não tem nada de supremo) é em seus julgamentos: Bruno, condenado a 22 anos de prisão, estava preso a quase 6 anos... e isso não é mora processual! Bumlai, condenado a 9 anos e 10 meses, aguarda julgamento do TRF a 7 meses, mas, isso sim, é mora processual! Tacanho tribunal(zinho)! Nem vale a pena perder tempo comentando!

Nova admissibilidade.

Professor Edson (Professor)

É inadmissível que um condenado pelo júri, deixe o fórum junto com os jurados pela porta da frente.

Liminares devem ter limites

Voluntária (Administrador)

Já é tempo de fixar-se limites para decisões liminares individuais nos Tribunais. O relator precisa ouvir a Câmara ou Turma, deve lembrar que na segunda e outras instâncias o juízo é colegiado, quem relata é apenas um voto. Assim se evitariam decisões como a deste caso, diga-se de passagem comuns. E muitas vezes sem volta, porque o preso desaparece.

Consequência da Soberania. Simples assim.

Roxin Hungria de Calamandrei (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Aqui seguem os textos correlatos a esse tema:

1) http://promotordejustica.blogspot.com.br/2016/02/o-imediato-cumprimento-da-pena-oriunda.html

2) http://promotordejustica.blogspot.com.br/2016/09/soberania-do-povo-ou-soberba-da-toga_28.html

3) http://promotordejustica.blogspot.com.br/2016/11/pena-imediata-no-juri.html

4) http://promotordejustica.blogspot.com.br/2017/03/soberania-do-juri-e-prisao.html

5) http://promotordejustica.blogspot.com.br/2017/04/condenacao-pelo-juri-e-inicio-da.html

Que esse entendimento seja observado e acolhido pelos juízes presidentes do Júri e pelos Tribunais de Justiça. Não se pode admitir o esvaziamento da soberania dos veredictos, expressão suprema da soberania popular no âmbito do Poder Judiciário, como tem feito parcela significativa da doutrina e da jurisprudência. A regra é esta: a condenação pelo Júri torna obrigatório o cumprimento imediato da pena imposta na sentença.

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