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Comentários de leitores

5 comentários

Pegou mal

Eududu (Advogado Autônomo)

Moro e Deltan querem escolher o que deve ser investigado? Vão estabelecer agora qual crime é mais “importante”? É realmente um absurdo, o Direito brasileiro é o que diz o agente público em destaque. Dane-se a Lei.

Claro que há outros meios de investigar os vazamentos que não seja quebrando sigilo de jornalistas. Podem quebrar o sigilo dos agentes públicos que têm ou tiveram acesso às informações vazadas, por que não?

O que não querem é apurar a prática do crime de violação de sigilo funcional (artigo 325 do Código Penal), crime praticado por funcionário público contra a administração em geral. Querem varrer sujeira para debaixo do tapete para continuar posando de paladinos da moral e da justiça.

Além do total desprezo pelo Direito e pela ordem jurídica, , o posicionamento de ambos é no mínimo irresponsável, parecem estar se lixando para o resultado das investigações, uma vez que informações vazadas possibilitam que os acusados destruam provas antes de sua coleta, que os delatores sejam ameaçados, que delatados e terceiros sejam chantageados e tudo isso enfraquece a investigação. Sem contar a possível arguição de nulidade.

Moro, Deltan e Protógenes (grande expoente brasileiro no tema da violação de sigilo funcional), reafirmam para o mundo que o Brasil definitivamente não é um país sério.

Uma hora a verdade vem à tona...

Paulo Moreira (Advogado Autônomo - Civil)

Pouco mais de dez anos atrás, havia um gestor implacável na interessantíssima guerra contra a corrupção. Ontem, 11/04/2017, foi preso.
Também há pouco mais de dez anos, um certo agente político era considerado um "mártir". Hoje, em 2017, corre o eminente e iminente risco de também ser preso.
Ou seja, a história é exatamente a mesma. Ou alteram os personagens ou estes têm os papéis invertidos...

Ele pode ter cometido...

S.Bernardelli (Funcionário público)

Sem proteger ou defender os erros de Protógenes por um lado ele também está certo em dizer que Moro cometeu o mesmo crime que ele. Se formos falar de patifaria ambos fizeram canalhice iguais. Só que um fugiu do país e outro está livre ainda com alguns juízes beijando a sua toga.

Desnecessário.

Sã Chopança (Administrador)

Eu ia comentar, mas parece que o Pintar captou meus pensamentos.

Quando o bandido tem vez

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Esse País realmente chegou ao fundo do poço, juntamente com o jornalismo. Ouvir um condenado pela prática de crime no exercício da função pública, e ainda por cima foragido, para redigir uma reportagem é o cúmulo do absurdo. Resta saber o que virá.

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