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Sistema penal lembra cada vez mais o alienista Simão Bacamarte

Comentários de leitores

4 comentários

Excelente

Edison Lessa (Advogado Autônomo - Administrativa)

Texto excelente. Super oportuno.

Só acho...

Fernando Stefanes Rivarola (Advogado Autônomo - Civil)

Vim parar aqui porque sou fã de Machado de Assis, ainda nos tempos de adolescente lia por obrigação, depois de adulto, por prazer. Dito isto, tenho para mim que há uma solução muito simples, aliás de tão simples, parece mesmo irreal, mas depois de quase dezoito anos de advocacia me parece que a adoção da teoria do direito penal do inimigo resolveria o problema de vez. Aos declarados inimigos do Estado poderíamos economizar muitos recursos e tempo, ao passo que a política de ressocialização seria fomentada, afinal, gastaríamos os mesmos recursos e tempo com gente com possibilidade real de recuperação. Claro que os presídios e o direito penal acabam sendo a ponta do iceberg, o próprio princípio da intervenção mínima, em última ratio nos leva a esse entendimento, mas em época de seca a pouca água não deve ser desperdiçada, de modo que enquanto a sociedade capenga em muitos segmentos, não há que se falar em investir pesadamente na recuperação de quem escolheu o crime como meio de vida.
De todos esses pequenos delitos apontados que supostamente todos cometemos, isso só ocorre porque o Estado tornou impossível a vida de um cidadão sem cometer qualquer deslize, são tantas as regras, os ditames, a interferência indevida na vida privada, que só nos resta tentar escapar ilesos da intromissão e sanha arrecadatória do Estado.

Parcialidade pura.

Professor Edson (Professor)

Eu particularmente não me apego a bobagens, e também não vivo no mundo de faz de conta, prefiro ficar com a razão, e a razão me diz que o Brasil possui as leis mais brandas do planeta terra, precisa dizer mais alguma coisa??? Falar em punitivismo no país com as leis mais brandas do mundo chega a ser infantil.

Antipsiquiatria

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulações, Dr. Adel El Tasse por colocar questão, de forma tão contundente, que se insinua há tempos no meio jurídico e na nossa sociedade. Desde Pinel e Foucault, Cooper e Basaglia. A "anormalidade" é uma "doença" ou um "erro", ou vice e versa? Afinal, há décadas temos visto e participado ( ou omitido) da exploração do semelhante, da violência contra o semelhante, do desprezo pelo semelhante. Afinal, o que uma mente que se adapta muito bem a um mundo "louco" ?

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