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O processo penal e os "Estados de Exceção Vingativos" — o caso Adriana Ancelmo

Comentários de leitores

7 comentários

Impunidade

O IDEÓLOGO (Outros)

Advogados criminais e aqueles outros bem intencionados (claro, nos polpudos honorários), são favoráveis a interpretações extensivas dos textos legais penais, aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade sempre em favor dos interesses do meliante, do princípio "in dubio pro reu" onde não tem incidência. Afinal, sem o crime como esses "Narcisos engravatados" sobreviverão no mundo capitalista?

A sociedade leiga

Célio Parisi (Advogado Assalariado - Criminal)

Vi muitas postagens, nas redes sociais, onde aparece uma mulher encarcerada, cujo bebê mama entre ela e a grade da cela. Sempre procuro esclarecer: no caso de preventiva, haveria a possibilidade jurídica da prisão domiciliar, o que não ocorre com a prisão decorrente de sentença condenatória transitada em julgado. Mas a grande maioria, por força da insistência da mídia, que não esclarece, também insiste em criticar o Judiciário quando concede o benefício. Necessitaríamos de mais honestidade de propósitos de alguns veículos de comunicação !

Ignorantes e silopsitas, não leiam

Macaco & Papagaio (Outros)

Ainda há advogados e juristas nestes manicômios vingativos privados que os Tribunais estão se tornando.
Os bárbaros fazem da lei e da Justiça suas antíteses.
Parabéns ao lúcido articulista.

Talvez falte um "Talião" jurídico (continuação)

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Pelo acordo de delação premiada na Lava Jato, Alberto Youssef declarou os bens que possuía, dentre os quais a quantia de um milhão e meio de dólares, que ele devolveu aos cofres públicos. Eu não acredito que o doleiro da Lava Jato só tinha essa quantia em dólares, acho que tem pilhas de dólares guardadas em algum lugar. Prosseguindo na relação de bens, foram relacionados imóveis e outros bens móveis como carros. Foram resguardados bens imóveis para a ex-esposa e filhas do doleiro. A que título ? Eu não concordo!Alberto Youssef saiu da prisão há muito tempo e mora num apartamento na Vila Nova Conceição, bairro nobre de São Paulo, remanescente do patrimônio, que foi resguardado pelo acordo de delação. Entre o banditismo e a vingança, tem gente que se dá bem...

Talvez falte um "Talião" jurídico

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Congratulações, Dr. Rafael Tomaz de Oliveira. Concordo plenamente com as suas colocações, inclusive quanto à exegese do verbo "poderá", no art. 318 do CPP. Numa sociedade que há muito tempo perdeu a coesão e o propósito de convivência coletiva, restou um sentimento de ódio que se manifesta em criminalidade, da parte de uns, e "justiçamento" ou desejo de vingança, da parte de outros. E o Poder Judiciário deixou-se contaminar por ambos os grupos, essa é que é a verdade. Há tempos, penso que uma reforma na legislação penal quanto aos crimes e penas é questão urgente. E, nesse contexto, as modernas tecnologias podem auxiliar muito e, quem sabe, adotar alguns dispositivos de um "Talião" do século XXI. Assim, para os delitos contra o patrimônio, é muito simples controlar os recursos financeiros do delinquente, impor restrições de direitos que possam ser monitoradas pela informática. De outro lado, também acho que o Poder Público deve aproveitar a força de trabalho dos egressos, pois será muito difícil arrumar emprego convencional.Se uma pessoa praticou crimes contra a Administração Pública e adquiriu bens com o dinheiro público desviado, estes devem ser bloqueados e, posteriormente, leiloados a bem dos cofres públicos. Lógico, não ? Nem tanto. Alberto Youssef, na década de 1990,prestou um depoimento para um desconhecido juiz de Curitiba e deu origem ao processo do Banestado, que trouxe celebridade para o juiz Sérgio Moro. No acordo que o doleiro assinou na época, entre outros, comprometeu-se a não praticar mais crimes.Em seguida, envolveu-se profundamente nos crimes da Lava Jato e, novamente, fez outro acordo de delação premiada. O documento está disponível na internet.

Parcialidade pura e direcionada

Professor Edson (Professor)

No Brasil do século 21, punir bandido que rouba o povo virou sinônimo de vingança . Patife.

Só podem viver em outro mundo...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Estado de exceção é não poder sair de casa a noite com medo de ser assaltado ou agredido por criminosos...

Estado de exceção é termos mais de 60 mil homicídios por ano e nem 10% deles serem solucionados...

Estado de exceção é ser assaltado por um pivete armado e depois de ir na delegacia prestar queixa ver a ficha corrida com mais de 10 passagens pela policia e, a despeito disso, ainda ver o criminoso logo liberado para que possa voltar a delinquir...

Isso sim é um Estado de exceção, mas algumas pessoas parece que vivem em um mundo paralelo.

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