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Poder da burocracia

Desrespeito a direitos fundamentais se travestiu de legalidade, acusa Batochio

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Comentários de leitores

5 comentários

Piedade, os apedeutas e alienados não compreendem!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Excepcional aula de cidadania do professor Batochio. O que depreende de alguns comentarista, é que a tese a ser amparada, é a tese da acusação ilimitada e a qualquer custo, seja ela desprovida ou não de provas consistentes e idôneas, pouco importa. E assim, às favas os direitos e garantias constitucionais. É a famigerada "paranóia" que instalou-se neste país, atiçando o chamado clamor popular, e, que, portanto, deve prevalecer sobre os sagrados direitos do contraditório e da ampla defesa. Que se ferre o infeliz (que pode ser, qualquer um de nós), pois, pelo visto, lhe será sempre negado as prerrogativas pétreas. Enquanto isso, a incrível "histeria acusatória", que tanto subverte o ordenamento jurídico pátrio, contraditoriamente, violando princípios éticos e morais, é que deve prevalecer, norteando os passos seguintes da fábula mal acabada, pois, a pretexto da depuração política (e não se fala no "social") do país, os mais incautos acreditam no vale-tudo, à preservação da "ânsia animalesca" ancorada na simples suspeição - sem provas contundentes e válidas -, suficiente, portanto, à sobrevivência dos seus egos.

Rococó...

Rodolfo de Matos (Advogado Autônomo)

Apesar de consentir que o país atravessa uma quadra de fragilização das instituições democráticas, consequência do atropelo de garantias processuais fundamentais, de um superativismo irresponsável do poder judiciário e do esvaziamento pela interpretação cambiante e casuísta do texto da Constituição; questiono-me sobre a utilidade de um discurso proferido nestes termos excessivamente afetados, como o fez Batochio em nome da instituição. Nossa época não se compadece com anacronismos vernaculares, beletrismos inúteis, circunlóquios empolados etc.
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O jurisconsulto de outrora, aquele homme de lettres cheio de gabolices, idólatra de Ulpiano, não é capaz de dar conta de uma realidade social muito mais dinâmica, complexa e hiper- ou pós- moderna. A IAB deve acompanhar os novos tempos, repudiar de vez o bacharelismo colonial brasileiro que ainda nos assola, herança de uma elite formalista, cerimonialista e burocrática vestida de beca e toga. Infelizmente, bacharelismos e bacharelices ainda estão muito arraigados em nossas cultura jurídica nacional.

Ruy?

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

“O que diria Ruy se entre nós se encontrasse, não apenas em forma de um imenso legado de ideais e civismo?”
Será que a criatura está se referindo a Rui Barbosa?
Se for Rui Barbosa, diria siga em frente Moro.
Diria aquele que veste a toga que se a vontade geral da Nação decorreu de estelionato político, que use o seu poder e afaste o normativo positivado a pedido desta mesma vontade geral da Nação que foi enganada.
Diria à Suprema Corte que afaste os Presidentes da Câmara de Deputados e do Senado, decrete a prisão em flagrante de um Senador, de um Deputado, de um Ministro e até do Presidente da República, tire do poder os “marginais da república”.
Diria que o mandato parlamentar que lhe fora outorgado nas urnas, pelo voto secreto, universal e direto não foi para atuar em proveito próprio e que a imunidade, a independência, a liberdade e a inviolabilidade da função parlamentar, dentro e fora do recinto das Casas Legislativas não socorrem criminosos.
Diria que torne sem efeito a nomeação de um Ministro de Estado pela Presidente da República quando o ato tem como objetivo livrar o nomeado de se submeter às sanções penais.
E o que Rui Barbosa diria sobre o discurso?
“Se for por mera ignorância, perdoar-te-ei, mas se for por austentar os alforge da minha alta prosopopéia, dar-te-ei mil croques em tua sinagoga, enterrar-te-ei a mil pés do sub-solo, para não sentir teu eférito odor.”
E o que Rui Barbosa diria sobre a situação política?
“Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra. Antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.”

No bom estilo

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Tudo no bom estilo do fajuto processo de impeachment e do positilismo impostado dos EUA.

É meu caro. ...

Professor Edson (Professor)

Prender rico, processar rico ou condenar rico fere os direitos fundamentais.

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