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Tragédia profissional

Atirador que atingiu nove pessoas em rua de Houston era advogado

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Na segunda-feira (26/9), o advogado americano Nathan DeSai levantou bem cedo, vestiu um uniforme completo em estilo militar, pegou sua submetralhadora e saiu à rua para matar e morrer. Estacionou o carro em uma esquina e começou a atirar nas pessoas que passavam de carro ou em quem quer que ele pudesse ver.

Não matou ninguém, mas foi morto. Antes de a polícia chegar, ele feriu nove pessoas, umas mais gravemente outra menos, e atingiu muitos carros. Com a chegada da polícia, ele travou sua última batalha. Se protegeu por de trás de carros e árvores e atirou nos policiais, até que foi atingido (a polícia não informou quantas vezes).

Depois da tragédia amplamente anunciada em todo o país, a polícia começou a fazer perguntas, para desvendar os motivos do advogado. As informações mais plausíveis vieram de outro advogado, o ex-sócio de DeSai em um escritório de advocacia. Em fevereiro deste ano, eles terminaram a sociedade, porque estavam quebrados.

Kenneth McDaniel e DeSai tocaram a McDaniel e DeSai LLP por 12 anos. A banca começou bem, mas começou a afundar na crise de 2008. Em fevereiro, eles fecharam o escritório, depois de concluir que não tinham mais condições financeiras de mantê-lo. Cada um foi para seu lado e nunca mais se encontraram.

A partir daí, o pai de DeSai, o geólogo aposentado Prakash DeSai, adiciona mais uma pitada de informação à história. Seu filho tentou trabalhar de seu apartamento, mas não conseguia conquistar clientes. Nos últimos tempos, se mostrava muito frustrado e irritado. No domingo à noite, foi à casa dos pais para jantar, mas colocou a comida em uma marmita e levou para casa, sem muita conversa.

McDaniel disse à Polícia, segundo os jornais Houston Public Media, Houston Chronicle e Washington Post, que DeSai era um advogado competente, que chegava cedo ao escritório e trabalhava o tanto que fosse necessário, todos os dias, e tinha um bom conceito na seccional da American Bar Association (ABA) de Houston.

Ele atuava nas áreas de Direito Penal, empresarial e família. E também era formado em Psicologia. Mas nenhum dos dois tinha competência para manter o escritório em tempos de crise, porque tinham dificuldades de conquistar novos clientes.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 28 de setembro de 2016, 19h49

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