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Questão social e constitucional

Em debate nos EUA, Barroso volta a defender descriminalização da maconha

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Comentários de leitores

7 comentários

Tem razão

Jr Santos (Contabilista)

Não consigo entender porque o preso é tão caro se vive numa condição abaixo e precária.
Não consigo entender como na favela 'conheço pessoas' que vivem mensalmente com 600 reais ou um salário mínimo.
Não consigo entender porque pessoas acham que legalizar irá piorar as coisas e o consumo continuará o memso.
Se caso legalize, acho difícil, seria interessante cada preso e sua família serem ressarcidos, simples assim, porque como está não é justo.

Paradoxo invencível

_Eduardo_ (Outro)

A tese daqueles que são contra a descriminalização do comércio de drogas centra-se precipuamente no fato de que consumir drogas causa uma série de prejuízos ao indíviduo, a família que o cerca e até mesmo à sociedade.

Os efeitos colaterais do consumo de drogas é evidente e dispensa maiores digressões. Aliás, não precisamos nem adentrar nas drogas ilícitas, pois constata-se sem necessidade de qualquer nível de aprofundamento que o consumo de álcool, por exemplo, é responsável por milhares de tragédias pessoais, familiares e sociais.

Que drogas fazem mal já sabemos, sejam elas lícitas ou ilícitas. O consumo imoderado de qualquer delas representa alto risco ao indivíduo e àqueles que os cercam. O consumo, ainda que moderado, de algumas delas (a depender da droga), dada à potencialidade dos efeitos, também representa imediato risco.

Pois bem. Mas não é este o ponto. A questão central é que no cenário da guerra contra as drogas o consumo continua aumentando, quer seja da mesma droga, quer seja migrando de droga (houve uma evidente migração para o uso de drogas sintéticas na última década). A saga contra as drogas não se mostrou bem sucedida e pior, causou e causa diversos outros efeitos colaterais.

A guerra contra as drogas consegue somar o pior dos cenários: os efeitos colaterais da traficância; os efeitos colaterais da repressão estatal, especialmente nas comunidades mais carentes, cujas pessoas inocentes acabam por também serem vítimas dessa repressão; os efeitos da droga em si naqueles que consomem.

E não é só isso. A existência do comércio ilícito de entorpecentes enriquece e mantém no poder diversos figurões que no anonimato tem influência direta ou indireta na produção legislativa e na tomada de decisões importantes da república

Tráfico

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Há alguns meses eu vi um documentário americano sobre descriminalização do tráfico de drogas. De relevante no documentário for ter se deixado claro que o consumo de drogas é algo terrível, inclusive com entrevista com vários ex-usuários de drogas, muitos dois quais deixaram claro que por pouco não passaram dessa para uma melhor, mas que a gravidade do vício nada tem a ver com a questão do tráfico. As pessoas devem sim ser impedidas de usar drogas, mas a criminalização do tráfico não impede tal prática, ao passo que gera uma série de outros problemas indiretos. É isso que precisa ser entendido.

Ministro venha conhecer a Crackolândia em SP

E. Coelho (Jornalista)

Convido o Ministro Barroso para vir fazer uma visita, melhor passar algumas horas, ao paraíso das drogas, a Crackolândia de São Paulo. Traga sua família, seus filhos, netos, etc.
.
Enquanto isso, Ministro, veja algumas reportagens da Globo (Fantástico), Rede Record:
https://www.youtube.com/watch?v=DPEW2qSupso
https://www.youtube.com/watch?v=nr74152UPdI
https://www.youtube.com/watch?v=BW4BE4rVtzo
./>Lá é melhor exemplo da liberação geral das drogas.

Desemprego x droga

MACUNAÍMA 001 (Outros)

Já que o desemprego tecnológico afetará bilhões de pessoas no mundo em um futuro não tão distante, nada melhor para os detentores do poder do que drogar e domar essa população desempregada, transformando-os em pessoas inofensivas, incapazes de se organizar e lutar contra a dominação do poder econômico. O direito e os juristas (ganham juros?) sempre servos do poder, e bem distante do valor justiça.

Cômico

João Sampaio (Estudante de Direito - Civil)

Acho cômico o fato de que nesse tipo de argumentação, leva-se em conta o caminho mais "fácil" para a resolução de um problema.
Usar o sistema carcerário para apoiar a legalização da maconha é um tanto quanto vergonhoso.
Vê-se que o sistema carcerário é falido e não cumpre o papel que deveria haja vista a má administração desse sistema, bem como, o desvio de verbas e que, em geral, sua superlotação não passa de um resultado da falência generalizada da gestão pública.
Muito mais interessante seria buscar as soluções para os sistemas básicos do nosso país, como a evolução na educação (e sua real efetividade), cultura e sistema de saúde, onde a população poderia chegar à um nível cultural e intelectual onde a escolha de consumir, ou não, este tipo de substância poderia se dar de maneira mais "consciente" e civilizada.
Em uma discussão sobre a legalização da maconha, é indispensável que se leve em consideração cada aspecto social, educacional e cultural do país em que tal medida seria adotada, assim, resta impossível tecer uma comparação entre a atual situação do Brasil, com países em que se encontram em outro patamar nos aspectos sociais, como Estados Unidos, Alemanhã, Holanda e afins...

Crise institucional

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Andaria melhor se estivesse aqui no Brasil fazendo o trabalho pra o qual é pago.

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