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Reflexões Trabalhistas

Reforma trabalhista é necessária, mas não pode levar só aspecto econômico em conta

Comentários de leitores

11 comentários

Raimundo Simão de Melo

Adriano - servidor público (Serventuário)

1. Simples, é que norte americanos e britânicos também são melhores empregadores que os brasileiros, aqui mesmo, no Brasil.

2. Pequenos empresários também concentram renda.

Ao Ludwig Von Mises

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

Estou impressionado como as ideias de Mises se proliferam rápido "num país capitalista pobre como o Brasil". Como se falar em ciência econômica, se o próprio Mises era considerado um economista "não científico". Baseava suas teses na praxeologia, que dizia prever comportamentos humanos e econômicos. Mises já era arcaico no seu tempo, que foi a quase cem anos atrás, por isso muitos diziam que ele era um iluminista nascido no século XX. No Brasil atual estamos a repetir mantras incompatíveis ao desenvolvimento humano, porque uns dois ou três metidos a filósofos descreditados, além de um grupo de adolescentes começou a divulgar tais ideais, como se houvessem descoberto a pólvora. Que ilusão! Seguir as diretrizes de Mises, seria descumprir todas as convenções da OIT, voltar séculos na história. Mises conhecia tanto do mundo a sua volta que vou reproduzir uma de suas citações: "Havia, é claro, casos isolados de abusos e o fato de haver tais casos constituía uma razão a mais para a abolição do sistema. Entretanto, via de regra, o tratamento dos escravos por seus senhores era humano e suave". (...) Contra esta objeção a favor da escravidão, há apenas um argumento que pode e, de fato, refuta todos os outros: o de que o trabalho livre é incomparavelmente mais produtivo do que o trabalho escravo. (...) Condenamos a servidão involuntária, não a despeito do fato de que seja vantajosa para "os senhores", mas porque estamos convencidos de que, em última análise, ela fere os interesses de todos os membros da sociedade humana, inclusive os "senhores".

Só falou o que lhe convia

Pé de Pano (Funcionário público)

Por que o jurista articulador do texto não explica o fato de os trabalhadores americano e britânico possuírem menos direitos trabalhistas que os trabalhadores brasileiros e mesmo assim possuírem um padrão de vida bem superior ao nosso?

Parece que ninguém quer empregar os 11 milhões...

Mig77 (Publicitário)

"Não esqueçamos de que o Brasil sequer alcançou o bem-estar social. Suas elites empresariais agressivas instituíram ao longo da história um modelo desenvolvimentista voltado para as classes altas, com concentração de rendas x baixos salários."
O articulista excluiu do seu discurso o pequeno empresário, aquele que realmente emprega e é responsável por SOMENTE 52% dos empregos FORMAIS neste país.É aquele que perde suas propriedades, seus bens, suas máquinas em imorais leilões dos TRTs.Esses não fazem parte das "elites empresariais agressivas" nem de um "modelo desenvolvimentista voltado para as classes altas".
Esses, os pequenos empresários, são os que também sustentam o Cartório que emprega dispensáveis juízes, promotores da justiça do trabalho e outros carimbadores menores.Mencionar Margareth Tatcher e Ronald Reagan é uma bazófia.É só olhar para os países que eles governaram e olhar para o nosso.Quanto a não ter alcançado o "bem estar social" como se a CLT e a Justiça do Trabalho do xenófobo e fascista Getúlio Vargas não tivesse nada com isso seria hilário, não fosse trágico.

Ao Philosophiae Doctor

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

A Escola Austríaca nunca foi uma das principais linhas de pensamento econômicas. Na verdade, foi completamente ignorada por quase um século, e ressurgiu das cinzas no Brasil, e se propaga só aqui, como se fosse algo maravilhoso.

Reforma Trabalhista

Paulo Toledo Lima (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

É necessário repensar o protecionismo excessivo. Hoje é uma mal até mesmo aos trabalhadores.

A ciência jurídica tem limites epitesmológicos

Ludwig Von Mises (Advogado Autônomo - Tributária)

Com todo o respeito ao autor do artigo, que com certeza sabe muito de ciência jurídica, não parece entender muito sobre economia.

O que garante o progresso humano e a eliminação da pobreza é um mercado livre, sem regulação estatal. Vangloriar as mesmas formulas coletivistas e estatistas que deram errado desde o século passado é garantir que o país afunde para a lama*.

Recomendo a leitura de Hayek e Mises.

* exceto para políticos e servidores públicos. Estes podem expropriar o dinheiro dos pagadores de impostos para sobreviver.

reforma trabalhistaaa

silveira consultor em seg privada (Jornalista)

link para o processo no trt sp

link
http://aplicacoes1.trtsp.jus.br/vdoc/TrtApp.action?viewPdf=&id=5696903

Esclarecimento.
>
Quando alguém no judiciário, possivelmente não quer ler a lei.

O congresso aprova a Lei e é assinada por presidente da republica esta deve ser cumprida , ou quem quiser vá ao judiciário e buscar mostrar que esta lei é inconstitucional, , a partir dai todos tem que cumprir, tá correto , mas ter juiz , um procurador do trabalho e uma procurado , não reconhece que os trabalhadores tem esse direito , mas parece brincadeira, vejamos o caso;

reforma trabalhista

silveira consultor em seg privada (Jornalista)

link para o processo no trt sp

link
http://aplicacoes1.trtsp.jus.br/vdoc/TrtApp.action?viewPdf=&id=5696903

Esclarecimento.
>
Quando alguém no judiciário, possivelmente não quer ler a lei.

O congresso aprova a Lei e é assinada por presidente da republica esta deve ser cumprida , ou quem quiser vá ao judiciário e buscar mostrar que esta lei é inconstitucional, , a partir dai todos tem que cumprir, tá correto , mas ter juiz , um procurador do trabalho e uma procurado , não reconhece que os trabalhadores tem esse direito , mas parece brincadeira, vejamos o caso;

Bom texto

MarcolinoADV (Advogado Assalariado)

De fato. Está na moda dizer que o negociado deve prevalecer sobre o legislado. Muito se critica também a "indústria das reclamações trabalhistas".

Ora, o que vejo do dia a dia são alguns pedidos sem embasamento (com testemunhas instruídas muitas das vezes, é verdade), mas direitos mínimos e previstos em lei completamente desrespeitados por empregadores, inclusive os negociados e previstos em convenções coletivas.

Os que defendem "negociado sobre o legislado" se esquecem de que são os eles os primeiros a não cumprirem o negociado. É comum firmarem um contrato de trabalho e não cumprirem absolutamente nada do disposto ali. Aí o trabalhador reclama, acusam-no de não querer observar o disposto no contrato escrito.

O sonho desses defensores atuais da modernização (na realidade, precarização) das relações trabalhistas é transformar isso aqui no mercado de trabalho chinês ou vietnamita.

Evidentemente que atualizações são necessárias, como por ex., fatiamento das férias, 5 minutos para marcação do ponto, mas da forma como pretendem estabelecer a prevalência do negociado, sobretudo com boa parte dos sindicatos de trabalhadores que se assemelham a sindicatos patronais, é melhor permanecer como está.

Antes de se pensar em discussão sobre direitos, deveria ser pensada nova forma custeio dos encargos sobre a folha.

Discurso

O IDEÓLOGO (Outros)

O discurso do articulista colide com as principais linhas de pensamento econômicas.

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Comentários encerrados em 24/09/2016.
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