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Sem lubrificante

Empresa que vai comprar camisinhas Olla, Jontex e Lovetex terá de vender KY

A compra das marcas de preservativos Olla, Jontex e Lovetex pela empresa Reckitt Benckiser foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira (14/09). Apesar de liberação, o órgão regulador condicionou a aquisição à venda da marca de lubrificantes íntimos KY.

A Reckitt Benckiseré uma multinacional inglesa que atua nos ramos de limpeza e higiene íntima. A companhia já é dona das marcas de lubrificantes íntimos KY e Durex. De acordo com o relator do caso no Cade, conselheiro Paulo Burnier, o ponto mais crítico da operação é a eventual concentração elevada no mercado de lubrificantes íntimos devido à união da KY com a Jontex e a Olla.

Essa preocupação existe, continua Burnier, porque a compra pode dificultar a entrada de concorrentes nos mercados. A dificuldade concorrencial surge pela importância que as marcas ganham no setor e também pela correlação existente entre os mercados de preservativos masculinos e de lubrificantes íntimos, em especial no uso conjunto de canais de distribuição para vendas e nas estratégias de marketing empresarial.

Burnier destaca que Jontex, Olla e Durex são marcas fortes de preservativos masculinos e a relevância delas no mercado é repassada aos demais produtos que levam os seus nomes, incluindo lubrificantes íntimos. “As peças publicitárias dessas marcas geralmente incluem ambos os produtos ora em análise, retratando-os com a mesma identidade visual, o que sugere complementariedade entre eles.”

Para sanar as preocupações concorrenciais, a Reckitt firmou um Acordo em Controle de Concentração (ACC) onde se comprometeu a vender a marca KY no Brasil para uma empresa com porte similar para que haja concorrência entre os atores. O prazo estipulado para alienação é confidencial.

“O fato da KY ser a marca líder elimina os problemas concorrenciais visualizados no mercado de lubrificantes íntimos, bem como no mercado de preservativos, pois, neste último caso, eram derivados em larga medida dos efeitos de portfólio de um player com presença importante em ambos os mercados”, explicou o relator. Com informações da Assessoria de Imprensa do Cade.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2016, 18h11

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