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MP no Debate

Questão do aborto legal precisa ser tratada sob a ótica do direito à saúde

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Comentários de leitores

5 comentários

Disfartez do discurso

Tomístico (Assessor Técnico)

Outro sofisma que se encontra no texto da ilustre Promotora de Justiça é essa desculpa de dizer, com dados falseados sem base empírica imparcial, que milhares de mulheres morrem por conta dos abortos clandestinos, que milhares de abortos são feitos de forma clandestina, que as "pobres" das mulheres são discriminadas por não poderem fazer aborto, etc. etc.
Poxa! Por que não vão direto ao assunto? Queremos o aborto escancaradamente permitido. O discurso ficaria menos feio.

E a dignidade humana do nascituro, onde fica?

Tomístico (Assessor Técnico)

É engraçado como praticamente SE ESQUECEM daquele que é mais prejudicado nesse debate todo: o NASCITURO. É engraçado, ainda, como, quando o assunto é preservar o direito à vida em detrimento à liberdade da mulher, se ANULA o expresso comando da Convenção Americana de Direitos Humanos (da qual o Brasil e signatário) onde diz que a vida humana deve ser protegida desde a concepção. É engraçado, por fim, como nossos juristas e intérpretes do direito estão tão facilmente caindo no engodo, no conto do vigário.
Lamentável o descarte que estamos dando ao direito à vida. Ontem permitimos o aborto em caso de estupro e risco à saúde da mulher (está no CP). Ontem, também, assistimos a infeliz decisão do STF permitindo o assassinato de anencéfalos. Hoje pugnamos pelo aborto de bebês com Kika ou Microcefalia. Amanhã, permitiremos o aborto total. Depois de amanhã, permitiremos a morte de criança de seis meses, um ano, dois anos, e assim, caminharemos para o CAOS. Parabéns, juristas que desprezam a vida humana.

Perfeito texto

Simone Andrea (Procurador do Município)

Vejam, além disso, a qualificação de primeira linha da autora.

O foro íntimo dos médicos

Célio Parisi (Advogado Assalariado - Criminal)

Acho que também vale a pena escrever algo sobre o título acima, uma vez que os médicos, seja por que motivo for, também teriam direito a não praticar o aborto no caso de estupro, com base em sua convicção própria sobre o assunto.
Não digo que sou favorável à essa negativa, já que, como assevera o próprio artigo, necessário se faz amparar e minimizar a grande angústia da mulher em situações que tais, mas é necessária a reflexão em razão da possibilidade de responsabilização objetiva do Estado, no caso de não encontrar profissionais para a execução do procedimento.
À discussão para ampliar o debate e outras sugestões!

Pergunta

Arthur Nobre (Advogado Autônomo)

Doutora, e o direito à vida do ser humano que está se formando no ventre materno não conta para o debate?

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