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Discurso de posse

Cármen destaca tempos conturbados e necessidade de transformação do Judiciário

No Brasil, o tempo é de incertezas e desafios, mas também de esperança. Essa foi uma das mensagens que a ministra Cármen Lúcia passou em seu discurso de posse na Presidência do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12/9). Para ilustrar sua visão, ela citou os escritores Cecília Meireles ("liberdade é um sonho que o mundo inteiro alimenta"), João Guimarães Rosa ("natureza da gente não cabe em nenhuma certeza"), Carlos Drummond de Andrade ("em tempos cujo nome é tumulto escrito em pedra, os desafios são maiores") e Paulo Mendes Campos ("em tempo de dores multiplicadas, há que se multiplicarem também as esperanças").

Em seu discurso, a ministra Cármen Lúcia reconheceu que o brasileiro não está satisfeito com o Judiciário. Wilson Dias/Agência Brasil 

A ministra deu forte ênfase aos tempos difíceis que o Brasil passa. Cogitou ser, talvez, os tempos mais difíceis da nação, mas ponderou que, porventura, toda geração pense o mesmo. Classificou como exauridos os modelos sociais e estatais utilizados no Brasil até agora e ressaltou a necessidade de mudança.

“Caetanos e não caetanos deste Brasil tão plural concluem em uníssono: alguma coisa está fora de ordem, fora da nova ordem mundial”, disse a presidente do STF.

Lenda vida da música brasileira, Caetano Veloso, aliás, não foi apenas citado por Cármen, mas também por ela convidado para cantar e tocar o Hino Nacional, com seu violão, na cerimônia de posse. 

“E há de se reconhecer que o cidadão não há de estar satisfeito, hoje, com o Poder Judiciário. O juiz também não está. Para que o Judiciário nacional atenda como há de atender a legítima expectativa do brasileiro não basta mais uma vez reformá-lo. Faz-se urgente transformá-lo”, disse Cármen.

O atolamento do Judiciário com milhões de processos também foi lembrado. Em nenhum momento do discurso abriu mão de recordar dos tempos conturbados, mas ressaltou que o período é “também de esperança. Homens e mulheres estão nas praças pelos seus direitos e interesses”.  

Como defensora máxima da Constituição, citou a Carta Magna: “A luta pela Justiça hoje é mais firme, no caso brasileiro, pela experiência democrática que experimentamos desde a década de 80. Mais especificamente desde o início de vigência da Constituição de 1988”. 

Clique aqui para ler o discurso de posse. 

Revista Consultor Jurídico, 12 de setembro de 2016, 21h08

Comentários de leitores

12 comentários

iludido Advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Como disse o filósofo: Não vim aqui para agradar ninguém, mas a todos. Móveis novos em casa velha não ajuda e atrapalha. Se o judiciário precisa mesmo mudar as estruturas operacionais, então é só querer pois, é um PODER. Primeiro, não deve deixar-se confundido com o grande e assustador cassino que vira cassino o Congresso Nacional depois de cada eleição eleitoreira. Horário de 8 as 18 horas, fundamental. Budged de produção operacional. Fiscalização terceirizada contratual com OAB|MP. Inclusive e principalmente Corregedorias. Horário de trabalho igual e geral. Um olhar direto nos cartórios. Usar o escrivão mais para ajudar o Juiz nos despachos. (90%) como um assistente mesmo. Prazos iguais mesmos para o público e privado. Diminuir a atividade do judiciário só mais para a jurisdição preferencialmente. Dizem que Cristo disse: infeliz do homem que acredita no outro homem. Mais reto entorta. Dois juizes para cada vara e quando diminuir o serviço não precisará de concurso imediato. O CN e o executivo, depois da eleições,, arruma tanto cabide de emprego só para pagar promessa eleitoreira, que acaba um dia dando o que se dá. E, os cabides são de aço que levam na composição, o espírito da entrega e acabam formando um paredão de futricas ameaçadoras. E o dinheiro público, hó! O judiciário não se deve confundir com o Executivo e Legislativo, mas com uma empresa.
FAÇA ISSO!

Salve a Presidente do Egrégio STF, Carmen Lúcia

VASCO VASCONCELOS -ANALISTA,ESCRITOR E JURISTA (Administrador)

Quero congratular-me com a nobre Ministra Carmen Lúcia pela sua investidura merecida no cargo Presidente do STF. Com alto Espírito de Brasilidade, quebrando o protocolo, teve a felicidade de saudar o grande herói, o sofrido povo brasileiro. A Presidente Cármen Lúcia é advogada, que não se submeteu ao caça-níqueis da OAB para se tornar famosa. Entre as dezenas de livros publicados, destaca-se o Princípio Constitucional da Igualdade”, livro publicado pela Editora Lê, Belo Horizonte, 1990.O País amanheceu feliz ao saber que que Sua Excelência assumiu a Presidência do STF com o olhar voltado às minorias e questões sociais em sintonia com o seu altruístico trabalho intitulado: O PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA E A EXCLUSÃO SOCIAL, onde no capítulo I – JUSTIÇA E DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. Sua Excelência foi muito feliz ao explicitar que: “Toda forma de aviltamento ou de degradação do ser humano é injusta. Toda injustiça é indigna e sendo assim, desumana”. A justiça, como o seu inverso ou a sua ausência, que é a injustiça, tocam um sentimento do homem. A dignidade e o seu contrário, que é a indignidade, também”.“(...) Por isso é que todas as formas de excluir o homem do ambiente social de direitos fundamentais, de participação política livre, de atuação profissional respeitosa, de segurança pessoal e coletiva pacífica são inadmissíveis numa perspectiva, proposta ou garantia de Estado Democrático. Nobre Presidente do STF, lendo o seu belo trabalho, me veio em mente que Sua Excelência parecia (smj), que estava se reportando aos mercenários da OAB, com seu pernicioso, excludente, fraudulento, concupiscente, caça-níqueis exame da OAB, uma chaga social que envergonha o país dos desempregados. Ajude-nos abolir escravidão contemporânea

mesa de "autoridades" horrorosa !

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Ministros misturados com réus, investigados e mal falados ... assim não dá !

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