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Comentários de leitores

12 comentários

Que situação

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

O caso demonstra que não estamos tão mal quando o assunto é assistência jurídica para os hipossuficientes. Diga-se de passagem, quando não quer ser um MP2 (porque infelizmente alguns defensores públicos querem defender, acusar e se bobear até julgar), a Defensoria Publica brasileira e um excelente modelo de acesso a justiça e certamente menos oneroso aos cofres públicos do que os convênios firmados com a OAB para tanto (o que já foi demonstrado a saciedade por inúmeras pesquisas). No que diz respeito a assistência jurídica gratuita, me parece que estamos bem. Ainda bem.

o campeão está errado

Ricardo T. (Outros)

Tenho dito e volto a repetir. A Justiça no Brasil é muito boa. A Defensoria Pública é forte e atuante. Os promotores são dotados de coragem. E os juízes não são covardes. Tenho acompanhado daqui o trabalho da Justiça, em especial no COMBATE à CORRUPÇÃO. Parabéns. Exemplo para o mundo.

Todos em busca da "boquinha"

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

De cada 100 advogados no Brasil que olham para a Defensoria Pública, 99 enxergam apenas um gordo contracheque no final do mês. A obsessão por cargos e vencimentos retira da maioria a capacidade de pensam a Instituição, permitindo que o Órgão seja apenas um número no orçamento de Estados e da União, absolutamente sem nenhum benefício real ao funcionamento do sistema de Justiça, e sem nenhuma vantagem ao pobre. De fato, na medida em que a Defensoria Pública se expandiu no Brasil, e passou a abocanhar fatias cada vez maiores de recursos públicos, o número de prisões aumentou, ao passo que o pobre, o rico e o "remediado" nunca estiveram em condições piores em matéria de segurança jurídica e de Justiça. Porque? Justamente porque o sistema de Justiça, para funcionar a contento, exige fiscalização e participação de todos. Quando isso não acontece, os agentes estatais se centram em si próprios, e passam a fazer com que as repartições estejam à disposição apenas daqueles que ali trabalham. A crítica é fundamental, mas não interessa aos defensores. Esse são remunerados com recursos públicos, e para que a torneira esteja aberta é preciso estar em articulação com as outras classes e com o próprio Poder Executivo. Assim, na medida em que a Defensoria foi se expandindo, o Judiciário tem sido cada vez menos criticado. Ao defensor público não interessa se a Justiça é boa ou ruim, pois o dele está garantido no final do mês. Ele não tem chefe, e não permite que o cidadão comum ou mesmo os "assistidos" (leia-se: os ditos "pobres") opine em coisa alguma. O resultado final é um imenso fracasso institucional. Rio de dinheiro despejado nos bolsos dos defensores, sem nenhum benefício real, exceto aos próprios defensores premiados com vencimentos irreais.

Defensoria atende pobres ? kkkkk

daniel (Outros - Administrativa)

Defensoria apenas usa os pobres..... por isto número de presos aumentou com Defensoria.... precisamos rever este modelo comunista de que Estado acusa e Estado defende..

Raciocínios fragmentários

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Nos últimos anos aqui no Brasil milhões de pessoas estão tendo acesso ao ensino superior, ao passo que o acesso à informação se massificou. No entanto, o coletivo da Nação ainda não aprendeu a pensar de forma metodológica e científica, comportando-se a generalidade quando se manifesta como se fosse duas lavadeiras de roupas (daquelas que há cem anos lavava as roupas no córrego, em cima de um pedra). Isso significa que as pessoas em sua maioria não atacam as ideias, mas sim as pessoas, o famoso raciocínio argumentum ad hominem. Tal atraso causa prejuízos gravíssimos ao País, na medida em que não se consegue de uma forma coletiva e organizada se pensar os problemas e buscar soluções. Esse comportamento tem se manifestado muito claramente agora na campanha eleitoral para as prefeituras. O que se vê na argumentação dos candidatos é apenas e tão somente "lavagem de roupa suja". O sujeito fala 5 segundos, depois surge uma musiquinha. É assim que o brasileiro raciocina, infelizmente. Ataque à outra pessoa, e raciocínios fragmentários. Nessa feita, a grande maioria das pessoas no Brasil não estão em condições de discutir a Defensoria Pública e o funcionamento de outros órgãos estatais, muito embora o País viva atualmente uma de suas mais graves crises, causadas unicamente pelos abusos dos agentes públicos e pelo elevado gasto com pessoal. Não se observa o Órgão sob o aspecto da sua função institucional, mas apenas os cargos, os vencimentos, e quem exerce suas funções. Quem tem um mínimo de capacidade de trabalhar com ideias certamente no contexto atual de gastança desmedida de recursos públicos irá buscar o modelo de outros países. E, naturalmente, ficará perplexo ao se verificar que somente no Brasil há esse modelo de Defensoria.

Dica

Cahê Gündel (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Os EUA são um estado policial, de acordo com certas figurinhas por aí. E sim, essa estrutura paquidérmica de Defensoria só existe no Brasil.

DICA

Persistente (Outros)

Caro Alexandre Tavares,

Se você me permite a dica, não se dê ao trabalho de responder aos comentaristas que te antecederam: nem Freud explica a obsessão dos dois pela Defensoria!

Direito a um advogado e julgamento rápido...

José Paulo Weide (Advogado Autônomo - Administrativa)

Sinceramente, não entendi a discórdia com os "EUA" sobre a defensoria pública, como se isso fosse alguma novidade nos pagos daqui... lá, até onde me consta e se defere do próprio texto ora debatido, não há defensoria dativa remunerada, é quase sempre "pro bono", coisa que recém engatinha por aqui.
Ademais, ao meu ver, ter o direito a representação de um advogado caso não possa arcar não é o mesmo que ter um especialista em defesa criminal, como aduz o texto.
Aliás, o texto é deveras tendencioso. Usa sete palavras para definir que o juiz só queria condenar o acusado, mais nada: "tem um advogado. Portanto, já podemos condená-lo”. O excerto já começa com letra minúscula, o que por si só indica que o depoimento ou despacho do juiz é um pouco maior.
Logo adiante, o autor usa uma frase do advogado especialista em seguros utilizada pelo próprio como argumento para se eximir de realizar a defesa do réu.
Mesmo assim o juiz negou. Ou seja, o advogado foi obrigado a defender o réu!
Não consta que tenha ganho algo com isso...
Em suma, pode nos parecer um sistema judicial meio bruto, que não é tão "garantidor" como o nosso, mas é que lá se confia nas instâncias. Se a polícia acusou é porque é grande a chance de estar certa, salvo alguma questão de fato ou de direito mais grosseira que poderia ser observada por qualquer advogado com a mínima formação jurídica. Não precisa arguir inconstitucionalidade de todo o tipo de medida ou lei aplicada, o que pode ser verificado pelo próprio juiz. E se a polícia ou qualquer outro órgão falhar, responde por isso.
O direito de defesa é para garantir que não haja condenação absolutamente injusta e não para que se tenha a melhor defesa possível para todos.

La men tá vel

alexandre tavares' (Assessor Técnico)

É realmente lamentável como a sessão de comentários deste site tem sido o espaço para ler absurdos.
O texto publicado contém mais de 10 indicativos de que o modelo americano de assistência jurídica encontra-se falido. A primeira fase do texto já dá o contorno da tese central do autor ("A Sexta Emenda da Constituição dos EUA é, seguramente, o dispositivo jurídico mais desrespeitado no país").
O desenvolvimento do texto, inclusive, indica a prevalência do Estado Policial e do desrespeito ao cidadão hipossuficiente na América do Norte.
No entanto, o que lemos nos comentários são frases dissociadas do texto, inclusive escritas com gramática bastante discutível, como o comentário da analucia, que semanalmente tem destinado tempo considerável para destilar sua raiva contra a Defensoria Pública.
É um ódio completamente injustificável.
Seguramente, os comentários são de pessoas que poderiam ser nomeadas para defender os assistidos da defensoria, recebendo a verba que constitucionalmente seria dirigida ao órgão, sem prestar concurso ou qualquer tipo de seleção objetiva e sem o profissionalismo que a Constituição exige como simetria em relação ao órgão de acusação.
Em conclusão, acredito que o texto pode ser resumido muito bem no parágrafo abaixo:
"O juiz Jacque Derr lhe disse, segundo o promotor, que estava satisfeito com o arranjo. Nomeou o promotor para defender o homem e disse que, como ele "tem um advogado. Portanto, já podemos condená-lo”.

No país rico é diferente

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Essa história de se manter estruturas estatais caríssimas ao estilo da Defensoria Pública brasileira só existe mesmo em país de quarto mundo. Em país rico o cidadão não é palhaço, e não admite que o dinheiro dos tributos seja usado para bancar mordomias pois de outra forma não sobra para o essencial.

Pobre

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O pobre é maltratado em qualquer ponto do globo terrestre.

defensoriaa devem ser extintas.....

analucia (Bacharel - Família)

Nao faz o menor sentido o estado acusar e defender .....também ninguem é obrigado a fazer acordos ......no brasil defensoria agora quer até acusar !!!

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