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Comentários de leitores

5 comentários

Nem só de Frankfurt (ou de Trier, ou de Manchester!) vivemos

L.F.V., LL.M (Advogado Assalariado - Tributária)

A despeito da admirável maestria técnica de Dr. Ulhoa Coelho, cumpre lamentar, uma vez mais, que o repertório epistemológico dos grandes juristas brasileiros siga ainda prisioneiro - e perde-se nisto mais de século: Pontes de Miranda já o fazia - ora do positivismo comteano, ora da dialeticidade autopoiética entre marxismos e neomarxismos, inteiramente alheio às suas refutações quer no campo filosófico, quer no campo econômico, quer pela sociologia crítica e pela História ela mesma. O consumo dessa velha academia europeia (e de apenas um lado dela, o que é pior - pois lá tais pontos não são "topoi" como cá, vindo contraditados em debate que reformulou seu "status quaestionis", deixando-nos desgarrados), sucessivamente intermediada por novamente uma só ala da academia norte-americana, reduziu a intelectualidade brasileira a uma insignificância inexplicável face ao cenário mundial, quando comparada à originalidade de seus predecessores.
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Ter nosso Direito Privado republicano construído sobre (propriamente) uma infraestrutura de categorias avessas à liberdade, à solidariedade e à confiança (esta, na acepção de Peyrefitte), remoendo mitologias sobre "classes" e plantando conflitos para lucrar com mediação, diz mais sobre os fatores reais de poder no Brasil de nossos dias do que qualquer ruminação determinista acerca de gerações há muito [e mui deliberadamente] olvidadas.
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Não é dizer que seja esse o caso de professor Ulhoa, cuja estatura intelectual não se discute (como não se discutiria a de Pontes de Miranda). Seria deveras interessante, todavia, testemunharmos geração mais diversa em teses e referências, que não apenas os lugares-comuns ancorados pelas polêmicas de uma só década do século passado. Há vida nova lá fora. Atualizemo-nos. doutores!

Alexandre S. R. Cunha (Economista)

João B. (Advogado Autônomo)

"E por que a igualdade jurídica deveria depender da igualdade de classes, ou melhor, da igualdade socioeconômica dos indivíduos que se espalham pelas classes?"
Porque, do contrário, há mera igualdade formal (em sua forma, não em sua substância).
O autor não quis dizer que não deveria haver tal desigualdade social, mas apenas dizer que o Direito deve tratar desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade.

Marxismo jurídico...

Afonso de Souza (Outros)

E por que a igualdade jurídica deveria depender da igualdade de classes, ou melhor, da igualdade socioeconômica dos indivíduos que se espalham pelas classes?

Um grande mestre!

Neli (Procurador do Município)

Foi colega na Procuradoria do Município. Um grande procurador.Aprendi muito com as suas obras .Um grande autor!

Pensador

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O advogado, professor e pensador, Fábio Ulhoa Coelho, é o novo "Kelsen brasileiro"

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