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Cronômetro na corte

Para Fux, Supremo deve restringir falas de ministros a 15 minutos

Comentários de leitores

7 comentários

Serão os 15 min de fama previstos por Andy Wharol?

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

Millôr Fernandes escreveu: "Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Quero ver você dizer isso sem palavras." O min. Fux, apesar de carioca, não conheceu (e também não prezou) o "filósofo do Méier".
Seria interessante saber se ele pode explicar em 15 min como determinou o pagamento do auxílio moradia para os juízes da ativa, em liminar de ação originária (que não comportava ato executório imediato contra a Fazenda Pública), sem que tenha sido editada a lei que a LOMAN prevê a respeito.
Também seria importante para o país entender, segundo a sua proposta também em 15 min, porque "trava" (como relator) o andamento do processo em que o Estado do Rio de Janeiro contesta o pagamento de "penduricalhos" aos seus juízes, estabelecidos em leis estaduais e em resoluções do próprio Judiciário estadual, que "furam" o teto e superam em muito os ganhos dos ministros do Supremo.
É verdade que o amor ao verbo tem seus expoentes na Suprema Corte, com destaque para Marco Aurélio, com sua prosódia arrastada e frases em ordem inversa, e para o decano Celso de Mello, sem dúvida um homem apaixonado pelo próprio discurso, e tanto mais quando ele permite maior ênfase nas palavras e pensamentos bastante corriqueiros.
Em resumo, não são os 15 min que salvarão o país, mas aquilo que for dito no tempo necessário para justificar uma decisão que, em se tratando do Supremo, é sempre transcendente. Em 15 min o min Fux não pode explicar sequer porque trocou de peruca.
A palavra precisa ser revalorizada sim, mas em nome da sua necessária significância, pois o vazio da forma rebuscada, da retórica, da consideração impertinente, da opinião gratuita, só serve para diminuir o Direito.

Transmissão...

Neli (Procurador do Município)

Transmissão! Não consigo vislumbrar algum benefício para o Ordenamento Jurídico da transmissão dos julgamentos. Penso(talvez seja muito idosa, apesar de meus 63 anos!), que um juiz deve ser ator dentro do processo e não perante as câmeras de televisão. Tudo bem que hoje em dia existem uns ministros, data vênia, bonitões,mas, nem por isso mudo meu pensamento que é calcado num doutrinador italiano, salvo equívoco da memória, Calamandrei. Enaltecer a Justiça, consequentemente o Poder Judiciário, não se faz transmitindo julgamentos. Às vezes, uma altercação entre os doutos, pode repercutir equivocadamente e prejudicando o Judiciário.Quanto à limitação do tempo: concordo. Demorar mais de quinze minutos para ler um voto ,para quê?

"A realidade como ela é.!"

Rui Telmo Fontoura Ferreira (Outros)

Prezados Senhores,
Paz e Bem!

01 - Posição privilegiada no mundo das ideias!
02 - Parabéns Ministro!

Com os meus agradecimentos,
Cordialmente,
RT

Equívoco

_Eduardo_ (Outro)

Mesmo quando se concorda com o relator, aquele que apresenta sua concordância pode acrescentar argumentos que convençam outros que já votaram ou que ainda não votaram a mudar seu voto.
A não ser que partamos da pressuposição equivocada que os votos de integrantes do colegiado sejam imutáveis, o que seria um pouco ilógico, pois uma das virtudes do colegiado é a dialeticidade.

A ideia é excelente...

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

A ideia é excelente. Será muito bom se eles conseguissem torná-la realidade.

Este seria possivelmente um marco na profissionalização no exercício da justiça, que ainda possui algumas práticas muito amadoras.

Julgamentos com intensificação da publicidade

O IDEÓLOGO (Outros)

Os julgamentos públicos no STF, com acompanhamento pela mídia escrita e falada, prejudica a Democracia.

Falta objetividade...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Acho Boa a proposta, os Ministros do STF precisam ser mais objetivos e menos prolixos, pois não são raras as vezes que se gasta 1 sessão inteira só para o relator ler o voto.

É preciso trazer objetividade e diminuir a prolixidade para tentar aumentar a eficiência da corte.

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