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"Retrocesso social"

Advogados e juízes federais são contra PEC que congela gastos públicos

Comentários de leitores

5 comentários

O dinheiro acabou, e agora?

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Os governos do PT foram muito generosos com o judiciário e o ministério público em dar-lhes aumentos muito além da inflação, em aumentar seus privilégios e criar leis que só Deus sabe a troco de quê, concedendo-lhes todo tipo de auxílio que inflou seus vencimentos para muito além do teto constitucional. Agora o dinheiro acabou e vocês estão achando que não, como se o cofre do Estado fosse um poço sem fundo. Caiam na real e percebam que o tempo das vacas gordas acabou. É o momento de sacrifício! E se isso não for feito agora o sofrimento da sociedade se prolongará por muito mais tempo do que o previsto com a tomada de medidas austeras.
Essa insensibilidade só trará como consequência mais impopularidade para esses órgãos do que eles já amargam atualmente.

“país das mentiras”

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A PEC congela os investimentos nos serviços públicos por 20 anos, ou seja, congela investimentos que não ocorrem e em serviços que quase não existem.
Por outro lado, falar em congelar a arrecadação nem pensar!
E o caso da Previdência Social? Outra mentira que vem se repetindo para se transformar em verdade.
É público que a carga tributária média já alcança quase 40%.
Pois bem. É lógico que os beneficiários do INSS não guardam os valores recebidos debaixo do colchão. Até porque tais valores não são suficientes sequer para as necessidades básicas, obrigando que os beneficiários continuem trabalhando, mesmo que informalmente, ou se não, continuem sendo obrigados a contribuir por contribuir.
Além das contribuições arrecadadas, em média também, 40% dos valores pagos pelo INSS voltam para o Governo através de Impostos.
Os beneficiários do INSS movimentam o comércio em todos os seguimentos e, além de gerar empregos e mais contribuições, mais receita extra em impostos através do comércio de bens e serviços.
Quando se vê as estatísticas oficiais, verifica-se que a concessão de benefícios, por exemplo, no caso de aposentadoria por idade, quase se compensa em decorrência o encerramento por óbito. E tal da expectativa de vida não se confirma na prática. O beneficiário raramente recebe o benefício pelo tempo mínimo de carência exigida (15 anos).
Qual o problema com a Previdência Social?

Balela! Pensam neles, e tão somente neles!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Lamentável a posição contrária da OAB - que, supostamente, fala em nome da maioria dos advogados - em desaprovar a providencial PEC. A bem da verdade, não é de hoje que a maioria do povo brasileiro, jamais tiveram acesso a boa saúde, boas escolas públicas, boas estradas (sem pagar pedágio), e por aí vai. Ora, convivemos em um país com economia cambaleante, com um contingente de 14 milhões de desempregados, e agora vem a OAB hipotecar solidariedade, e mais do que isso, fazer coro com entidades públicas, as quais, deveriam, isto sim, ser as primeiras a dar o bom exemplo, sacrificando um pouco as suas desmedidas ambições, aclamando a pertinente PEC .

Ninguém vai cortar nada...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Percebe-se claramente que muitos sequer sabem do que estão falando, uma vez que ninguém vai cortar nada. A única coisa que será imposta é que os gastos não poderão superar as despesas do ano anterior corrigidas pela inflação. Ou seja, o gasto vai aumentar porém limitado a inflação, por isso é mentira dizer que a medida por si só levará a cortes.

A PEC se chama "TETO DE GASTOS" e não "DIMINUIÇÃO DE GASTOS", o que ela irá fazer é LIMITAR O CRESCIMENTO dos gastos e não REDUZIR OS GASTOS.

Mas percebe-se que o medo de perder os privilégios que um orçamento gordo e sem qualquer limite garante começou a bater, e os grupos corporativos que vivem do orçamento público parecem estar começando a se mobilizar contra um possível empecilho à manutenção dos privilégios.

De olhos nas regalias

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Todos eles sabem que não é bem assim como disseram. Não existe dúvida que é preciso conter o gasto estatal, mas o problema da medida proposta pelo grupo de Temer, sem legitimidade popular, é que a "poda" será realizada em setores essenciais, como saúde, educação, transportes e investimentos em infraestrutura, e esse o ponto que precisa ser corrigido. No mais, a proposta do grupo de Temer não resolve coisa alguma, pois apesar de trazer uma limitação ao gasto global não impõe limites ao gasto individual.

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