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6 comentários

Justiça do trabalho

O IDEÓLOGO (Cartorário)

A Justiça do Trabalho nasceu dos embates ideológicos existentes após o sucesso da Revolução Comunista na Rússia em 1917. Em 1941 ela foi instalada no Brasil.
No ano da instalação, a Europa encontrava-se dominada pelo Fascismo Alemão, que conseguiu a sua máxima expansão territorial, com vitórias expressivas em Rhzev, Kharkov, Mariupol, Sebastopol (quando Von Manstein recebeu o seu bastão de Marechal de Campo Germânico). Não se pode esquecer que, os japoneses na Ásia derrotaram americanos, ingleses, australianos.
Enquanto isso no Brasil tínhamos a discussão entre Oliveira Viana, mulato que defendia uma Justiça com característica específica para atender aos trabalhadores, e Waldemar Ferreira que abominava a existência de ideologia e procedimentos específicos aplicados a uma Justiça.
Hoje, a Justiça do Trabalho, por mais que seja criticada, consegue garantir à grande massa de trabalhadores direitos primários, como o pagamento de horas extras, verbas rescisórias, adicionais de insalubridade, noturno e de periculosidade, à grande maioria dos trabalhadores.
O Brasil é um país que trata desigualmente os seus cidadãos e barbaridades acontecem diariamente. Sem a Justiça do Trabalho a desigualdade seria aprofundada. Ela merece aperfeiçoamento.

Explicação

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

À/Ao comentarista Forbeu, que possivelmente não seja da área jurídica (qualificação: "Outros"), explico: é verdade que os Magistrados têm direito a 60 dias de férias por ano, mas isso é assim porque não recebem horas-extras pelas muitas vezes em que trabalham mais que a jornada de trabalho da maioria dos trabalhadores nem por atuar em Plantões.
Certamente, se fossem tirados 30 dias anuais de férias dos Magistrados, mas lhes fossem pagas regularmente horas-extras, o gasto público seria muitíssimo maior.

Eu não li isso...kkkk A JT dá lucro para o país...

Mig77 (Publicitário)

Esse texto deveria ser restrito a vestiários, jogos de poker, casados x solteiros etc, pois defender uma "Justiça" que permite que num processo em que o reclamante pede R$ 850mil feche acordo em R$ 15mil é uma bazófia.Essa é a cara da Justiça do Trabalho.A parte do texto que deve comover o povo da Etiópia é aquela que diz:"A Justiça do Trabalho é instrumento de civilização, cumpre função de distribuição de direitos fundamentais, injeta recursos na microeconomia, segura a onda de conflitos entre capital e trabalho e restringe a marginalização." ORAS... a Justiça do Trabalho com essa CLT são as maiores fomentadoras do desemprego, são geradoras de pontos de drogas, de pedintes, de miseráveis, de marginais, da informalidade, da sonegação, da desesperança dos mais jovens.O dinheiro gasto com esse fardo é dinheiro público, ou seja, se o articulista ainda não aprendeu, dinheiro público é o dinheiro do empresário, o que se arrisca, aquele que empreende, que gera emprego e riqueza para o país.Primeiro a empresa, DEPOIS o empregado.Sem empresa, não há emprego, nem consumo, não há riqueza, não há impostos, não há arrecadação.Tanto o Cabidão como o resto do Judiciário sério, vivem do dinheiro da empresa, não do empregado.A Justiça do Trabalho inibe, inabilita e corrói a geração de riqueza neste país.E aposto que o articulista não ficou corado quando mencionou a deplorável colocação de 75º do Brasil no IDH.Como se a Justiça do Trabalho não tivesse nada a ver com isso.É muita cara-de-pau.Neste ano são
3 MILHÕES de processos trabalhistas.No Japão ao redor de 2.5 MIL no Japão.Um absurdo para aquele honrado povo.
"A Justiça do Trabalho dá lucro para todo o país".Achei que ninguém me faria rir hoje kkkkkkk.

É preciso fazer algumas observações...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Primeiro que os gastos da Justiça do Trabalho (e da maioria dos órgãos públicos no geral) são quase que exclusivamente com folha de pagamento, logo a dita escolha de "optar entre pagar a conta de luz ou os contratos dos terceirizados" só precisará ser feita se continuarem a serem pagos vencimentos irreais aos integrantes do Poder Judiciário como um todo. Entretanto todos sabem que ninguém no Poder Judiciário vai querer largar a teta e é óbvio que eles vão preferir precarizar o atendimento à população a cortar os seus privilégios.

E dizer que a reforma da previdência deve gerar uma tendencia de "agravamento para os funcionários públicos" só pode ser brincadeira. Absolutamente TODOS os sistemas de previdência dos servidores públicos, seja da União, Estados ou Municípios, estão total e completamente QUEBRADOS e só se mantém solventes porque a POPULAÇÃO PAGA ESSA CONTA.

Ou seja, quem financia essas aposentadorias nababescas que só o setor público possui é a população de uma maneira geral, e só para se ter uma ideia no Estado de Santa Catarina a população tem que gerar uma arrecadação de impostos de mais de 3 bilhões só para cobrir o déficit, enquanto os servidores (já considerados ativos, inativos e pensionistas) contribuem com apenas 700 milhões.

E o próprio regime geral também é insustentável, pois a sua despesa vem aumentando a um ritmo de mais de 17% ao ano em um pais que ainda tem uma população com poucos idosos, e enquanto em 2010 os gastos com INSS consumiam 41% dos recursos da seguridade social, passados 5 anos esse percentual já é de aproximadamente 63%. Será que vão esperar chegar a 100% para fazer alguma coisa?

Penduricalhos

Forbeu (Outros)

É só acabar com as férias em dobro e penduricalhos(salário por fora) da magistratura brasileira que vai sobrar $$$ para o judiciário.

Inconstitucional

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A verdade é que estão socializando a conta para as camadas menos favorecidas.Como não ser inconstitucional uma medida que afeta em cheio os direitos constitucionais inadiáveis e fundamentais da população, enquanto a aristocracia e elite financeira continuam vivendo nababescamente!

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