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Faltam provas

Menção a Toffoli em relatório da PF é "leviana" e "temerária", diz Moro

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Comentários de leitores

7 comentários

Ingerência

ABSipos (Advogado Autônomo)

Cabe ao delegado da Polícia Federal, instituição que possui poder e credibilidade perante a sociedade (credibilidade muito superior ao Judiciário, por sinal), não se dobrar à tentativa de censura do juiz de direito Sérgio Moro, este o qual deveria sofrer sanções administrativas em razão da conduta de duvidosa motivação.

Autonomia Administrativa

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Mesmo que, em tese, a PF tenha exagerado na citação do nome do ministro do STF no relatório sem qualquer fato que o comprometa, que em caso contrário caberia ao STF investigá-lo, não cabe ao juiz determinar ao Delegado da PF refazer um relatório de IP, pois qualquer operador do direito, mesmo os neófitos, sabem não haver subordinação da PF ao Judiciário.
É atribuição do juiz apenas se convencer ou não de que os elementos de provas contidos no IP são suficientes para embasar a aceitação da denúncia, ou se devem ser realizadas novas diligências, caso em que lhe compete requisitá-las à Autoridade Policial.

"O tempo é o senhor dos senhores"

Luis Feitosa (Advogado Associado a Escritório - Criminal)

Vejo acontecimentos desta natureza com muita preocupação. Imaginemos os custos dessa operação (lava jato), que evidentemente, por natural, estão sendo pagos com nosso dinheiro.
Em um Pais sério, certamente as autoridades públicas (investigados, investigadores e julgadores) teriam mais zelos com essas questões. Imaginemos uma operação dessa grandeza sendo futuramente anulada?
Fica nítido que ninguém, absolutamente ninguém estar preocupado se erra ou acerta. Tanto faz, uma ou outra não trará nenhuma consequência ao agente. Terrível isso!!!
O negócio já ultrapassou, faz tempo, a barreira da vergonha.

A República já era

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Li o despacho, e apesar de estar acostumado desde longa data aos mais imprevisíveis abusos por parte de magistrados, tenho pena do povo brasileiro. Em qualquer outro país, o juiz federal Sérgio Moro seria exonerado do cargo somente por este despacho, dado a total PARCIALIDADE da decisão. O juiz no processo penal na maioria dos países civilizados (na qual não se inclui o Brasil) tem por missão maior zelar pela garantia dos acusados. No caso sob apreciação, além de se afastar dessa missão, o Juiz quer que o delegado faça o trabalho como ele juiz quer, o que aniquila a própria noção de Judiciário. De acordo com o Magistrado, ele quer que o inquérito narre os fatos como ele quer, para depois ele mesmo condenar com base no inquérito que ele mandou seja feito como ele queria. O que é mais triste nessa história é que isso é recebido no Brasil como sendo algo banal, normal, dia a dia comum.

Não necessita enviar o caso para o STF...

mfontam (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

O Ministro Toffoli certamente não necessita de uma decisão do Juiz Moro, até porque quem tem autoridade para reformar a decisão do Juiz Moro é o STF, inclusive o Ministro Toffoli, e, ao excluir de seu relatório, não necessitará enviar o caso para o STF...

Santa Inquisição

rbo (Oficial de Justiça)

A notícia deve estar errada. Desde quando relatório do Delegado passa pelo crivo do Juiz? Não existe hierarquia entre juiz e delegado. A pergunta: E se o delegado recusar modificar o seu relatório? O que acontece? O titular da ação penal é o MPF que utiliza os elementos do relatório, pede arquivamento do inquérito ou solicita novas diligências. Não é possível que essa reportagem seja verdadeira. Prefiro não acreditar.

Juiz decide quem entra ou sai do relatório ?

daniel (Outros - Administrativa)

É a ditadura judicial.... ou seja, o Judiciário decide quem entra ou sai do relatório ? é o Juiz o Titular da investigação ou da ação penal ? É cada uma......

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