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Comentários de leitores

37 comentários

uma ocorrência, vários problemas

Antonio Rodrigues do Nascimento (Professor)

Pela ordem: Elevador para autoridades? Segurança privada armada em prédio do Poder Judiciário? Desacato a empregado de empresa privada? Uso de algemas por empregado de empresa privada? E o pior que a "culpa" é do colega já idoso...

Tem pessoas que não entenderam

Observador.. (Economista)

O que ocorre no mundo e no Brasil.
Não se trata de "inveja", quanto se critica certas posturas, uma palavra que muitos gostam de usar como escudo para não olhar as mazelas de sua classe.
Os exageros salariais (gostaria que me explicassem o fato de QUALQUER servidor, seja de que área for, conseguir ganhar 100, cento e poucos mil por mês em um país empobrecido), as prerrogativas e privilégios, também em descompasso com os sacrifícios e a vida franciscana que é cobrada de várias outras classes e da sociedade....tudo isto me lembra não Roma e sua suntuosidade.Me lembra, isto sim, Paris às vésperas de uma mudança radical de rumo, exatamente porque a opulência oriunda dos dinheiros da nação, ficou restrita a uns poucos que não perceberam que a natureza humana aceita tudo, menos que uns poucos vivam em palácios, sustentados pela miséria do resto.
É uma fórmula que se esgota rápido.
Há tempo disto ser percebido em nosso país.
Acho que algemas devem ser usadas no caso de prisão.Nunca concordei com o "politicamente correto" do não uso das algemas.Pois são um símbolo.A pessoa está sendo presa e as algemas tem seu efeito pedagógico, na minha visão.
Mas no caso em questão, parece, de fato, peculiar.
Seria o caso de explicar ao senhor que, caso ele continuasse a recusa em se identificar, seria levado a uma sala para averiguar se estava portando algum artefato perigoso; alguém poderia orientá-lo que a prisão seria o próximo passo, tendo em vista (se ocorresse) a permanência no delito .
Não é algo difícil de ser feito . Assim é o procedimento em Bases e ambientes militares, muito mais restritos e preocupados com segurança de instalações e armamento.
Acho profundamente lamentável o momento histórico do nosso país.
De risível nada tem.

Ao Praetor.

Immanuel Kant (Advogado Sócio de Escritório)

Qualquer pessoa está sujeita à violência de criminosos, não apenas uma classe específica.

Segurança e bom senso

Veritas veritas (Outros)

Juízes são alvo potencial de criminosos inconformados com suas decisões e há exemplos de ataques ocorridos neste mesmo ano de 2016 e na mesma cidade de São Paulo. Portanto, todos e inclusive os advogados devem colaborar com a segurança no ambiente forense. Penso que se o nobre causídico tivesse se identificado no episódio em questão, talvez nada disso tivesse ocorrido.

Faltou a Placa de Advertência: "Somente para os Deuses".

Ademir Coelho da Silva (Defensor Público Estadual)

"LEI Nº 8.906, DE 4 DE JULHO DE 1994:

Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.

Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho.

Art. 7º São direitos do advogado:

VI - ingressar livremente:

a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados;

b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares;

c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado;"

Com devida venia, penso que, faltou uma Placa de Advertência próximo ao Elevador: "Somente para os Deuses".
Enquanto a sociedade clama por igualdade entre os cidadãos, alguns setores (diga-se órgãos "públicos") ainda mantém "regras de segregação". Será que este tipo de "regra" é condizente com país democrático e republicano???

Detalhes

Daniel André Köhler Berthold (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Parece exagero dizer ter havido perseguição ou menosprezo aos Advogados. Veja-se esta parte da notícia: "Por causa disso, ao pedirem sua identificação, o profissional se negou a apresentar a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil".
Não foi no mesmo Estado de São Paulo em que, há poucos meses, um homem quase pôs fogo numa Juíza de Direito?
É, no mínimo, curioso o comentário do Senhor Advogado da União CARVALHO, quando fala em "penduricalhos, puxadinhos, auxílios", atribuindo-os aos Magistrados. Isso porque, há poucos meses, os Advogados da União passaram a ficar com a quase totalidade do "encargo legal" (equivalente a honorários obrigatoriamente fixados em 20%) das execuções fiscais da União, verba que, por décadas, sempre entrou para os cofres públicos federais (tanto que nem nominada de honorários advocatícios é). Isso sim é um "puxadão", porque, ao que se saiba, não tem limite máximo algum (muito menos o teto do funcionalismo - subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal).

Nova Lei para tratar do Abuso de Autoridade?

Marcelo-ADV (Outros)

Então, precisamos ou não de uma nova Lei para tratar do Abuso de Autoridade?

A pergunta é retórica.

Na verdade, mesmo com outra Lei, penso que não mudará nada. Numa terra em que se atribui a si mesmo uma completa liberdade (livre para decidir sobre a cognição (podendo livremente indeferir isso, indeferir aquilo), livre para decidir conforme a consciência, livre para escrever qualquer, livre para não enfrentar os argumentos das partes (o novo CPC é nada), enfim, livre para fazer o que quiser), a Lei também será aplicada livremente, ou seja, pegará apenas um azarado ali outro acolá.

Não há esperança!

Polícia do Senado, do Judiciário. Que tal Polícia da OAB ?

Fabio B Slonczewski (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Do jeito que coisa anda, será necessário que nós advogados, também tenhamos direito à uma polícia privada, para nos dar segurança e prevenção contra injustas atuações de outras polícias, inclusive as privadas. Ou seja, estamos caminhando para a militarização de todos os poderes, diante de abusos de policiais invadindo a liberdade de ir e vir de profissionais em prédios públicos, onde "espaços estão sendo privatizados aos pseudo monarcas", eis que certamente assim não agiriam os "policiais privados", se não lhes fossem dadas tais orientações. Certamente que esta figura de caserna criada nestes corredores, é ilegal e inconstitucional, cabendo ao MP, como guardião da res pública, empreender todos os esforços no sentido de obrigar os "pseudo monarcas", a devolverem todos os dispêndios ao Estado, pois usurparam do poder, e ao se lambuzarem, que limpem a lambança com o forro dos seus próprios bolsos.

Elevador para autoridade?

Neli (Procurador do Município)

Elevador para autoridade?
Absurdo!
Em uma audiência o advogado é tão autoridade quanto um Juiz e um membro do MP, porque sem o advogado não estará completado o quadro de artistas no processo. Algema ?
Igualmente estapafúrdia medida.
Só é necessária quando oferece resistência ou coloca a vida de terceiros em risco.
Eram policiais militares? Ou vigilantes?
E por fim, até quando ficará esse "ranço monarquista":elevador para autoridade, estacionamento para autoridade ?
Carro oficial?
Tem que acabar com isso!
Na República não pode haver distinção!

Mais uma pérola para os advogados privados.

Immanuel Kant (Advogado Sócio de Escritório)

Até quando os advogados privados terão esta espécie de tratamento pelas instituições públicas?
Infelizmente, percebe-se diuturnamente que não há mais respeito pelos advogados privados, mesmo que sejam idosos e cometam equívocos, saem algemados e vilipendiados em sua dignidade.
Em países do primeiro mundo, todos os funcionários públicos, sejam magistrados ou promotores, utilizam os mesmos banheiros e elevadores que a população em geral e advogados. No Brasil não. Aqui há banheiros e elevadores separados para o público em geral e advogados, e banheiros e elevadores apenas para magistrados, promotores e funcionários públicos. Assim, se um advogado idoso entrar por engano, será preso e trancafiado na traseira de alguma viatura. Tsc, tsc...

República

O IDEÓLOGO (Cartorário)

A República vem sendo, sucessivamente prejudicada.
Advogados folgados, Juízes autoritários, promotores de justiça com denúncias ineptas.

desacato?

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Elevador das autoridades? Se não me engano, seja em qualquer nível, o que se tem são funcionários públicos federais, estaduais e municipais.
No caso, se não me engano novamente, tratando-se de funcionários do Judiciário e advogado, não há hierarquia, portanto, não há autoridade.

Quando a conivência vem da própria classe

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os casos semelhantes são inúmeros, sem dizer que quando os advogados são afrontados nos fóruns 99,99999% abaixa a cabeça e ouvem falados as afrontas, sabendo que não terão suporte algum dentro da OAB de Marcos da Costa e seu grupo. Aqui em São José do Rio Preto há poucas quadras do escritório nós tivemos um evento semelhante. Um estagiário foi preso ilegalmente dentro das dependências do Ministério Público Federal, em um evento divulgado nacionalmente. Ainda por cima, entram com uma ação penal em face ao estagiário, trancada posteriormente pelo TRF3. OAB/SP? Simplesmente nada. Não foi capaz de obter a mais remota responsabilização dos dois Procuradores da República responsáveis pela prisão ilegal. O mais grave, creio eu, é que ninguém, nem mesmo os próprios advogados, parecem se importar. Há um descaso generalizado em face às prerrogativas da classe, como se todos estivessem na advocacia temporariamente, aguardando um cargo público para se tornarem algozes dos advogados. Marcos da Costa e seu grupo, apensar da total fraqueza na atuação e omissão permanente na defesa dos interesses da classe foram reeleitos pelos próprios advogados, ao que parecem satisfeitos com toda a situação.

OAB/SP omissa

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O culpa pelo episódio é o Poder Judiciário. No entanto, grande parcela de culpa recai por sobre a OAB/SP, permanentemente omissa na defesa das prerrogativas da classe, agindo apenas quando o caso ganha notoriedade. Vejam o joguinho. A CONJUR procurou Marcos da Costa e ele certamente nem sabia de nada. Ciente, ele pediu à CONJUR que esperasse, quando então informou algumas medidas e só então esta reportagem foi divulgada apresentando a problema (advogado algemado) e a suposta solução (OAB de Marcos da Costa supostamente agindo). Se outros veículos de imprensa não tivessem noticiado primeiro o fato, nada seria feito pela OAB/SP, que como de praxe sai correndo atrás do foro do holofote. Quando todos se esquecerem, a OAB sepulta o caso e ninguém será responsabilizado.

O PJ tá se achando

CARVALHO (Advogado da União)

A República não convive com castas. Abuso como esse aí, altas regalias, corporativismo, penduricalhos, puxadinhos, auxílios, altos salårios. O sistema de freios e contrapesos não está funcionando. Quem nos salvará dos excessos do Poder Judiciário?

Cesar, és mortal...

DPF Falcão - apos (Delegado de Polícia Federal)

Palácios, agentes de segurança exclusivos, acessos e elevadores privativos, pompa, circunstância etc. etc. etc.
Exceto pelos elevadores, por óbvio, tudo o mais faz lembrar a suntuosidade da antiga Roma.

"Hierarquia de cidadãos"

Manoel Guimarães Filho (Outros)

Piada de terrível mau gosto...Quem quer que tenha alguma compreensão, sobre como deve ser o caráter republicano das instituições publicas,deve sentir-se enojado...Essas pessoas se julgam melhores e mais especiais que os demais "cidadãos"brasileiros, que não podem ,sequer,dividir o mesmo espaço de um elevador com eles...Bando de gente antiética! E fazem tudo isso com recursos públicos que,em geral,resultam do trabalho de uma gente trabalhadora, que jamais poderá entrar em tais estruturas...

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