Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Inquérito em andamento

Polícia investiga se procurador que estava preso em Porto Alegre cometeu suicídio

A Polícia Federal ainda não concluiu o inquérito que apura a morte do procurador do Ministério Público Federal Pedro Antônio Roso, encontrado morto na última terça-feira (1º/11) na carceragem da Polícia Federal em Porto Alegre. Ele estava preso no local desde 2 setembro por suspeita de prática de estupro. O laudo pericial está a cargo do Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul.

Como não havia outros presos na carceragem, a polícia acredita que Roso tenha cometido suicídio. Seu encarceramento foi determinado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em um processo que tramita sob segredo de Justiça.

De acordo com o jornal Diário Gaúcho, que teve acesso ao boletim de ocorrência feito pela vítima contra o procurador, o crime teria acontecido no dia 26 de agosto. Segundo o documento, a mulher negou-se a fazer sexo com o procurador. Ele, então, a trancou no apartamento e a estuprou. Durante o ato, teria ainda ameaçado a mulher com uma arma e tentado sufocá-la diversas vezes. A defesa de Roso alegou que o procurador teve surto psicótico e sofre com problemas psiquiátricos, mas trabalhava normalmente.

O procurador da República já tinha respondido a outro processo por crime de trânsito, desacato e lesão corporal, em 2004. Anos depois, foi condenado pela lesão corporal, mas o crime prescreveu e não houve punição.

Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2016, 16h56

Comentários de leitores

3 comentários

magi

Gustavo P (Outros)

perfeita sua visão sobre o lamentável fato ocorrido. ..

Polícia investiga se procurador que estava preso em Porto Al

magi (Outros)

O fato é: se o Procurador estava em surto, foi atendido por um médico na prisão? Estava sendo medicado? Como se suicida nas barbas da Polícia? Uma situação onde há uma denúncia, vindo da esposa conforme o Clic RBS, de estupro, cabe primeiro serem analisadas as provas, contexto e o fato ser julgado pela autoridade competente e não pela mídia, principalmente envolvendo pessoa com surtos de transtornos mentais, só por que vende notícia é permitido? E a CF? E o princípio do contraditório, da ampla defesa, não vale para a mídia, o importante é vender espaços? Muitas dessas empresas estão sendo investigadas pelo próprio órgão, MPF, e por qual motivo também não veiculam tal notícia? Aliás, inúmeros noticiários, inclusive, revelaram segredos de justiça do caso, como obtiveram acesso ao inquérito? Isto também é ilícito, não é documento público se corre em segredo de justiça. Alguém tinha muito interesse em destruir a reputação do representante do MPF. O fato não diz respeito à sua atuação profissional, mas tanto fizeram que acabou em morte, acontecimento muito pior. E agora, a mídia não vai ser investigada por ter, de alguma forma, incitado a tal fato? Que conveniente, Brasil? País subdesenvolvido, não é por falta de motivo.

A pergunta é...

incredulidade (Assessor Técnico)

Se com toda essa folha de antecedentes, por que esse senhor ficou no Ministério Público por tantos anos???
Note-se que a primeira ocorrência, por si só já grave, é datada de 2004.
Doze anos atrás!

Comentários encerrados em 15/11/2016.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.