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Entrevista à imprensa

Procurador de Justiça é investigado por chamar opinião pública de "merda"

O procurador de Justiça Rômulo Moreira, do Ministério Público da Bahia, será investigado pelo Conselho Nacional do MP por ter dito em entrevista a uma rádio local que considerava a opinião pública "uma merda". Na ocasião, ele comentava o entendimento difuso da sociedade em relação à condução coercitiva do ex-presidente Lula pela Polícia Federal, no dia 4 de março.

Segundo o procurador, a reclamação deveria ter sido indeferida, pois não há detalhamento da acusação, apenas um áudio anexado com a conversa entre ele e o entrevistador. “Por óbvio, não posso me defender de algo pelo qual não fui acusado formalmente. Coisas dos tempos atuais”, diz.

A Corregedoria do CNMP enviou uma cópia da reclamação à ConJur. No documento é citada a entrevista à rádio e inúmeros comentários feitos nas redes sociais contra o procurador. No documento consta que os fatos podem, "em tese, configurar falta disciplinar". O processo está sob sigilo e não pode ser consultado.

A análise da denúncia já terminou e o resultado, segundo a assessoria de imprensa do CNMP, deverá sair até esta quarta-feira (30/3). Rômulo Moreira explica que seu posicionamento se deu como professor da Faculdade de Direito da Universidade Salvador (Unifacs), onde leciona Direito Processual Penal.

“A entrevista, portanto, não foi dada como representante do Ministério Público, mesmo porque, o meu entendimento acerca do assunto debatido não coincide com o do Ministério Público brasileiro”, disse Moreira. Ele argumenta ainda que usou o termo com a conotação de coisa "insignificante ou irritante, desprezo, repulsão ou desagrado".

“Foi exatamente neste sentido que a expressão foi utilizada, para mostrar que os membros do Ministério Público e os do Poder Judiciário não podem levar em consideração o clamor da opinião pública no momento de proferir as suas manifestações e decisões. Não ofendi a honra de ninguém”, afirma o procurador.

Clique aqui para ler a reclamação.
Processo 0.00.000.000250/2016-15

* Texto atualizado às 9h20 do dia 29/3/2016 para correção.

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2016, 8h47

Comentários de leitores

4 comentários

Ditadura do politicamente correto

Roberto Cavalcanti (Advogado Autônomo - Administrativa)

O procurador tem razão. Opinião pública é uma merda, até porque manipulada pelos interesses da grande mídia. Grande palhaçada puni-lo por falar a verdade.

E quando alguém diz que o STJ e o STF estão acovardados?

Menslex (Advogado Assalariado - Administrativa)

Será que o LILS vai ser investigado também?

Funcionário publico e desabafos pessoais....

Pek Cop (Outros)

Acredito que uma falta disciplinar cabe bem ao caso, o procurador esta remando contra a maré, esta fazendo o papel de defensor público ao invés de procurador, sua opinião fere e afronta a grande maioria do povo brasileiro e com uma pitada de desrespeito. Acredito também que muitos servidores e funcionários públicos opinam em sites e em entrevistas deveriam se restringir no que falam para não serem mal interpretados ou condenados por suas opiniões e desabafos pessoais, se no meu caso eu reassumisse meu cargo no estado eu jamais iria responder tudo que acho para não ser prejudicado ou melhor acho que nem opinar eu não iria mais!!!!

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