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Silêncio com preço

Cinco jornalistas serão indiciados por crime de extorsão em Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso vai indiciar os cinco jornalistas que foram presos no último dia 12 de março acusados de extorsão de autoridades públicas, empresários e pessoas físicas com alto poder aquisitivo. Além dos jornalistas, foi preso um auditor fiscal da Prefeitura de Cuiabá, acusado de vazar informações sigilosas.

Conforme a polícia, os jornalistas acessavam, de dentro das suas empresas, dados sigilosos da base do ISS da prefeitura, utilizando login e senha de servidores públicos. Com esses dados sigilosos, faziam a extorsão. O grupo era investigado há anos, e o preço variava conforme a capacidade econômica de cada vítima. Segundo as investigações, o grupo cobrava até R$ 300 mil para não divulgar as informações sobre supostas irregularidades em contratos administrativos, corrupção ativa e passiva, entre outras negociatas.

O inquérito da operação intitulada liberdade de extorsão será concluído nesta segunda-feira (21/3), e o delegado Anderson Veiga, responsável pelo caso, afirma que a possibilidade de outras prisões não é descartada. Os seis envolvidos serão indiciados por extorsão, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

De acordo com a Polícia Civil, quatro jornalistas detidos preventivamente são do Grupo Milas Comunicação, que administra os veículos Centro-Oeste Popular, Notícias Max e Brasil Notícias.

Em nota publicada no site do jornal Centro-Oeste Popular, o Grupo Milas de Comunicação afirma refutar as acusações e que todos os esclarecimentos são prestados à Polícia Civil.

"Os veículos de imprensa do GM [Grupo Milas] sempre se pautaram pela verdade e têm como linha editorial o jornalismo investigativo, o que tem incomodado poderosos do estado e refletindo constantes ameaças e intimações aos funcionários e diretores do Grupo Milas de comunicação. A imprensa cumpre seu papel constitucional de reportar os fatos de interesse da sociedade e é isso que os jornais do GM fazem diariamente", diz a nota.

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2016, 18h54

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