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Voz das associações

Em favor de Moro, juízes lerão manifesto em prédios da Justiça Federal

Entre as 13h30 e as 14h desta quinta-feira (17/3), as Seções Judiciárias Federais do Brasil vão parar os trabalhos para acompanhar a leitura de um manifesto em apoio ao juiz Sergio Moro. O ato está sendo organizado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e tem o apoio da Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul. O texto afirma que a classe não aceitará retrocesso, “especialmente por intermédio de intimidações ou para atender determinadas situações especiais”.

O manifesto da Ajufe afirma que a classe está vigilante e atenta contra “tentativas temerárias de ingerência nas decisões judiciais por outros meios que não os estabelecidos na ordem jurídica e rechaçamos com veemência qualquer ameaça dirigida a membros do Poder Judiciário. O sistema judicial prevê o modo como as decisões dos juízes podem ser impugnadas e modificadas”.

Em São Paulo, os membros da Associação de Juízes Federais do estado e a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) ficarão, a partir das 13h30, em frente ao Fórum Pedro Lessa, na Avenida Paulista, em “apoio à independência judicial e ao juiz Sergio Moro”.

Força da democracia
Menos contundentes, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgaram nota defendendo a independência do Judiciário, mas sem citar o juiz Sergio Moro. Para as entidades, “são inadmissíveis quaisquer menções unilaterais a tentativas de ingerência no conteúdo de decisões, de quaisquer autoridades judiciárias”.

Por fim, dizem confiar na “força da democracia e nas instituições judiciárias, inclusive como instrumentos capazes de superar impasses e crises como essas. Clamam, ademais, pela unidade nacional em prol de escopos comuns, quais sejam, a paz social e a normalidade institucional”.

Garantias individuais
Pedindo serenidade para todas as instituições brasileiras, a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) também emitiu nota sobre o atual momento político do Brasil. A entidade se diz apreensiva com o acirramento dos ânimos da República.

A Anadep ressalta a importância de se respeitar as garantias individuais, “notadamente o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa e a presunção de inocência, são imprescindíveis em um processo penal que deve ser livre de vícios e apto a promover a paz social como resultado da atividade jurisdicional”.

*Texto alterado às 16h para acréscimo de informações. 

Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2016, 13h32

Comentários de leitores

3 comentários

Parabéns, juiz moro!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Não posso me omitir, como Advogado, de reconhecer a preciosa e valiosa PRESTAÇÃO de SERVIÇO que o JUIZ MORO faz à sociedade brasileira. Nos meus mais de cinquenta anos de Advocacia, HONRA-ME muito ter podido eventualmente conhecer e frequenta o fórum onde o JUIZ MORO pode HONRAR a JUSTIÇA e PROPICIAR À SOCIEDADE BRASILEIRA, ao CIDADÃO BRASILEIRO que CULTUA a DIGNIDADE, um pouco de ESPERANÇA de que, em breve, as disposições do Artigo 37 da Constituição poderão viger em plenitude. Que se deixem rolar as lágrimas dos que prefeririam a OMISSÃO do Judiciário para que fosse sarada a doença que Lula diz que sofrem os CIDADÃOS BRASILEIROS, e que ele chama, como os jornais divulgaram CLEPTOMANIAFOBIA . Assim, para Lula, em seu pronunciamento, o ROUBO, o FURTO seria o processo normal da sociedade razão por que NÃO DEVERIAMOS TER MEDO deles! FELIZMENTE, temos o Dr. Moro, que destemidamente enfrenta sem temor as ameaças e críticas ridículas, especialmente aquelas dos políticos que dão às mãos a Lula e à ELITE GOVERNAMENTAL! __ E o pior é que até o Ministro da Justiça, ignorando e, pois, desrespeitando decisão recente do Eg. STF, como subprocurador da república assume uma FUNÇÃO incompatível com o Ministério Público!

Blá, blá, blá... Eu, eu, eu...

Alexandre Freitas (Advogado Autônomo - Criminal)

Ao invés de se defender de conteúdos de falas obtidas ilicitamente, faça seu papel de velar pela Constituição, pela legalidade dos atos e pela JUSTIÇA.
Ficar "ai dodói" com conteúdo de arapongagem é de fato uma grande covardia!

Podem levar a placa: eu já sabia.

Marcelo-ADV (Outros)

Associação serve para isto: defender interesses privados dos magistrados, pouco importando o mérito (legalidade ou ilegalidade) do ato. Se o ato fosse legal, não precisaria disso.
Uma pena (ou outra coisa) defender que independência funcional signifique um álibi para fazer o que quiser.

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