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Investigação sem reflexão crítica torna-se local próprio para o abuso

Comentários de leitores

3 comentários

Parabéns

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Obrigado pelo texto.
Precisamos muito disso, uma oxigenação do discurso jurídico com elementos externos, mas pertinentes ao fenômeno da repressão penal. Não conhecia a história de Adolf Eichmann, que é de fato muito ilustrativa.
Indago-me qual seria a forma de distinguir, nas decisões de prisão preventiva, a postura burocrática da postura ativista, o juiz que prende por comodismo do juiz que prende por entender a necessidade de punição imediata.

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O que não existe nos autos não existe?

A Reta Entre Várias Curvas (Outro)

Se existe algo que os operadores do direito não devem possuir é uma mentalidade de manada, a qual costumo de dizer aos mais íntimos, sentimento de vaquinha de presépio. Exige-se, pois, uma postura a cavalheiro, sempre com um pé atrás daquilo que os autos afirmam ser uma verdade incontestável, dentre as quais se destacam o próprio relatório conclusivo feito pela Autoridade Policial. Existe muito mais mundo no processo do qual os autos não faz menção.

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Rara sensibilidade

isabel (Advogado Assalariado)

A abordagem adotada pelo autor propicia a reflexão que o próprio texto sugere .
Hannah Arendt e os demais autores citados , ao revelar os mecanismos subjacentes ( com os respectivos ganhos secundários ) da conduta pragmática que se recusa a avaliar as suas consequências, demonstram que, para além do aparente e propalado sentimento cívico ou extremamente devotado ao dever , existem antes motivações muito mais vulgares e individualistas !
Talvez uma leitura sob a ótica da psicologia pudesse revelar porque tal conduta ( destituída de auto crítica e mais focada em cumprimento de ordens ) é mais facilmente detectável em determinados espaços geográficos e/ ou por razão de etnia ou padrão cultural .

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