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Respeito à classe

OAB-SP apura violação de prerrogativas de advogado na "lava jato"

Comentários de leitores

7 comentários

Atirando o paletó

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Acho muito vexatório e humilhante para um "advogado" participar da "defesa" do cliente ainda na fase de "exaurimento do crime". Atualmente é muito comum (e triste) ver colegas atirando o paletó sobre a cabeça do increpado para poupá-lo de ser filmado ou, pior, participando de negociação, "na própria cena do crime", portanto antes mesmo do término da sua perpetração, fazendo o "meio de campo" entre a polícia e o marginal (e esse é o termo já que, obviamente, nessas hipóteses, se está em flagrante delito) sobre as condições "impostas" pelo cliente para se entregar a polícia. Lembro-me de que num passado não tão remoto, o interessado procurava o profissional "depois" das mazelas praticadas. Hoje o convoca para assistir o capítulo final do ato criminoso. É lamentável. Depois ainda querem que os "adevos" que assim agem sejam "bem interpretados pela população", em nome da garantia de direitos individuais, quando os holofotes e as câmeras mostram exatamente o contrário. Acho que estou desatualizado ou a "ética" hodierna mudou um pouco o seu "norte". Se há críticas vaticinam: "A ADVOCACIA CRIMINAL NÃO É PARA OS COVARDES". Então fica a pergunta: o que será que entendem como "fortes e destemidos" ? "Co-autoria" ?

rode (Outros) INSANIDADE

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

De fato, o cliente do referido advogado não estava na PF. Que doideira minha gente? Onde vamos chegar?

Um bom momento para projeto de criminalizar violações

Ramiro. (Advogado Autônomo)

Agora que notórios políticos estão realmente precisando de defesa técnica de advogados, seria um bom momento para OAB Federal deixar de dormir deitada em berço de caixote de feira, nada esplêndido, e lutar pela criminalização das prerrogativas da advocacia.
E cairia muito bem a criação de um tribunal especial para julgar apenas abusos de agentes públicos togados, políticos, uma meia adaptação do Conselho de Estado da França, com peculiaridade de que Magistrados, Membros do Ministério Público e outros não fossem julgados por seus pares, mas por um Tribunal próprio, de membros eleitos... com direito de recurso somente ao STF... Tantas besteiras são postadas, por que não postar mais essa...

Criminalização já!!!

Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Enquanto as ofensas às prerrogativas dos Advogados não foram criminalizadas continuaremos assistindo a episódios lamentáveis como estes e tantos outros que ocorrem diariamente.

Falsidade

rode (Outros)

Querem justificar uma noticia equivocada misturando outro fato?
O cliente desse advogado não estava na PF. Que porcaria.

O que houve, afinal?

bradock7 (Outros)

O cliente, afinal, estava lá? Foi ouvido sem a presença do advogado? Salvo engano, parece que a situação foi bastante tumultuada lá PF naquele dia.

Qual advogado não foi vítima desta violação?

Manente (Advogado Autônomo)

Violarem aa nossas prerrogativas é mais normal que andar para frente. Me decepcionei com o "suporte e a assistência" que um colega obteve da referida Comissão na gestão anterior. E olhem, que o responsável pela violação na ocasião, foi o Diretor e funcionários de um hospital público, que se recusavam fornecerem documentos de um constituído.
Enfim, não foi divulgado pelo Conjur e se as tais violações passassem a ser divulgadas, certamente, não teríamos outros assuntos e o nome da revista passaria a ser Prerrojur.
Não conheço pessoalmente o atual presidente, espero que seja mais combativo que o anterior.
Se não tivéssemos resolvido na porrada, certamente estaríamos aguardando a boa vontade e a inércia da Comissão.
Sugiro que a Conjur, ceda espaço para outros colegas para exporem diariamente, as diárias e constantes violações.

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