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Comentários de leitores

4 comentários

Impunidade!

Florencio (Advogado Autônomo)

Concordo, Gabriel... Não existe direito fundamental à impunidade! Fosse o Brasil um país onde o processo corresse célere aí seria diferente! Os advogados criminalistas estão apenas querendo salvar a pele de seus clientes! Que país é esse onde um criminoso pode ficar solto aí pelas ruas, cometendo outros crimes, onde o processo através de recursos e mais recursos pode levar 15 anos! Vamos ser práticos! Vamos parar de filosofias vamos, que vamos...

"direito fundamental"...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Com todo o respeito mas na minha opinião não existe direito fundamental à impunidade, que é oque ocorre com essa presunção de inocência absoluta.

Ademais o direito penal não deve ser visto apenas como uma proteção ao criminoso, mas também a vitima.

Visão técnica.

Eric Moraes (Estudante de Direito - Criminal)

Excelente texto, e não poderia ser diferente vindo do Dr. Aury. O enfrentamento dos argumentos totalmente técnicos e imparciais, comprometidos com o Estado Democrático de Direito.

A tônica dos rebeldes

O IDEÓLOGO (Cartorário)

Com a Constituição de 1988 foram enaltecidos os direitos em detrimento das obrigações.
Os "rebeldes primitivos", expressão emprestada do historiador marxista Erick Hobsbawm e adaptada ao contexto brasileiro, sufragados por intelectuais que abraçaram o pensamento do italiano "Luigi Ferrajoli, expresso na obra "Direito e Razão", passaram a atuar em "terrae brasilis" em agressão à ordem estabelecida, ofendendo os membros da comunidade.
Aqueles despossuídos de prata, ouro, títulos e educação especial, agredidos pelos rebeldes, passaram a preconizar a aplicação draconiana das normas penais, com sustentação no pensamento do germânico Gunther Jabobs, resumido no livro "Direito Penal do Inimigo". Acrescente-se, ainda, a aplicação das Teorias Econômicas Neoliberais no Brasil, sem qualquer meditação crítica, formando uma massa instável e violenta de perdedores, fato previsto pelo economista norte-americano, Edward Luttwak no livro denominado "Turbocapitalismo".
Diante desse "inferno social" o Estado punitivo se enfraqueceu. A situação atingiu nível tão elevado de instabilidade, que obrigou o STF em sua missão de interpretação da Constituição e de pacificação social, lançar às masmorras, de forma mais expedita, os criminosos. Diante do atrito entre o pensamento do intelectual (leiam advogados), preocupados com questões abstratas, e a dura realidade enfrentada pelo povo, principal vítima dos rebeldes, a Democracia soçobra.

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