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"Lava jato" fortalece instituições brasileiras, dizem juízes e promotores

Comentários de leitores

9 comentários

Fundamentação usando a opinião pública?

Weslei Estudante (Estagiário - Criminal)

Pelo menos no caso da condução coercitiva não li fundamentação alguma das referidas associações para dar legalidade e o devido processo legal, a opinião pública muda lei no legislativo e através do procedimentos constitucionais, porém em hipótese alguma o Estado Democrático de Direito, se guia pela opinião pública, e sim pelo direito positivado, pois é a 1° fonte do direito, alias opinião pública não é fonte alguma, pois nada mais que uma parcela da sociedade, e não um todo, assim como quem é eleito no mais alto cargo da nação (presidente) não tem outorgado o direito de mudar a lei, pois teve uma parcela que não votou no representante na nação, o direito é escrito, ouvir a opinião no direito “rectum” ou “directum” seria mudar para o torto “lapsa”, deixando de ser direito. Opiniões assim correm o risco de achar natural o caso da escola base, leiam:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Base

Até o momento só vi a fundamentação citando à lei de quem considera errado o emprego da condução coercitiva fora dos caso positivados ( Art. 218 e Art. 260 do CPC), todos que defendem suas teses recorrem ao direito penal do inimigo e opinião pública.

Pelos fatos históricos é notável que a opinião pública não julga e nem deve, apenas legisla com a devida observância da lei, modificando-a, ou até mesmo rompendo com o ordenamento constitucional, mas aí estamos falando do povo e não da “opinião pública”, pois a “opinião publica” é volúvel e mutável com um rapidez e não mensurável, logo o voto serve justamente para isso separar a “opinião pública” do “povo”.

Corrupção se combate fora do direito penal do inimigo ideológico, pois esse preserva o “amigo”. Se o Estado tem ou quer ter o direito discricionário da condução coercitiva, basta positivar.

\"siglo xxi"

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

O fato é que estamos no [des] caminho para uma nova/nueva visão “del siglo XXI”: lei e ordem v. relativismo [a] [i] moral conjugado com o garantismo exacerbado.
Nesse desiderato insensato e sem meio termo retrocede-se ao período bipolar: oposição civilização-barbárie, cidade-pampa, eu-outro, mediante o exercício de uma violência “civilizada” v. violência “barbára”.
Aí, enveredamos para a barbárie, sobretudo sob a forma de violência política e, em consequência, repristina-se a velha “Lei de Talião” – inexorável como a guilhotina, para gaúdio de muitos, sobretudo dos juristas auto ungidos.

A imprensa independente e investigativa

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

Na realidade tudo isto está acontecendo não é pela coragem e independência, por sinal é um dever, mas pela pressão social e aos olhos da imprensa.
Somente sob pressão da sociedade e da imprensa é que a justiça está funcionando adequadamente, pois sabe do risco que corre, mesmo porque o pais não necessita de juízes, mas de empregos, educação, saude e segurança.

Todos são iguais perante a lei

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Gostaria de ver ações desse tipo na magistratura, que mostrassem que também os magistrados não estão acima da lei. Do mesmo jeito, medidas de impacto, rápidas e surpreendentes. Quem vai julgar os outros deve começar julgando a si próprio.

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Eu explico, e de maneira rápida, clara e objetiva.

A condução coercitiva do ex-presidente Lula se deu em razão do vazamento da operação e da queima de arquivos realizada no instituto lula com o intuito de obstruir a justiça.

Aliás, os fanáticos que defendem o Lula ainda deveriam estar contentes, porque se fosse qualquer outro cidadão teria sido conduzido para depor e ficaria preso, pela tentativa de obstrução da justiça.

Cadê a explicação?

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Nem o mais anti-Lula do país consegue justificar de forma minimamente razoável a "condução coercitiva" contra o ex-Presidente.
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O que houve, é bom frisar, foi verdadeiro sequestro do ex-Presidente da República por parte de agentes estatais.
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Também fica difícil compreender em que medida isso contribui para o "aperfeiçoamento das instituições democráticas".
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Aviltam a democracia enquanto afirmam estarem-na aperfeiçoando. Nesse ritmo, a democracia perfeita será a... não-democracia!

Até que enfim, conjur!

Flávio Marques (Advogado Autônomo)

Já estava na hora de colocar a versão do outro lado... e deixar de ressaltar as imbecilidades jurídicas de quem acha que a lava-jato é ilegal! Até que enfim publicaram opinião diferente da já famigerada ladainha!

psicotécnico

bradock7 (Outros)

Exame psicotécnico para advogado não existe?

Todo ditador é igual

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Hitler dizia a mesma coisa quando tentava justificar seus abusos.

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