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Comentários de leitores

8 comentários

Panfletismo engajado

Manuel M.A.Melo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Lamentável ver um espaço destinado a discussão de temas jurídicos ser utilizado para manifestação de incontido panfletismo político-ideológico, ainda mais com acusações levianas, prenhes de subjetividade e parcialidade, à mais Alta Corte de Justiça do País. Lamentável sob todos os aspectos!

De fato...mera retórica

C.C.B. (Advogado Associado a Escritório - Tributária)

Quem dera se os nossos "acadêmicos" utilizassem tanta energia para defender o melhor p/ o país.
Mas o que vemos é a mera indignação seletiva, e a tentativa de defender um Partido que já se mostrou corrupto até as raízes.
Fico pensando se isso é uma defesa ideológica, ou falta de bom senso mesmo...p/ não falar outra coisa.

O rótulo da "rétorica" para desqualificar. (cont.)

Plínio Régis Baima de Almeida (Procurador do Município)

A posição de neutralidade não deixa de ser uma posição de acordo com o interesse sobre a realidade que se apresenta. Nessa perspectiva, nem mesmo a neutralidade é neutra.
Rotular de "retórico" aquilo que não segue a cartilha parece esclarecer o ponto de vista aqui levantado: retórico é tudo aquilo que não reproduz minha ideologia. Todo o resto é ciência, todo o resto é racional. Ou seja, retórico é o outro, eu sou apenas "imparcial". rsrsrs

O rótulo da "rétorica" para desqualificar.

Plínio Régis Baima de Almeida (Procurador do Município)

Carl Schmitt descreve o que para ele seriam, a partir do século XVI, etapas da vida espiritual da história europeia, cuja progressão resultou numa séria de neutralizações e de despolitizações: “[...] do teológico, passando pelo metafísico e pelo moral, ao econômico [...]” . Já no século XVIII, o próprio pensamento teológico tornar-se-ia neutro diante da realidade, deixando Deus, por exemplo, de ser uma entidade essencial para se tornar um conceito. No século seguinte, torna-se neutro o Estado, acompanhando o judiciário, como reflexo dessa crença, a tendência do stato neutrale ed agnostico do Estado liberal.
O uso do Direito enquanto técnica, extraindo-se das leis o substrato de legitimidade e de juridicidade das decisões nas resoluções de conflitos, fez nascer a crença de que na técnica jurídica encontrar-se-ia esse campo absolutamente neutro. Daí se achar, ao menos no que tange ao senso comum, que o judiciário mantinha (e ainda mantém) um distanciamento do conteúdo político, já que as decisões dos seus membros seriam pautadas tão-somente em técnicas jurídicas. Schmitt afirma que “a crença na técnica [...] baseia sua evidência apenas no fato de que se poderia crer ter encontrado na técnica o solo absoluta e definitivamente neutro. Pois aparentemente não existe nada de mais neutro do que a técnica” . Mas logo adverte o jurista alemão de que “[...] a técnica é sempre somente instrumento e arma, e justamente porque ela serve a qualquer um, ela não é neutra” .
A procura de uma área neutra é, nessa visão, não só tentativa de pôr fim a disputas, de se buscar a paz, mas também uma forma de consolidar uma nova política, um novo modelo de dominação, através do deslocamento do centro do poder.

É exasperante.

Paulo Garcia (Advogado Assalariado - Administrativa)

É simplesmente exasperante ver sites de notícias como este, de jornais, etc. (ou seria "et caterva"?) dando ainda espaços a néscios como este articulista que se posam de cultos, arrotando inúmeras citações desconexas e inapropriadas, fora de contexto. Até quando ainda esses imbecis que ainda tentam defender a sumamente indefensável destruição deste País em prol de uma ideologia assassina, mau-caráter e psicopata terão espaço, já que o mínimo senso de ridículo lhes falta? Até quando teremos que suportar a indecência desses psicopatas indecentes, meu Deus?

Foi tarde

Jhelena (Advogado Autônomo - Civil)

Talvez se o STF tivesse, cumprido seu papel e afastado o Eduardo Cunha, a história teria seguido outro rumo. A atuação tardia do STF comprometeu o rumo da história.

Pedaladas hermenêuticas

Ferraciolli (Delegado de Polícia Estadual)

Nós, brasileiros, e nosso esquizofrênico romance em cadeia.

Apenas retórica...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

O discurso retórico do articulista é realmente muito bom, tenho que admitir, em se tratando de Brasil deve conseguir iludir bastante gente. Entretanto percebe-se claramente que o artigo não passa da defesa tanto de uma posição ideológica como da presidente afastada, nada mais.

E é extramente nítido que o problema não é o ativismo do Poder Judiciário em si, como o articulista tenta deixar transparecer no final do artigo, mas sim o fato de a ex-presidente da república ter sido afastada do cargo. Reclamar do ativismo é apenas uma espécie de "cortina de fumaça" para na prática defender a presidente afastada, se não fosse a questão do ativismo ele iria inventar qualquer outro motivo para defender a presidente afastada.

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