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Processo Familiar

Alienação parental, novo CPC e o Ministério Público

Comentários de leitores

8 comentários

Mudança de cidade

leandro (Professor)

Enquanto os juízes e as juízas não sofrerem a perda de seus filhos para os ex cônjuges, jamais poderemos esperar mudanças nas decisões. Eles não crêem, por exemplo, que uma mulher seja capaz de ir para outro estado e levar junto uma criança de um ano de idade, causando trauma violento na vida dessa criança. Eles olham para uma situação assim e dizem: mas ela é mãe, tem direito de levar consigo o filho. Se você quiser, pode viajar de 2 em 2 semanas (850km!!!!) para ver seu filho. Isso é justiça? Que justiça é essa que não só não tem força para impedir que isso ocorra em larga escala no país, mas até estimula?

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É interessante

AMello (Outros)

Interessante ver que dentro de uma mesma nação existem avaliações diferentes, infelizmente país que merecem conviver são excluídos da convivência dos filhos e outros que não merecem se quer seu olhar por maldades feitas, tem a guarda de um inocente indefeso! Brasil até quando a lei será injusta?

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Cultura enraizada

marsilcos (Outros)

Infelizmente essa triste realidade Jefferson é proporcionada pelo próprio judiciário. No meu caso, mesmo levando as leis na íntegra e muitos estudos falando da importância da convivência equilibrada dos filhos com ambos os pais, tive que engolir da Juiza da primeira vara de família do foro central de Porto Alegre que "pai serve para pagar pensão e ser visita". Isso em 2015!!! Após conseguir me reestabelecer deste "tiro que fere a alma" de qualquer pai, resolvi recorrer. Infelizmente caiu na mesma vara e com a mesma juíza e já vi que será uma batalha onde o que impera é a cultura e a vontade de um juíz e não o respeito pelas leis, pelo "melhor interesse das crianças" e pela dignidade humana.

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Mãe Alienante

AMello (Outros)

Por várias vezes mães e pais usam do "papel" para sabotar o parceiro atual e o ex - parceiro, ou até mesmo familiares daquele que ele quer atingir!
Bem, vou relatar minha situação. Se este lugar não for apropriado, peço desculpas por estar expondo esta situação que já estou vivendo faz 1 ano.
Durante meu relacionamento o pai, colocava para nosso filho que eu era "louca" (nas vezes que eu chamava atenção do filho sobre pontos certos ou errados), em tom de brincadeira, me desabonava frente a estranhos, dizendo que eu não tinha autoridade sobre a criança, etc...
Nos separamos no inicio de 2015 - motivo agressão dele para comigo em frente ao filho. Não representei o mesmo na Maria da Penha, porque não queria prejudicar, somente separar e continuar nossas vidas! Durante os primeiros dias que ele saiu, o mesmo pediu que eu levasse nosso filho para que ele pousa-se com o pai. Prontamente o fiz, em todos os dias que solicitou. Ok. Passado alguns dias meu filho teve comportamentos estranhos, erotizados e questionado, informou que seriam "brincadeiras" que o pai havia feito com ele. Abalada com a situação fui até a Delegacia da mulher e fiz um boletim de ocorrência. Enfim, meu filho não relatou para a psicóloga da DPCAMP, fez terapia com uma psicanalista de uma ONG e relatou fatos a ela que foram a conhecimento do juiz através de depoimento em juízo. Visitas assistidas foram feitas com o pai durante 10 meses. Liberaram as visitas, na terceira vez meu filho relatou novos fatos, inclusive encenou em frente a pessoa da polícia. Foram anexados no processo. A outra parte me acusou de alienação parietal, não entreguei meu filho devido a situação e o juiz reverteu a guarda ao pai alegando que para não instaurar um SAP, estava revertendo a guarda.

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Alienação parental, novo CPC e o Ministério Público

Jabs Paim Bandeira (Advogado Assalariado - Ambiental)

Excelente o artigo do professor e jurista, Dr. Rodrigo da Cunha Pereira, pela atualidade do assunto e a necessidade da conscientização dessa nefasta modalidade usada perversamente por pais inconsequentes e irresponsáveis.
A alienação parental vem sendo exercitada por casais, sem medir o mal que estão fazendo para o filho, ou a filha, na intenção de se vingar do outro cônjuge, praticam o crime de utilizar inocentes como instrumento de suas vinganças. Cujo resultado, no mínimo prejudicam duas pessoas, sendo a mais atingida é a criança, para o resto de sua vida. Expondo um dos cônjuges a consequências imagináveis, além do afastamento da prole, suportar um processo criminal e muitas vezes condenado.
Seguidamente um pai é acusado falsamente de abuso. E a prova a ser produzida é das mais difíceis, pois é negativa. Tendo a defesa de se valer de inúmero recursos, tais como, se possível, o de pericia, testes psicológicos, pareceres e todos os recursos, num esforço sobre humano e permanente em busca da verdade.
Infelizmente o atores não estão preparados, em especial o judiciário, para avaliar algo que salta os olhos, mas não enxergam por falta de preparo, ou por falsos escrúpulos e até miopia. Por isso é importante o artigo do professor e um debate mais eficaz para se ter uma ideia da perversidade da alienação parental e das falsas memórias, ainda desconhecida em nosso país, por falta de amor.

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Adendo

TANIA GUERRA CARDOSO (Psicólogo)

Leia-se Rodrigo Cunha Pereira

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Considerações sobre a alienação Parental

TANIA GUERRA CARDOSO (Psicólogo)

Sou Psicóloga Jurídica afiliada ao IBDFAM, leitora cotidiana do site do CONJUR e assistente técnica nos processos de Direito de Família, aqui em Recife-PE.
Os artigos do Dr. Rodrigo Lobo são indispensáveis ao melhor esclarecimento e atualização dos assuntos versados nessa área.
Parabéns, Dr.Rodrigo!

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realidade

jefferson m. Costa (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Excelente observação. Ocorre que não raras as vezes o Poder Judiciário é leniente com alienações parentais, não tem pulso firme para aplicar as sanções ou tirar a guarda de uma mãe alienante, tudo em nome dessa vetusta tradição de que filho deve ficar com a mãe. Vejo isso constantemente. Triste realidade.

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