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Desgastes internos

Nancy Andrighi desiste de concorrer à presidência do Superior Tribunal de Justiça

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Comentários de leitores

5 comentários

Deixar o gato subir no telhado no STJ

Milton Córdova Junior (Advogado Autônomo - Eleitoral)

A Ministra Nancy Andrighi poderia rever a sua posição, e concorrer à Presidência do Tribuna, mediante a seguinte reflexão: caso não seja eleita, ficará transparente para a sociedade a existência dos problemas internos (o "filhismo" é um deles) no Tribunal, bem como a predisposição de alguns ministros em manter o status quo. Seria uma forma de contribuição.

O que importa é a história da sua brilhante carreira

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Prezadíssima Dra. Nancy Andrighi : Vivemos um momento histórico e tal qual outras personalidades de escol , V.Exa. sofre velada oposição por objetivar o aprimoramento das Instituições , hoje , tão estraçalhadas por diversos censuráveis motivos , inclusive , o da falta de honesta e precisa jurisdição , descumprindo o DEVER estabelecido pelas Leis e pela Carta Magna . No limiar da
assepsia que hoje é feita no Brasil , é importantíssimo que V.Exa. seja a Presidente do STJ , ultimamente tão vergastado pelos sequenciais rumores de favorecimento integrante da nefasta corrupção que , há muito , assola a nossa querida Pátria . Assim como a Eminente Ministra Dra. Carmem Lúcia que será a Emérita Presidente do STF , a partir de SET/2016 , V.Exa. não pode deixar de objetivar ser a Presidente do STJ , elevando , em progressão geométria , o nível da eficaz , inatacável , prestação jurisdicional , que tanto anseia a vilipendiada Sociedade Brasileira . Aqueles que se opuserem à eleição de V.Exa. , que quer o aprimoramento da Justiça , terão os seus nomes e conceitos maculados , por se auto alinharem , a qualquer preço , na reprovável via da malversação jurisdicional .
Cabe a V.Exa. , Dra. Nancy Andrighi , e , à S.Exa. , Dra. Carmem Lúcia , uma Honrada Página em nossa História , e , ambas , terão que prestar , sem nenhum temor , minuciosas contas , somente , a DEUS , nosso Emérito Pai , que lhes deu a vida com a função precípua de cumprirem esta Enlevada Missão .

Não desista!

Observador.. (Economista)

Senhora Ministra!
Mudar instituições em um país como o Brasil requer estômago; sendo uma causa nobre, vale insistir.
Como disse o Procurador, a notícia é desoladora.

O tribunal da cidadania não representada

Luiz Fernando Cabeda (Juiz do Trabalho de 2ª. Instância)

O STJ tornou-se um órgão inadministrável. É a maior frustração no novo desenho do Judiciário feito pela Constituição de 1988. O atual presidente Francisco Falcão é acusado de "mau caráter" em plena sessão pelo min. João O. de Noronha. Este, por sua vez, coordenou comissão para atualizar os meios de informática do Tribunal, durante a gestão do min. Félix Fischer. Conforme perícia realizada pela Polícia Federal, a referida comissão fez compras a preços superfaturados, incluindo uma antena inútil, dando um prejuízo ao menos de 10 milhões ao STJ. A composição da corte é viciada e dá margens a distorções, como a nomeação do min. Marcelo R. Dantas sob promessa de favorecer empreiteiros em HC, segundo declarações do sen. Delcídio Amaral. Reservar 1/3 das vagas do Tribunal para elementos forâneos, sejam do MP ou da advocacia, desequilibra a corte em relação a todas as outras existentes no país, onde essa participação é de 1/5. Não fosse isso, ministro oriundos do "quinto" nos TJs e TRFs sobem ao STJ nas vagas de desembargadores estaduais e federais de carreira. Logo, na prática, ocupam mais de 1/3 do Tribunal. A "armação" feita contra o ex-presidente Ari Pargendler mostra como, e com que ódio, se movem soturnamente interesses contrariados, ora porque administradores probos revisam os gastos do Tribunal, restringindo-os, ora porque recuperam espaços públicos cedidos para academias, salões de beleza, etc. O STJ PERDEU A REPRESENTAÇÃO da cidadania, que reivindica. Vive de intrigas, vinganças e personalismo, como as antigas cortes da realeza. A min. Andrighi, tão zelosa do interesse público, não quer presidir esse ofidiário togado, que o país tem a obrigação de reformar profundamente. Desde já remanejando as vagas para que predominem magistrados de carreira.

Oxalá, näo aconteça

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

A notícia da desistência da emitente Ministra ao cargo de presidente do STJ é desoladora. Se vier a se confirmar, a presidência do tribunal perderá uma grande e respeitada magostrada. Oxalá, isso não aconteça.

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