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Interesses da advocacia

Ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous deixa mandato na Câmara

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Um dos mais aguerridos críticos do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o advogado Wadih Damous (PT-RJ) entregou o mandato. Suplente, ele sai em razão do retorno, nesta quarta-feira (4/5), do titular da vaga, Fabiano Horta (PT-RJ), que no fim de abril deixou o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário na Prefeitura do Rio de Janeiro.

Em um vídeo publicado em sua página do Facebook, Damous, que já presidiu a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil, diz que em pouco menos de um ano — ele assumiu em 19 de maio do ano passado — atuou “pela legalidade democrática, contra o golpe e pela defesa dos direitos e garantias constitucionais nessas investigações que se dizem de combate à corrupção”.

“Saudamos o combate à corrupção, mas defendemos que isso se deve dar dentro da lei, respeitando-se a Constituição e preservando-se os direitos e garantias fundamentais”, afirmou.

Damous disse que também procurou defender na Câmara os interesses da advocacia. “Apresentei projetos de lei que interessam de perto o nosso exercício profissional. Enfim, procurei fazer aquilo que eu me julgava capaz de fazer. Se desempenhei bem o mandato, fica a critério dos eleitores e dos não eleitores fazer esse balanço. Mas procurei me dedicar ao máximo. ”

No vídeo, o ex-presidente da OAB-RJ disse que continuará atuando contra o impeachment, que agora está em apreciação no Senado. O suplente também não poupou o Congresso de críticas. “Foi um período muito difícil. Sabemos que dentro da Câmara há um nível político, ideológico, moral e ético rebaixado, mas, de qualquer maneira, valeu a pena. Eu combati o bom combati. É o que eu sei fazer melhor.”

Horta deixou o cargo de secretário municipal depois que o PT fluminense decidiu desembarcar do governo do prefeito Eduardo Paes (PMDB-RJ). A decisão foi tomada depois que Pedro Paulo, candidato a sucessor de Paes, votou a favor do impeachment na Câmara dos Deputados, na sessão do dia 17 de abril.

Clique aqui para ver o vídeo de Wadih Damous. 




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 é correspondente da ConJur no Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 4 de maio de 2016, 14h25

Comentários de leitores

7 comentários

Inimigo nº 1 dos servidores públicos de 70 anos ou mais

Delfino Theilacker (Funcionário público)

É, meu caro Wadih. Já vai tarde. Parabéns Neli. Os outros estão por fora, até o Zé Machado, inclusive. O Wadih, meus colegas servidores com 70 anos e que continuam na ativa, se dependesse desse Wadih.. estaríamos agora no olho da rua.

Subordinado!!!!

Neli (Procurador do Município)

Subordinado!!!!Absurdo ter 513 deputados federais e quando um deles vai ser Subordinado do Executivo(estadual, federal ou municipal) os contribuintes pagam dois salários: para quem desprezou a função que foi eleito e preferiu ser sobalterno do Executivo e do suplente que assumiu. No senado acontece o pior: o senador eleito vai ser subalterno do Executivo e seu suplente nem votos recebeu.Os contribuintes pagando dois salários.Urge-se acabar com esse absurdo: membro do Poder Legislativo sendo eleito, se sair, perde o mandato. Queria ver esses absurdos que ocorrem em todas legislaturas ocorrer.E como não se bastasse, o número absurdo de deputados e de senadores, além de deputados estaduais e de vereadores. Democracia não se faz com inflação de políticos.Mais absurdo ainda é ter 30 e tantos partidos políticos, muitos deles sem ter eleito nenhum parlamentar e sangrando os cofres públicos com o famigerado fundo partidário.Pela proibição de membros do Legislativos serem subalternos do Executivo;pela redução do número de deputados(estaduais e de vereadores) e pela cláusula de barreira partidária,já.Invés de elogiar o ex-presidente da OAB/RJ deixo essas sugestões para emenda constitucional. Ciao querida.

Bom combate

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Cumpriu seu dever com responsabilidade e eficiência. Parabéns.

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