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Segunda Leitura

Pesquisa mostra o ensino de direitos humanos nas academias da PM

Comentários de leitores

6 comentários

Estigma

Péricles (Bacharel)

Tenho percebido ao longo dos anos, desde a entrada em vigor da CF de 1988, que as forças policiais, mormente as militares, têm sido estigmatizadas por uma interpretação equivocada do que seja Direitos Humanos. Há que se dar ênfase também, nos ensinos e educação publica, o que seja "o real exercício do poder de polícia e o poder da polícia". Num jogo do vale tudo, se coloca a sociedade contra a polícia, cujo caráter de sua existência, é proteger a sociedade contra as ações individuais ou coletivas, que ameaçam o direito de todos, nao contra todos, mas contra os que não colaboram com a vida pacífica e socialmente correta, do ponto de vista administrativo e penal.

Direitos Humanos nas Academias de Polícia Militar.

WALBER MEDEIROS (Oficial da Polícia Militar)

Acredito que é necessário que para a boa formação dos futuros policiais militares, desde as praças até os oficiais, seja adequado a exigência nos editais de concursos destinado as carreiras citadas da presença da disciplina Direitos Humanos, onde o candidato já traga consigo um conhecimento prévio do assunto, e que este possa ser trabalhado e aprimorado para a realidade a ser enfrentada pelos policiais militares.

Também é necessário pontuar que os Direitos Humanos devem ser trabalhados para a realidade interna das Corporações, pois não é raro se constatar que a categoria por vezes é tolhida de seus direitos fundamentais, e para isto as Instituições são severas na aplicação de seus códigos disciplinares e regulamentos, que para algumas autoridades militares chegam a ter valor normativo superior a própria constituição.

Parabéns pela abordagem!

Oficial da PMESP (Oficial da Polícia Militar)

O artigo abordou com relativa precisão um tema que tem sido alvo de frequente estereotipização sobre as Polícias Militares. As Corporações, ao contrário dos que muitos tentam induzir, tem se atualizado com constância, notadamente sobre direitos humanos, que é matéria obrigatória nos cursos de formação. Como Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, louvo a iniciativa.

Oportuna iniciativa

Voluntária (Administrador)

O artigo mostra a necessidade dos órgãos das PMs serem mais transparentes, as Academias exibirem os seus currículos, porque eles nada têm de sigilosos e a divulgação não cria qualquer espécie de risco.

Direitos humanos

O IDEÓLOGO (Outros)

O ensino de Direitos Humanos não deve se limitar aos candidatos ao ingresso nas Forças de Segurança Públicas. Também aos habitantes das comunidades que, diante da inversão profunda de valores morais e legais em "terrae brasilis", passaram a hostilizar todos aqueles que não partilham de suas visões de vida.
A maior resistência aos direitos das mulheres a uma vida de respeito, que a Lei Maria da Penha objetiva, parte dos próprios membros da base da pirâmide econômica social. O Brasil está se tornando o inferno das mulheres. Igualmente existem desrespeitos aos direitos dos negros, portadores de necessidades especiais, moradores de rua, presidiários, homossexuais, nordestinos, imigrantes (principalmente, haitianos) idosos, judeus (em menor escala, porque sempre procuram desenvolver boas relações com o Poder - candidatos à Presidência da República sempre são convidados a visitarem a Federação Israelita de São Paulo, quando usam o quipá, Lula, Serra, FHC), índios (lembrem-se do índio Galdino, queimado em Brasília), ciganos, trabalhadores rurais, pessoas sem teto, além de outros.

Excelente trabalho!

Rafael Hungria (Advogado Autônomo - Administrativa)

Penso que a atividade policial é matéria de relevante interesse público, de modo que a academia deve se preocupar cada vez mais em produzir estudos neste âmbito.

Assim sendo, parabenizo a todos os envolvidos neste trabalho de pesquisa.

Saudações da Bahia.

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