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Lei áurea

Prisão com decisão de segundo grau "libertou" advogados, diz Barroso

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27 comentários

Quanto ao rebaixamento da advocacia

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Os Ministros do STF, os Juízes Federais e Estaduais, membros do Ministério Público não precisam ter muito trabalho em desconstruir a advocacia... a "advocacia empreendedora", aqueles escritórios que pegam cem mil processos a cinquenta reais por mês por até seis meses, e pagam abaixo do piso salarial a advogados contratados, sem direitos trabalhistas e sem nada, argumentando que ainda fazem favores aos advogados ineptos que mal pagam os custos que dão ao escritório... essa coisa que ainda funciona bem no Cível, e que tem um modo de agir que tenderá a tentar destruir até a raiz os avanços do CPC de 2015, frações desses seguimentos, alguns escritórios de contencioso civil de massa mantiveram em suas páginas links e pedido de apoio as medidas do MPF que lembram o AI-5 piorado. Esses próprios setores da advocacia poderão ocupar espaço defendendo a limitação de tetos módicos, sim, tetos bem módicos, limites de ganhos anuais para os advogados liberais que atuam na esfera criminal... Lógico que o teto seria apenas para os criminalistas, sob ônus de processos administrativos fiscais e de lavagem de dinheiro, não de se mexer no lucro dos escritórios de contencioso de massa, no cível...
Sinceramente, o que antes temia começa a ser a minha esperança, uma nova assembleia nacional constituinte, que venha de forma que seja exclusiva, proibida a participação simultânea de parlamentares, uma constituinte exclusiva...

No fundo o discurso de que "advogado é m..."

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Há algo que não se pode cobrar conhecimento da maioria dos advogados. Nem mesmo nas grandes universidades, com USP, UFRJ, UERJ, UNESP, os cursos de direito estavam inseridos no dia a dia do resto do campus. As faculdades de direito tendem, fisicamente e intelectualmente a ficarem apartadas da realidade dos campus...
Tradicionalmente não por ser o curso mais difícil de se concluir, pesquisas dos anos 80 e 90 da UFRJ indicavam índices de aprovação superior a 85% em cadeiras de medicina, enquanto engenharias tinham índices médios de reprovação de até 70% ou mais, sucessivamente em contínuo, em cadeiras como cálculo e física. O aluno de medicina entra na universidade se sentindo ungido pelo vestibular difícil que prestou, e há pichações nas paredes de que "medicina é f..., o resto é m...".
Não se trata de uma afirmação, mas de um questionamento particular, quiçá uma provocação. Os magistrados e membros do MP de fato enfrentam concursos dificílimos, onde mais que a capacidade mnemônica, de decorar súmulas e conceitos standard, têm de moldarem o pensamento, o modo de pensar e responder ao pensamento dessa ou daquela banca... Ao contrário da medicina, onde os bons cansam do Brasil e vão para o exterior, e nunca mais voltam, no direito o serviço público está enraizado no país, depende umbilicalmente do Estado. O que fazer? Tendo poder, por que não rebaixar a advocacia privada e liberal a seu devido lugar de "sobra da sobra", de grupelho que não foi capaz nem de passar para analista ou técnico judiciário, e vem querer enfrentar entendimentos firmados pelos concursados?
Mais uma na conta da Dilma. Particularmente não suporto a personalidade que mistura obtusidade e arrogância de Dilma, e isso claramente se refletiu por indicações no STF que hoje temos...

Ministro Barroso

Prætor (Outros)

Provindo da advocacia, fala com conhecimento de causa. Agora procrastinar não livra mais da cadeia.

É de dar medo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Ministro Barroso tem dito muitas coisas nos últimos tempos que infirmam seu DNA de advogado e bom jurista. Isso já foi muito comentado muito por aqui. Mas dessa vez, ao menos pelo que foi dito na reportagem, ele se superou. Ora, sabemos que 70% da população brasileira é formada por analfabetos funcionais, infelizmente. São as pessoas que votam em Lula, Dilma, Bolsonaro, Maluf, Tiririca (políticos não caem do céu), e são reiteradamente exploradas pelas classes dominantes justamente porque não sabem se portar frente à realidade do mundo na maior parte das vezes. O Ministro quer que haja equivalência entre o que pensa a academia e o que pensa o "povão"? Vamos buscar agora o direito no "Programa do Datena", no "Domingão do Faustão", em uma novela mexicana? Lamentavelmente, é de dar medo!

O ministro mudou demais!

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Na qualidade de um dos maiores constitucionalistas brasileiros, deveras, o poder (com prazo de validade!) mudou o ministro Barroso, extrapolou frustrando qualquer expectativa de um comentário mais persuasivo. A propósito, o juiz Faccini Neto, ao presumir legislar (insólito ativismo), deveria se candidatar a um cargo eletivo, e aí sim, em sendo eleito, e com a legitimidade popular - que ele não tem como juiz! - inovar com as suas abissais teses.

Dois absurdos

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Proferiram dois absurdos num só evento.
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O primeiro, pelo Min. Barroso, de que a decisão (inconstitucional) do STF "libertou os advogados". Cada hora aparece alguém para defender a flagrante inconstitucionalidade cometida pelo Supremo com base em argumentos extrajurídicos. Claro, pois ninguém consegue - até pela impossibilidade semântica - justificar tal decisão com base no Direito.
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O segundo absurdo, pelo juiz Faccini Neto, que disse que "é preciso limitar no Brasil o valor que se pode ganhar em honorários advocatícios". Limite há e deve haver no que se refere aos pagamentos de subsídios e salários que saem do orçamento público. Os honorários são verba privada, e o advogado cobra o quanto quiser, e o cliente o contrata voluntariamente.
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Cada uma...

STF

Professor Edson (Professor)

Essa decisão do supremo é uma das poucas que se pode louvar, injetou um pouquinho de sensação de justiça na sociedade.

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