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"Lava jato"

José Dirceu, Renato Duque e mais cinco são denunciados pelo MPF

O ex-ministro José Dirceu e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque foram denunciados pelo Ministério Público Federal em Curitiba, nessa segunda-feira (27/6), por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e por pertencerem a organização criminosa. Também foram citados Carlos Eduardo de Sá Baptista, Eduardo Aparecido de Meira, Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares.

Renato Duque teria intermediado empresários e núcleo político para recebimento e transferência de propina.
Reprodução

Segundo o MPF, foi comprovado que os executivos da empresa Apolo Tubulars, Carlos Eduardo de Sá Baptista e Paulo Cesar Peixoto de Castro Palhares pediram a intervenção de Júlio Gerin de Almeida Camargo junto a Renato Duque para que a empresa fosse beneficiada em contratos da Petrobras.

Consta na denúncia que Renato Duque viabilizou a contratação da Apolo Tubulars em troca de R$ 7 milhões em propinas. O contrato de fornecimento de tubos obtido pela empresa tinha valor inicial de R$ 255,7 milhões, mas totalizou R$ 450,4 milhões.

Essas vantagens, de acordo com o MPF, foram transferidas pela Apolo Tubulars para a empresa Piemonte, que tem o empresário Júlio Camargo como dono. Posteriormente, Renato Duque teria solicitado a Camargo que a sua parcela na propina fosse repassada ao núcleo político de José Dirceu.

“Assim, cerca de 30% dos valores recebidos por Júlio Camargo, o que equivale a R$ 2.144.227,73, foram transferidos ao ex-ministro da Casa Civil”, afirma o MPF. Para dissimular os repasses, continua o órgão, Júlio Camargo custeou despesas de duas aeronaves usadas por José Dirceu.

Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu é acusado de corrupção ativa e passiva.
Reprodução

Julio Camargo também teria providenciado a transferência de valores para José Dirceu em troca de suposto contrato falso celebrado entre as empresas Credencial — controlada por Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo — e Auguri. “Os pagamentos decorrentes do referido contrato totalizaram R$ 688.633,07 e ocorreram entre 12 de março e 30 de julho de 2012.”

O MPF destaca ainda que, nesse período, Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo fizeram diversos saques em espécie de alto valor e mantiveram cerca de 300 contatos telefônicos com José Dirceu e seu grupo. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

Clique aqui para ler a denúncia.

Revista Consultor Jurídico, 28 de junho de 2016, 19h44

Comentários de leitores

1 comentário

Iludido

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Fica assim não Dirceuzinho! Sorria. O barco está cheio. Ao final, sempre, mas sempre mesmo dado o cio, sobra o bastante para se aposentar para o resto da vida. É só mais um teatro. Você é o "manager" do fato.

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