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Pagamento de propinas

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso em desdobramento da "lava jato"

Paulo Bernardo foi preso em Brasília e será levado para São Paulo. Wikimedia Commons

O ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento do governo Lula e Comunicações no primeiro governo Dilma Rousseff), foi preso nesta quinta-feira (23/6), em Brasília, em um desdobramento da operação "lava jato". Ele é marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que também é investigada. Ambos também foram alvos de mandado de busca e apreensão.

Ao todo estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e no Distrito Federal, todos expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. O responsável pelo braço da "lava jato" é o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, que tem evitado a imprensa e colocou andamentos do processo sob sigilo.

O advogado Rodrigo Mudrovitsch, que representa a senadora e o ex-ministro, disse que não há motivo para o pedido de prisão preventiva de Paulo Bernardo. "A prisão não se justifica. O meu cliente não ocupa mais nenhuma função e sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos", afirma.

Segundo informações do portal G1, Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência do governo Dilma, também foi alvo. Ele foi levado em condução coercitiva, que é quando a pessoa presta depoimento e depois é liberada. Também são alvos de buscas a sede nacional do PT, em São Paulo, e a sede do partido em Brasília. 

O jornalista Leonardo Attuch, que administra o site Brasil 247, foi convidado a prestar depoimento judicial. Ele já havia aparecido nas investigação da "lava jato" como suspeito de ter recebido dinheiro por serviços não executados. Segundo nota publicada no site, não se trata de condução coercitiva e sim de um convite para presta depoimento, o que, segundo o site, será atendido de forma voluntária e espontânea. No caso da Editora 247, a dúvida diz respeito a um contrato com a empresa Jamp Engenheiros Associados.

De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação desta quinta-feira é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Segundo a PF, há "indícios de que o ministério direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados", interessados na concessão desse tipo de crédito.

O inquérito foi aberto em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a documentação recolhida na 18ª fase da operação "lava jato" fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

De acordo com as investigações, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério do Planejamento por meio de outros contratos — fictícios ou simulados.

As investigações estão relacionadas à colaboração premiada do advogado e ex-vereador do PT Alexandre Romano. Em seus depoimentos, Romano relatou como fez para conseguir contrato da Consist Software com o Ministério do Planejamento para executar um sistema integrado de gestão de empréstimos consignados com servidores federais, em troca de uma taxa que seria repassada a agentes públicos.

Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Se denunciados e depois condenados, as penas vão de 2 a 12 anos de prisão. Com informações da Agência Brasil.

* Texto atualizado às 9h25 e às 9h39 do dia 23/6/2016 para acréscimo de informações.

Revista Consultor Jurídico, 23 de junho de 2016, 8h55

Comentários de leitores

3 comentários

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Luiz Fernando Vieira Caldas (Contabilista)

Trabalhei em uma Empresa multinacional que tinha como regra que o funcionário, ao indicar um candidato a qualquer vaga, assinava a Ficha de Registro de Empregado dom mesmo, caso ele fosse admitido. É desnecessário afirmar que essa Empresa existe a mais de 100 anos e que assistir demissões concomitantes de quem indicou e indicado por faltas graves cometidas pelo segundo. Tal narrativa, tem como objetivo procurar uma explicação do motivo de ate hoje a dupla Lula e Dilma não serem responsabilizados diretamente por terem durante anos admitidos em seus "Desgovernos" verdadeiros bandidos.

As vísceras da criminalidade de autoridades e servidores púb

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

As saídas estão sendo fechadas. A sua esposa, sen. Gleisi Hoffmann, que há pouco tempo havia um pedido de investigação da PGR, deverá ser reformulado e retornar ao STF.
A ex presidente Dilma, o poste colocado no meio da rua pelo ex presidente Lula, que nos causou (e ainda vem causando devido o buraco que deixou) acidentes de toda ordem, também poderá sofrer as consequências de mais uma prática criminosa cometida pelos seus camaradas/companheiros.

Que vergonha seu CONJUR , medinho seletivo de que ?

hammer eduardo (Consultor)

Já passa da meia noite e apesar de que a ultima correção do texto por parte do CONJUR ter ocorrido a mais de 15 horas , o "Censor" desconhecido na redação eletrônica esta segurando na unha TODOS os comentários sobre a matéria que imagino , por seu teor explosivo , não devem ser pouca coisa.
Infelizmente tenho reparado com grande tristeza que de uns tempos para ca o CONJUR que começou como uma ideia maravilhosa , passou a amarelar no varejo com certos assunto mais cabeludos. O macete atualmente em voga é "congelar" os comentários por um período ou simplesmente não publicar NENHUM como foi esta semana com os desdobramentos do caso envolvendo o habilíssimo Deputado Eduardo Cunha. Das duas uma , ou estão com medo sei la de que ou o Deputado goza de ampla "simpatia" dos Mandarins aqui do site.
Tocar um site que "pretende" abrir ampla discussão em cima de assuntos importantes ligados ao dia a dia requer disposição para faze-lo corretamente senão é melhor passar a divulgar receitas caseiras de bolo de creme como faz a competente Ana Maria Braga.
Quando os comentários também não "se alinham" com a metodologia "punhos de seda" , ocorrem os cortes com a desculpa esfarrapada do "comentário ofensivo" , categoria da qual pertenço com preocupante regularidade apesar de que isto não Me afeta pois não sou Dono do site. De qualquer forma , o gigantesco PAPELÃO não fica na minha conta.
Quanto ao assunto Paulo Bernardo que esta propositalmente "congelado" , nenhuma surpresa em vista do partido ( ou seria melhor dizer quadrilha?) a qual pertence. Os petralhas agora atravessaram os portais da indignidade completa roubando Aposentados desesperados ,que nojo!

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