Consultor Jurídico

Decisão por R$ 50 mil

Desembargador do TJ-TO é afastado do cargo por suspeita de vender liminares

Retornar ao texto

Comentários de leitores

4 comentários

Até tu, estagiário é contra o princípio da inocência

Rilke Branco (Outros)

Pelos comentários até de estudantes, o tal Desembargador já está condenado em definitivo...quem sabe ele no futuro não edita a forca e a pena de morte sem direito à defesa...
Sim, porque ele vai-se formar (e não estudar) em uma faculdade prostituída, em um país que "não vale apenas"...
Triste fim de Policarpo e Quaresma

Nessas épocas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Esse juiz não teve tempo de condenar aqueles que o denunciariam ao CNJ a pagar R$ 10.560 em multas por litigância de má-fé. Mas, do jeito que a coisa anda no Brasil, é bem provável que ingressem com uma ação no STF evocando a cláusula pétrea da Constituição que permite ao juiz voltar ao cargo e condenar quem o denunciou. Nessas épocas, tal situação seria um ato normal e corriqueiro.

A Mulher de César

Hans Zimmer (Assessor Técnico)

Cumpre indagar ainda se a esposa do aludido desembargador, responsável pelas negociatas, trabalha no TJ-TO como concursada, ou se apenas ocupa cargo de confiança. Caso a segunda afirmativa seja verdadeira, estaríamos aí diante de outro ato que, por si só, configuraria também uma forma de corrupção.
Apenas discordo do comentarista Chiquinho quanto à obrigatoriedade de leitura dos livros de José Sarney na prisão, eis que a Constituição proíbe as penas cruéis ou desumanas.

Todo castigo para ladrão é pouco

Chiquinho (Estudante de Direito)

TODO CASTIGO PARA LADRÃO É POUCO
Pense nisso: o sujeito entra numa faculdade de Direito. Passa cinco anos queimando as pestanas para se formar Bacharel em Direito. Gradua-se. Arromba-se de estudar para passar no Exame da Ordem. Labuta mais uns cinco anos para adquirir experiências exigíveis pela CRFB/88 para se tornar Juiz. Estuda mais ou menos uns cinco anos para fazer concurso para se investir nessa primazia tão sensível e nobre. Passa. É investido no cargo. Um grande orgulho para a família e uma esperança à sociedade. Assume o cargo. Depois de anos de judicatura começa a roubar, vender a consciência por cinquenta reais. É pego com as mãos na combuca. Perde o cargo. É desmoralizado em função dessa prática criminosa. É afastado do cargo que conseguiu com tanto sacrifício por roubar. Perde a credibilidade. Perde a moral. Perde tudo que um ser humano pode ter: o respeito.
O que merece um sujeito que faz uma desgraça dessas num cargo tão nobre que conseguiu com tanto suor, lágrima e desespero? Passar o resto da vida preso, sem direito a nada, só comendo farinha com rapadura, e como castigo até a morte na prisão do Maranhão, ler todos os livros do ex presidente José Sarnei, desde a PESCA DO CURRAL (ensaio 1953), até MARANHÃO – SONHOS E REALIDADES (romance – 1910).
E depois fazer um ensaio dissecando o que gonta serena o ex presidente José Sarney quis dizer com aquelas lambanças literárias?
É isso que merece o desembargador Amado Cilton Rosa, do Tribunal de Justiça de Tocantins (TJ-TO), por ter feito essas e outras merdas no cargo num cargo tão nobre. Valeu apenas?

Comentar

Comentários encerrados em 21/06/2016.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.