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Comentários de leitores

6 comentários

dois pesos duas medidas

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Há exageros quando o assunto e polícia. Anos atrás dois policiais militares foram punidos em desrespeito ao direito de expressão. Eles haviam trocado tiros com três indivíduos um fora preso incólume e dois baleados, ambos sobreviveram, mas enquanto acionava o socorro o policial manifestou o desejo que um dos presos morresse. Ora seria outro o desejo do preso ao tentar matar o policial? Aqui não se pune ato preparatório, salvo se o alvo for policial. Vivemos uma guerra, somos vilipendiados e atacados por todos os lados, andamos sozinhos, lidamos com gente cada vez mais violenta amparada por gente alienada, difícil aplicar as teorias humanistas. Se os PMs assassinaram o menino que sejam presos, mas os colocar no banco dos réus violando o tão propalado princípio da inocência só porque o menino só tinha 10 anos é um absurdo. Quem não se lembra do menino de 10 anos na Bahia que ao morrer trocando tiros com a polícia já havia matado três pessoas? Cadê o Conselho Tutela, 20 passagens pela polícia e o pessoal dos direitos humanos esperaram o menino morrer para lhe dar atenção??? Só querem aparecer na mídia

O ÓDIO decorrente da FALTA de CULTURA.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O autor talvez devesse assistir menos os programas do caco barcelos e mais vivenciar a vida dos que, sem submeterem-se ao crime, sofrem em trens e em viagens de 03 horas, 04 de duração, para irem ao trabalho e dele voltarem. São esses que têm mais ódio dos bandidos. São eles que, às 4 horas da manhã, esperando o ônibus, estão a 03 horas de viagem até o trabalho, e são assaltados, tomando-lhe o assaltante até o dinneiro da passagem, sem dó e nem piedade. Eles odeiam os bandidos e estimulam as milícias, que atuam da forma como eles gostariam. Mas tudo isso, porque os políticos vendem sua vontade aos outros políticos, que as compram, e que têm o controle do país, como no mensalão, no petrolão! E tudo isso se dá porque os políticos que compram e pagam mensalão querem manter o controle do país, guardando seus eleitores, que votam "com a barriga e não com a cabeça", sem a cabeça esclarecida, para que a barriga possa lhes manter no poder ! Então, o que precisa acontecer é que o nível de cultura de nosso cidadão possa se elevar, gerando policiais que tenham assumido a função por um ideal, mas não pelo fato de que não têm outra opção e acham que não devem "ser criminosos"! Aí, ao chegarem na honrosa missão em que se integraram, descobrem que os que chegaram antes já participam de mensalões pagos por bicheiros, bandidos e outros, e que, se quiserem ficar, terão que aderir, ou deverão sair! Como empregador de empregados domésticos e condominais, com que trato, descobri essas realidades, que só existem aqui, mas não nos países europeus. Eu posso dizer, porque já morei na europa. E, em alguns países, seus policiais moram longe do banditismo. Não é como aqui, que moram perto ou dentro da favela, ou do bairro controlado pelo bandido !

Quando a doutrina retida difere da realidade da vida!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Pois é. É nisso que dá estudar a teoria das impressões vividas em outro país, e pretender aplicá-las numa realidade sócioeconômica de outro país. O autor do belo trabalho teórico nos formula uma questão que ele mesmo não ousa responder. Ele relata realidades, mas se esquece de que direito é decorrência de fato sócioeconômico. Quando não veremos nossos presos com ódio? A resposta está em outra questão: quando o policial que prende terá certeza de que o preso não tem ódio dele e o matará na primeira chance que tiver? A contenda entre as duas questões nos dá a solução. __ nosso infrator infringe a norma legal porque tem ódio da sociedade que o trata com desprezo e tem mais ódio daqueles que, como policiais, devem reprimi-lo. Já fui assaltado. Um motociclista parou na rua. Ao meu lado, e formulou uma pergunta. Quando eu comecei a responde-la, o carona sacou uma arma e pediu minha pasta. Naquele dia, próximo à minha casa, uma dupla de motocicleta tinha matado um médico, numa esquina, para lhe tomar a maleta de médico, que ele levava. Ainda sob o impacto da manhã, disse à dupla que na pasta tinha papeis, porque eu era advogado. Nada mais tinha. Ele esticou o braço e indicou que ia atirar. Nada havia ao meu redor que pudesse me servir de escudo. Eu ainda pensei que, se houvesse, eu lançaria a pasta contra eles e me protegeria atrás do escudo. Não tendo escudo, entreguei a pasta. Não tive maiores problemas, depois, porque eram petições. Mas podia ter alguma coisa mais relevante, e meu cliente ficaria prejudicado. Dias depois, vi que um dos bandidos, pelo menos, morreu perto da favela onde morava, que era perto de onde eu morava. É assim que funciona, caro autor. O ódio cessará, quando a sociedade tiver paz, e o bandido trabalho !!

Precisamos de um roteiro

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Os comentários abaixo, como basicamente todos os comentários a artigos que versam violência policial, mostram que não adianta deplorar o estado de coisas. Nossa busca pela mudança terá mais sucesso buscando um caminho objetivo, no sentido de encontrar e estimular as melhores práticas.
Se armaram a cena dos fatos, a perícia provavelmente o dirá. A convicção do articulista de que a criança não teria condições de disparar será devidamente documentada, e a punição prevista terá lugar.
Em vez de utilizar a comoção popular para exigir cabeças, mais vale experimentar medidas preventivas, como a instalação de câmeras nas viaturas, ou o afastamento dos policiais com histórico de violência das ruas. Se eu fosse governador, o compromisso que assumiria seria o de buscar reduzir os índices de mortalidade pouco e progressivamente, sem um ano de regressão, pois é com a análise constante de novos dados e resultados que aparecem as soluções eficazes. O apelo genérico a uma "mudança de cultura" pouco produz, até porque a cultura da sociedade não muda - ao menos de uma hora para outra.
Termino recordando duas palavras que me impedem, e certamente a muitos outros também, de comprar esse discurso "Brasil selvagem/Europa civilizada" como dogma de fé: Jean Charles. É menos bárbaro matar mil pessoas em situação de risco pessoal que executar uma friamente.

O dia...

Palpiteiro da web (Investigador)

O dia em que um menino de 10 anos puser um revólver na fuça do articulista, eu quero ver se ainda irá manter a opinião acima expressa. Tem coisas que a gente aprende na vida e, não, em livros de um país cuja realidade é bem diferente das terras de Cabral.

Mundo real x mundos dos sonhos

paulo alberto (Administrador)

No mundo dos sonhos, bandido nao atira na policia, não ocupa areas urbanas, criança não comete barbaridades. Entretanto no Brasil real, estamos numa guerra, que há mais vitimas que em guerras em andamento.
Falta educação, religião, familia (pai e mãe), ou seja omissão ha mais de 30 anos, que acaba no aparelho policial resolver.
Quando da criação do ECA, os ideologos que o criaram, prometeram, que a partir daquele momento problemas com crianças e adolescentes não seria mais da Polícia.
Em 2016 unidades policiais e cadeias publicas, nao passa um dia, que nao tenha um jovem apreendido, portanto culpar a policia e facil.

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