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Comentários de leitores

7 comentários

A farra da impunidade está acabando

AlexXP (Outros)

Repito o que já disse aqui, a respeito do mesmo articulista: se dependesse dele, TODOS os envolvidos nos escândalos de corrupção que desgraçam esse país estariam eternamente livres, pois sempre caberá um "recursinho" a mais.
Se dependesse dele, até o meliante Luiz Estêvão estaria solto, mesmo após seus mais de 30 recursos.
Para ele, TODOS os processos penais são nulos, são abusivos, são truculentos, e os criminosos são SEMPRE inocentes.
Faça-me o favor! Parece que vive na Suíça!
Primeiro: a maioria dos delatores está solta e fez a delação em liberdade. Segundo: as delações são SEMPRE de iniciativa das defesas, justamente dos advogados (no lugar do articulista, começaria a me preparar melhor sobre o tema, até para orientar seus criminosos clientes); terceiro: os advogados estão sempre presentes, assim como os membros do MP (garantia dupla de observação dos direitos dos acusados); quarto: tudo passa pelo crivo dos magistrados; quinto: os benefícios aos delatores são inúmeros, haja vista o crescente número de delações; os benefícios à sociedade são igualmente grandes, os exemplos estão aí para comprovar; sexto: a delação ou colaboração está presente nas democracias mais desenvolvidas do mundo, logo, não pode ser algo tão absurdo assim.
A questão é que os advogados estão perdendo a boquinha dos infinitos recursos protelatórios, daí não se cansam de espernear.
Em vão. O país está mudando, a cultura da impunidade está mudando.
Se não gosta, mude de área de atuação ou, quiçá, de profissão. Ou de país. A Venezuela é aqui pertinho.

Até quando?

Professor Edson (Professor)

No maior caso de corrupção do planeta o congresso vai na contramão do que a sociedade espera, querem se blindar para poderem roubar em paz, não é a toa que o projeto venha do partido mais corrupto do Brasil, louvável.

Bandido legislando

Professor Edson (Professor)

Então quem estiver preso fica proibido de poder delatar, esse é o Brasil.

Mal Necessário

Antônio César Alves Fonseca Peixoto (Advogado Assalariado - Civil)

"A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela." W. Churchil

Igualmente, em razão da falência do Estado Brasileiro, deve se optar por valores possíveis. Nessas circunstâncias, o abuso do Estado na utilização do instituto é remediável, já o abuso de defesa daquele que se coloca contra o Estado é incontrolável e devastador. Prova disso é o atual caos das instituições nacionais.

A constitucionalidade da delação premiada

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Deixando de lado as idiossincrasias, na realidade o que tenta fazer o projeto de lei assinalado, é tornar inócua a contribuição daquele que, preso e arrependendo do ato criminoso praticado, resolve delatar todo o esquema investigado, obtendo em troca a mitigação de sua pena futura. Longe de tratar de discussão ético -moral, o instituto da delação é um instrumento legal posto à disposição do investigado e se consubstancia no amplo direito de defesa que a atual Constituição Federal lhe assegura. Ademais, enxergar coação no ato da delação é argumento frágil e desinformado, porquanto toda formalização do ato de contribuição é acompanhado pelo defensor legal do réu.

Lamentável

C.C.B. (Advogado Associado a Escritório - Tributária)

A Lava-Jato realmente veio p/ tornar difícil a vida dos "criminalistas das nulidades", que nunca enfrentavam o mérito.
Além disso, é notório a tentativa do P.L. em enfraquecer a investigação. Deve ser porque o seu Partido está envolvido até as entranhas com a corrupção, né?!
E, não bastasse isso, temos um acadêmico defendendo a tentativa, por ideologia ou "falta de bom senso".

o "probo" autor do PL

afixa (Administrador)

Não é mais deputado. Não teve votos para ser eleito como titular. Esse ex deputado tem opinião 'interessante' sobre a oab. Pois não?

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