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Neutralidade impossível

Para MPF, projeto Escola Sem Partido é inconstitucional e impede pluralidade

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Comentários de leitores

12 comentários

A nota técnica é grotesca

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Recordei-me que o MPF não tem participação constitucional - talvez tenha na opinião de seus integrantes - no processo legislativo federal. A tal nota técnica não é um documento oficial, é uma manifestação de opinião - do órgão, isso é da Sra. Procuradora de Justiça que o assina - emitida à margem de sua função pública.
Provavelmente por isso ela não se preocupe com a neutralidade de linguagem e a isenção de ânimo. A análise realizada pela nota não se dirige ao conteúdo do PL, mas ao posicionamento de seus defensores, que devem ser "desmascarados"; atribui-lhes finalidades e valores que não estão contidos no texto do PL; e coloca a preservação de sua ideologia - que quer derivar absolutamente da Constituição - como obstáculo para a aprovação do PL que poderia fragilizá-la.
Ou seja, a nota técnica é uma peça de propaganda ideológica. Mostra como o MP se sente seguro e à vontade para impor suas ideologias à sociedade civil, que não sabe decidir por si mesma o que é melhor no campo dos valores.

O MP é Estado

Flávio Ramos (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Se havia alguém que ainda não acreditava nisso, essa notícia é esclarecedora.
O MP é, por definição e por vocação, estatal, autoritário e repressor. Não defende as liberdades individuais, mas aumenta a extensão das imposições públicas, criando obrigações a partir de suas concepções ideológico-normativas - para o Estado-Administração em primeiro lugar, mas também para particulares pessoas jurídica e física - não raro, como agora, sob o pretexto de estar a defender direitos.

O plano esquerdopatológico

O Ninfador (Outros)

A família deve educar os filhos em casa, através da educação interna, enquanto a escola faz a educação externa, trazendo conhecimentos e instruções aos alunos! O professor tem opinião e deve manifestá-la e para por aí, não devendo doutriná-la, tampouco impor aos discentes, pois a tendência ideológica dos alunos deve ser respeitada! O desejo dessa procuradora esquerdopata marxista é aumentar o rebanho da esquerdopatologia arruinada e iludida de jovens manipulados brasileiros nas instituições de ensino, em especial as universidades, crescentes iguais a ratos! Liberdade de expressão e de pensamento sim, doutrina ideológica não!!!!

Procuradoria panfletária

Valdecir Trindade (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Li o Projeto de Lei 867/2015 na íntegra, assim como li na íntegra a tal Nota Técnica da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Vejo no Projeto de Lei da Escola Sem Partido uma luz de esperança para nos livrarmos da educação comunizante implantada em nossas escolas nos últimos anos. Considero a Procuradora Deborah Duprat uma traidora da educação nacional; traidora da nação. Digo isso porque também li sua nota, e constatei na mesma um turbilhão de estupidez e proselitismo marxista, quando não anarquista. Diz ela que deve ser "assegurado o livre mercado das idéias". Ora, em primeiro lugar vejo na expressão uma inadequação vernacular, posto que idéias não tem nada a ver com mercado; de outro ponto, o que é isso senão anarquia? Isso porque até a veiculação das idéias depende de um regulamento. Logo, não é adequado falar em livre mercado. Outro ponto da sua Nota Técnica que traduziu imbecilidade: "E a escola , ao possibilitar a cada qual o pleno desenvolvimento de suas capacidades e ao preparar para o exercício da cidadania, tem que estar necessariamente comprometida com todo o tipo de pluralismo. Eis aqui mais um panfleto anárquico do MPF. Isso porque ao contrário do que afirma a procuradora comunista, o "todo" permitiria inclusive a possibilidade de discutir-se sobre a legitimidade ou não de atos criminosos. Logo, desejo sorte aos propositores do Projeto de Lei, e rogo ao Conselho Nacional do Ministério Publico que examine o procedimento da Procuradora Deborah Duprat e sua Nota Técnica.

Tem gente que adora uma censurazinha. .

Radar (Bacharel)

Quem educa são os pais, a escola simplesmente provê instrução. Ocorre que muitos querem inverter essa lógica e terceirizar à escola a tarefa de educar, cerceando outras liberdades, inclusive a de cátedra, do professor, com inaceitáveis amarras.

Se os pais esquerdofóbicos querem realmente "proteger" seus filhos, contra "a ameaça marxista", comunista ou o raio que o parta ideológico, devem dialogar com eles, apresentando-lhes o devido contraponto, quando necessário - isso sim, compõe o verbo educar, e deixar que o indivíduo decida por si só.

A mentalidade de 64 não pode querer restabelecer a odiosa censura e o patrulhamento ideológico.

ilusão

afixa (Administrador)

Se a escola for sem partido, o Facebook será? O Twitter será? A midia sera? Professor não é robô. Tem opinião. Isso é preguiça de família que terceiriza a educação.

Expliquem!

Observador.. (Economista)

Pois se a neutralidade é impossível, a parcialidade atual é um acinte e uma vergonha!
E fica por isso mesmo?

Bizarro...

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Esse trecho em especial é bastante curioso "impede o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas".

O projeto visa exatamente que seja realizada uma abordagem dos vários pontos de vista de uma determinada situação, diferente do que diz o MPF.

Agora eu gostaria de saber como pode ser inconstitucional um projeto que pretende impedir que professores doutrinem alunos dando aulas como se estivessem numa assembléia do PSTU.

Mas se perguntar pro MPF de certo o livro que diz que o 11 de setembro foi culpa da extrema direita anti pos-modernismo também não é doutrinação.

Absurda nota técnica

Davi Lemos (Jornalista)

Os procuradores leram o projeto? Eles entendem que o projeto fere a laicidade do Estado? Quanto absurdo! Entendem que impede o debate e a colocação de pontos de vista e teorias políticas distintas? Só podem ser analfabetos funcionais os redatores de tal parecer. Como não pode haver ensino não ideológico? Os promotores que fizeram a nota técnica desconhecem a possibilidade, natural ao ser humano são, de analisar a realidade sem filtros e a partir deste olhar comparar o mundo real com o que é descrito numa teoria? Realmente o analfabetismo funcional está nos mais altos níveis da república. Se não conseguem entender algo tão claro quando o projeto Escola Sem Partido estamos realmente entregues a apedeutas.

Escola Despolitizada

Fabio Ferreira Nogueira (Administrador)

No site do MPF consta o currículo desta senhora: "possui longa trajetória na defesa dos direitos de indígenas, quilombolas e demais comunidades do campo, Duprat pretende reforçar o diálogo com movimentos sociais e organizações do poder público relacionadas à defesa dos direitos humanos." Portanto é uma simpatizante do pensamento de esquerda, o mesmo que usa as escolas para dogmatizar as crianças. Por isso o chilique da procuradora

atualmente temos "Escola Comunista"

daniel (Outros - Administrativa)

atualmente temos "Escola Comunista" e nada se fala. O comunismo entra nas escolas exaltando o fracassado e invejoso Marx, difudindo a igualdade de classes e criticando a meritocracia e enganando as pessoas com o tal de construtivismo, e disto nada se fala...

Para MPF não. Para Duprat.

Rafael Henrique Pinto (Servidor)

Deborah Duprat não é o MPF!

Está só esperando se aposentar para ir advogar para o PSOL, como fez o Daniel Sarmento, outro rei das minorias.

Aliás, os dois ajuizaram a ADIN contra o ensino confessional.

Não seja contraditória, Duprat!

Senão vou ficar com a impressão que sua luta é contra a Igreja Católica e a favor da esquerda.

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