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Tecnologia no Judiciário

Navegador específico para o PJe já foi baixado mais de 190 mil vezes

Lançado há 20 dias, o navegador criado para facilitar o acesso dos operadores do Direito ao Processo Judicial Eletrônico registrou 190 mil downloads até o último dia 1º, segundo os técnicos da área de tecnologia do órgão. Feito pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, ele é uma versão customizada do Mozilla Firefox.

Com o aplicativo, os operadores do Direito não precisam mais atualizar todos as extensões instaladas no navegador necessárias para acessar o PJe, pois isso será feito automaticamente, dependendo apenas da autorização do usuário.

O programa é mais uma iniciativa do CNJ para aumentar a participação da tecnologia na Justiça brasileira. Outro projeto nesse sentido é o escritório digital, que possui um link próprio para acesso a partir do navegador.

Apesar de o PJe não ser o único sistema eletrônico de gestão processual, o navegador do CNJ não foi testado para suportar outras plataformas, como o e-Saj, por exemplo. “O navegador está customizado para ser utilizado no sistema PJe, que é distribuído pelo Conselho Nacional de Justiça. Não temos condições de saber qual o resultado de sua utilização em outros sistemas”, explica o CNJ.

Clique aqui para baixar o aplicativo.

Revista Consultor Jurídico, 8 de julho de 2016, 7h18

Comentários de leitores

10 comentários

A velha prática de resolver um problema criando outro

JuMitsui (Advogado Assalariado - Civil)

Concordo plenamente com os colegas Hilton Gil e Rinzler. Estão certíssimos.
Relembro apenas a ironia da coisa: temos um PJe problemático, estabelecido numa tecnologia obsoleta, que não funciona na maioria dos navegadores, e que nos obriga a mantermos uma versão propositalmente desatualizada do Mozilla para funcionar.
A solução encontrada para o problema do sistema ruim? Criar um navegador ruim para combinar com ele.
Absolutamente genial!

Brasileiro não tem jeito mesmo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O mais curioso (mas nem tanto considerando que o pessoal envolvido são brasileiros) é que na página do Navegador PJE há agradecimentos em favor do Tribunal de Justica do Rio Grande do Norte, mas absolutamente nenhuma palavra em favor da Mozilla Foundation, que é quem ao longo dos últimos anos vem desenvolvendo o código fonte do Firefox na qual o Navegador PJE se baseia. Brasileiro não tem jeito. Usa as coisas dos outros, e não se preocupa nem remotamente em lançar um mínimo agradecimento.

Quem ganha com isso?

Rinzler (Advogado Autônomo - Criminal)

Não sou gaúcho, mas o melhor sistema que já vi para o judiciário é o "Eproc" implantado no TRF-4. Questiono-me quem está ganhando com essa implementação de java+flash (totalmente falido) ao invés de optar por um sistema que: 1) já está feito; 2) possui compatibilidade com todos os navegadores; 3) não necessita de plugins.
Feitas as devidas adaptações para cada tribunal, atendendo as suas peculiaridades, não tenho dúvida de que é o sistema perfeito para todos os tribunais. Só resta a parabenização ao departamento de TI daquele tribunal que desenvolveu o sistema.

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