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Comentários de leitores

4 comentários

Falacia

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Nunca houve uma guerra às drogas, ao contrário, o que há é acordos comerciais como o Brasil fez com a Bolívia tolerando o aumento das plantações de coca, construindo estradas para aqueles país escoar a produção em troca de apoio político. Guerra implicaria em ações contrárias, como bombardear as plantações, o que ocorreu num passado distante, também, por questões políticas, mas nunca como ação efetiva para por fim ao narcotráfico. Se vamos tratar do assunto com seriedade vamos utilizar terminologia correta. Se existisse guerra teríamos prisioneiros até o fim dela e não presos condenados e /ou absolvidos. AGRANDE VERDADE é que grupos econômicos que já patentearam os principais nomes utilizados para designar a cannabis sativa querem compensar a perda que tiveram com o tabaco e financiam intelectuais e médicos nessa campanha. A legalização impedirá a venda da droga contrabandeada, como ocorre com o cigarro, que hoje tem a facção mais poderosa da America latina, que ordenou, inclusive, a morte de membros de outras facções na fronteira? Será a droga licita cara, tributada ou a droga ilícita que inundará o morro? Será que a lei não é para garantir, também, que a high socyet compre drogas sem correr riscos? Se a questão adotada pelo STF é questão de foro intimo, por que liberar apenas a maconha? A decisão além de política e não jurídica é suicida, pois se contradiz ao proibir cocaína, heroína, etc.

Perfeitos os comentários do doutor Rivadavia

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

Olhem o que ocorreu em São paulo: uma histeria afastou a polícia da cracrolândia. A Defensoria Pública movida por uma necessidade irretorquível de aparecer na televisão conseguiu uma ordem judicial proibindo a Polícia Militar de abordar pessoas naquela região; resultado, triplicou o número de dependentes químicos no local, agentes de saúde passaram a ser alvo de todo tipo de violência, os hotéis foram transformados em bocas de fumo. A maioria dos crimes bárbaros têm o componente "droga" envolvido.

Filme - "O Mensageiro" (Kill the Messenger)

Almir Sater (Prestador de Serviço)

O filme de 2014, O Mensageiro (Kill the Messenger, na versão em ingles) mostra exatamente como a CIA financiou a contrarrevolução na Nicarágua com o dinheiro do narcotráfico, inundando de propósito os subúrbios de Los Angeles com "crack", na década de 80. Agora, para não deixar passar as infelizes colocações do advogado Rivadávia, o consumo pessoal de pequena quantidade de drogas ilícitas não é descriminalizado, no Brasil, vide a Lei, e a pacífica jurisprudência do STJ. Houve apenas a descarceirização do usuário, mas este ainda comete crime, que vai manchar para sempre sua "ficha de antecedentes criminais". Se o douto advogado gastasse seu tempo com mais leitura sobre o assunto, veria que inúmeras pessoas no Brasil tem sua pena agravada com o reconhecimento da "reincidência", pois já foram pegos fumando maconha, sendo condenados pelo art. 28 da lei de drogas.

Leniência

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

No Brasil nunca houve guerra às drogas. O que há é a leniência do Estado na repressão ao tráfico de substâncias entorpecentes e isso não justifica em hipótese alguma a “legalização” das drogas ilícitas.
O fato é que o consumo pessoal de pequena quantidade de drogas ilícitas já é descriminalizado, no Brasil [vide a Lei.]
Mas o fato é que tetrahidrocannabinol (THC) – principal princípio ativo da maconha – funciona como um ‘dos destruidores da mielina que recobre a célula básica dosistema nervoso central, que provoca danos irreparáveis à nível cerebral.
E, mesmo seu ‘inocente’ consumo de forma privada pode afetar a saúde do próprio indivíduo consumidor: – durante a primeira hora depois de haver fumado maconha, o risco de sofrer um ataque cardíaco se quadruplica.
Também, a percepção distorcida, perda da coordenação motora, problemas de memória e aprendizagem, aumento do ritmo cardíaco, são efeitos segundo os especialistas – mesmo num cigarro de maconha cuja quantidade mínima de 0,5% de concentração decannabinóide.

No mais, diante do fracasso na gestão da saúde pública, educação, segurança, justiça, transportes e tudo o mais que é da essência do Estado - justificaria acabar com o Estado?

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