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Comentários de leitores

8 comentários

Jurisdição responsável e passivel de reexames

Orlando Maluf (Advogado Sócio de Escritório)

Questão que empurra os advogados signatários do manifesto contra o juiz do petrolão para a indesejável vala dos que colaboram com a impunidade de acusados de crimes contra a sociedade. A radicalização é perigosa, seja de um lado ou de outro: nem todos os defensores teem a razão que preconizam e divulgam, nem os representantes do MP e os julgadores desses processos são salvadores da pátria. Não existe nenhum heroismo em aplicar a lei, e nos caso em que há abuso o duplo ou triplo graiu de jurisdição assegura o exame dos recursos. O que não se pode admitir é tentar manipular a opinião pública seja de um lado, seja de outro.

O contraditório também é verdadeiro!

Marcio Luciano Menezes Leal (Administrador)

Neste contexto, cabe trazer à colocação de trechos de Opinião sobre o título: “A propósito dos atos arbitrários na Lava Jato”, de autoria do conceituado jurista baiano Raymundo Pinto (desembargador aposentado do TRT, escritor, membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia e da Academia Feirense de Letras), onde aponta que o contraditório também é verdadeiro”!!!
“É importantíssimo observar que, até agora, NENHUMA DECISÃO DO JUIZ/HEROI FOI ANULADA PELO STF. Ressalte-se que Moro é muito competente e respalda suas decisões com sólidos e irrespondíveis fundamentos.
Em resumo, eu afirmo que, se essas condutas levarem à prisão dos principais culpados das imensas roubalheiras e contribuírem para diminuir bastante (impossível eliminar) a corrupção no Brasil, devemos proclamar: BENDITOS DESLIZES AUTORITÁRIOS”!!!

Marcio Leal
Rio de Janeiro

Dura lex sed lex

RT52DI97 (Advogado Autônomo - Trabalhista)

É estarrecedor ver alguns membros de uma classe tão importante na operação da justiça, se rebelar tão acintosamente contra um Juiz que está exercendo a pleno poderes a sua função com ideal de Justiça.
Esses advogados que assinaram esse manifesto, será que estão pensando no futuro do país ou no futuro deles mesmos?
A minha percepção é que estão agindo como advogados de porta de cadeia, esquecendo que a sociedade brasileira quer acabar com essa sujeira e corrupção que se alastraram pelos mais diversos níveis hierárquicos de máquina pública.
Quem for culpado que seja condenado a prisão em regime fechado e sem as benesses de prisão domiciliar. Esse tipo de crime que prejudica toda a população de uma nação tem que ter penas duras e exemplares.
Precisamos de mais "juízes Moro" em nosso país, só assim a Justiça vencerá.

Sobrevivencia

pedro de Oliveira1020 (Industrial)

Nobres Advogados que se pronunciaram sobre a Lava jato.
Concordo plenamente com seus comentários.hoje temos a oportunidade de colocar o Brasil em um patamar de destaque no cenário Mundial,fazendo essa varredura da sujeira,que esses usurpadores de direito da nação,fico eu abismado,com esses advogados, que me perdoe mais parece advogados do Diabo,pois todos os Brasileiros e o mundo tem o conhecimento dos desvios de conduta desses corruptos no nosso País,ai vem esses advogados e as vezes Juízes querendo descaracterizar o trabalho do então Sergio Moro, e os demais integrantes dessa mega Operação contra Corrupção no Brasil,a esses Advogados e Juízes que tentam desmoralizar as investigações teriam que ser investigados,Porque estão sendo pago com Dinheiro Roubado, estão ganhando fortunas, fortuna essa que saíram dos Cofres da Petrobras e outras instituições do Brasil.

Advogado da Lava-Jato

Bia (Advogado Autônomo - Empresarial)

Sempre os mesmos e sempre a mesma ladainha: o JUIZ é sempre o CULPADO de a defesa não estar sendo contemplada com as benesses escondidas nas reuniões espúrias, nas tentativas de conchavos etc.. Primeiro foi com o Ministro Joaquim Barbosa, agora com o juiz Sergio Moro: tentativa escancarada, mais uma vez, do mesmo causídico, de aniquilar com a competência e até reputação pessoal do juiz (como já tentou fazer com o Joaquim Barbosa, no que foi apoiado até por colegas do próprio ministro exemplar), já que seu cliente se mostra indefensável. Mas para esses advogados, que nunca ganharam tanto dinheiro desde a "era" lula-petista (e não que o "partidão" tenha inventado a corrupção, mas foi o que a elevou à estratosfera, na certeza da total impunidade), é muito importante que o Brasil continue na dianteira da corrupção desvairada, dos grandes desvios de verbas públicas, da farra com nossos impostos. Afinal, foi exatamente com esse indisfarçável objetivo, que tais advogados divulgaram seu "manifesto", patético aos olhos de parte da sociedade brasileira, que ainda não perdeu a consciência de que estamos tendo a oportunidade única de acabarmos, de forma definitiva, com nossas mazelas que tanto contribuiram para que a nação se tornasse absurdamente desigual, socialmente.

\"lava jato". Espetaculosa?...

José Chagas Alves (Advogado Autônomo - Civil)

Sérgio Moro é um predestinado. É amado pela sociedade civil organizada e odiado pelos ladrões Erário Público (aqueles que, à luz do dia, roubam o dinheiro da saúde, da educação, da segurança, etc). Ele, - Sérgio Moro, continuará sendo prestigiado pela sociedade, uma vez que tem a moral como princípio básico, a integridade, a PONTUALIDADE, a responsabilidade, o desejo de superação, o respeito às leis e aos regulamentos, O AMOR AO TRABALHO, se esforçando sempre para fazer o melhor. Pode até errar, mas, pelo amor com que se dedica ao trabalho, será sempre perdoado pelo povo. Quisera Deus surgissem dezenas de magistrados com o mesmo perfil de Sérgio Moro, esse País estaria bem melhor.

Dr. Pacheco: quem precisa de "conserto" é o colega

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Estamos a ponto de romper a última fronteira da impunidade costumeira (e, creio eu, diante da derradeira chance) que PODERÁ FAZER OU NÃO A DIFERENÇA doravante: ou apoiamos e exigimos uma Nação minimamente civilizada, onde as leis até possam ser descumpridas (o que é natural em todo o mundo) mas, com a mesma consciência e certeza, firmada no resto do planeta, de que HAVERÁ PUNIÇÃO SEM EXCEÇÃO, caso descobertas as mazelas e seus autores, ou vamos entregar definitivamente as chaves do país a essa máfia que dele se apoderou e se institucionalizou. Se deixarmos essa excelente oportunidade "passar batida", dando ouvidos aos criminalistas xiitas garantistas radicais, estaremos entregando o Brasil á maior confraria criminosa de que se tem conhecimento na história. Aquela que roubou, deitou e rolou e sairá impune, zombando de cada brasileiro honesto, mostrando que nada mudou nem mudará e que este país jamais se dobrará á Justiça (pelo menos no que tange aos poderosos). Se quisermos um Brasil diferente, mais sério, responsável e voltado para o seu povo (que em suma é a essência da existência do Estado e só por ele (povo) se justifica) com a credibilidade necessária às mudanças que precisamos fazer, devemos rezar para que essa operação Lava Jato e as demais que se sucederão (BNDES; B.B. e CEF) dentre outras sejam coroadas de êxito, o que significa punir exemplarmente os responsáveis, independentemente dos seus cartões de crédito, CPF/MF e do cargo ocupado. Caso contrário continuaremos a ser apenas um imenso território árido, desumano e estéril a figurar no mapa mundial, onde a população nada mais significa do que um mero incidente no percurso do mal.

Função judicial

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

Perpassando os tempos, aportou no século XXI:

“O juiz não é nomeado para fazer favores com a Justiça, mas para julgar segundo as leis”. PLATÃO, filósofo grego (428 – 347 a.C.)

Taí, finalmente um Juiz representando a ideia de Justiça centrada nos valores da virtude moral, do agir para o bem, preconizada desde PLATÃO e ARISTÓTELES.

E, nesse sentido [bom] a ideia do bem correspondente ao cumprimento dos preceitos exigidos pela honestidade, do caráter irrepreensível e da probidade, seja na vida social, familiar, pública ou política, que parecia ter sido abandonada nas escadarias/portas dos tribunais.

E, sua excelência singelamente cumpre essa função primordial da Justiça.

Mas é de se recordar que na década de 60 [século passado] certa comunidade jurídica também se “rebelou” contra prisões de ‘banqueiros do jogo do bicho’ por parte da Polícia, que então não podendo ir ‘além das sandálias’ se recolheu. Aí foi plantada a semente do crime organizado que agora contaminou a política e a [in] governança pública.
E os clamores dos novíssimos tempos continuam apoiados no “direito das ruas” simbolizado pelos frequentes linchamentos ...

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