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Direito à saúde

Liminar obriga USP a fornecer "cápsula contra o câncer" a paciente do RS

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Comentários de leitores

4 comentários

Náufrago

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O sujeito está no mar, a deriva, agarrado a uma tábua estreita que mal dá para apoiar o corpo e ameaça afundar há cada nova onda.Se acha debilitado,desidratado,com sede e com fome.O sol já lhe queimou a pele. Ele vai morrer em breve. Por sorte um helicóptero que sobrevoa a região, acaba por localizar o moribundo à espera da derradeira ajuda. Vão jogar uma corda qquer., mas o vento forte e o desconhecimento sobre a capacidade limite de peso que ela pode suportar os fazem desistir.Se ao ser içado ela arrebentar o homem acabará caindo no mar e certamente morrerá com a força do impacto. Decidem então voltar com uma outra aeronave específica e uma corda apropriada,capacitada para o resgate, batendo em retirada. O náufrago perde as poucas esperanças e as forças que ainda lhe restavam. Mais algum tempo, esgotado, sucumbe a uma nova onda ainda mais alta e solta a tábua acabando por morrer afogado. Duas horas depois chega o resgate, equipado, e tecnicamente apto a salvá-lo. Descem com uma gaiola até o local e lá não encontram mais nada, exceto a tábua boiando. Desolados voltam à base para relatar o infortúnio. Nada mais havia por fazer. O destino quis assim. No final do turno cada qual retorna á sua casa, revê os filhos, brinca com eles e o cachorro, janta, assiste TV, toma o seu banho e vai para a cama, CIENTES DE QUE FIZERAM A COISA CERTA. Resumo: É fácil decidir o que é MELHOR P/OS OUTROS numa situação confortável para nós e de desespero para eles, afinal (os outros) não estão em condições de raciocinar por si mesmos, adequadamente; estão desesperados e, nessa situação a emoção se sobrepõe à razão. Essa é uma empreitada "delicada" a merecer todo cuidado,cognição e solução, por quem não faz parte do problema. "Posto isso, arquivem-se os autos". P.R.I.C.

O poder do irracional

A.A.R.C. (Professor Universitário)

Mais uma decisão profundamente irracional: fornecer um medicamento que ainda não foi testado sequer em modelos animais para o ser humano...Alguns, que nada conhecem de ciência, ainda argumentam que tal medida consiste em "dar esperança" a quem já não tem mais nenhuma (só se for uma falsa esperança..). Na realidade, existem centenas de drogas experimentais (ainda não disponíveis no mercado) mas que estão em fase avançada de teste e, portanto, tem muito mais probabilidade de funcionar. Claro que no Brasil, infelizmente, apenas um reduzido número destas está à disposição dos pacientes, já que o país é frequentemente preterido em razão da burocracia da ANVISA. As associações e as pessoas que realmente se interessam pelo tema, fariam melhor em pressionar a ANVISA para que aprimore seus programas de autorização de modo a permitir ao país participar de maior número de testes clínicos internacionais. O resto é irracionalidade, desconhecimento do método científico e demagogia barata.

O judiciário destruindo esperanças...

E.Cavalcante (Advogado Autônomo - Civil)

Como nossos nobres magistrados podem falar em "risco" pra um pessoa que está morrendo de câncer? Dizer que não há resultados e nem pesquisas que comprovem a eficácia do medicamento em pacientes com essa enfermidade é a mesma coisa que dizer que ele não pode esperanças!
Deveriam retirar de comercialização também os medicamentos produzidos por laboratórios e que já demonstraram não ter nenhuma eficácia.
Enfim, mais uma demonstração de que estamos por conta...

Lamentável!!

Cade o caro supremo?

Professor Edson (Professor)

Já passou da hora de dar uma palavra final sobre esse tema, o mercado negro já esta tomando conta, perigoso.

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