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MP tranca investigação sobre clubes que obrigam babás a vestir uniforme branco

Comentários de leitores

10 comentários

A patrulha da inveja e do ódio perdeu a vergonha na cara

João Afonso Corrêa OAB RS 116.282 (Advogado Autônomo)

Tal promotora não tem mais o que fazer?
E os comentaristas do politicamente correto, então? Os SJW (Social Justice Warrior) vivem a vida a combater aquilo que julgam ser opressão. Coitados, são os modernos Quixotes, cujo excesso de leitura de Carta Capital e afins secaram-lhes os miolos.

Nada se Cria, Tudo se Copia

Edevaldo de Medeiros (Juiz Federal de 1ª. Instância)

E os da frente, os cinco mil de cima, esforçavam-se por obter as medidas legislativas favoráveis à transformação da cidade e ao enriquecimento dos patrimônios respectivos com indenizações fabulosas e especulações sobre terrenos. Os Haussmanns pululavam. Projetavam-se avenidas; abriam-se nas plantas squares, delineavam-se palácios, e, como complemento, queriam também uma população catita, limpinha, elegante e branca: cocheiros irrepreensíveis, engraxates de libré, criadas louras, de olhos azuis, com o uniforme como se viam nos jornais de moda da Inglaterra. Foi esse estado de espírito que ditou o famoso projeto dos sapatos.

Lima Barreto, em Recordações do Escrivão Isaías Caminha

Nada se Cria, Tudo se Copia

Edevaldo de Medeiros (Juiz Federal de 1ª. Instância)

"E os da frente, os cinco mil de cima, esforçavam-se por obter as medidas legislativas
favoráveis à transformação da cidade e ao enriquecimento dos patrimônios respectivos com
indenizações fabulosas e especulações sobre terrenos. Os Haussmanns pululavam. Projetavam-se
avenidas; abriam-se nas plantas squares, delineavam-se palácios, e, como complemento, queriam
também uma população catita, limpinha, elegante e branca: cocheiros irrepreensíveis, engraxates de
libré, criadas louras, de olhos azuis, com o uniforme como se viam nos jornais de moda da
Inglaterra. Foi esse estado de espírito que ditou o famoso projeto dos sapatos."

Lima Barreto, em Recordações do Escrivão Isaías Caminha

Senha? Lerelerê...

Willson (Bacharel)

Coitadas das babás. Se proibissem um gay rico, de entrar lá de saias (de qualquer cor), boa parte dos homens do clube, em solidariedade, vestiria saias, também. Mas que são apenas as suas reles babás...

Aliás, ano passado, uma diploma negra e francesa foi impedida de entrar num desses clubes no Rio de Janeiro porque, sendo negra e estando de branco, deveria se acompanhar de um bebê ou patroa...

A senha de entrada de babás nesses clubes, bem que podia ser o tema da Escrava Isaura, porque, vai que alguma patroa ou diplomata queira usar branco... Lerê, lerê... pobre vai ....

Isto não é uma luta do "nós" contra "eles"!!!1

Prof. Dr. Jose Antonio Lomonaco (Advogado Sócio de Escritório)

Li os comentários. Tenho a impressão que estão dando matizes ideológicos demais. Qual o problema em usar uniforme? Trata-se de regra estabelecida em estabelecimento privado, associando-se a ela quem quer (direito constitucional à associação). Por acaso o Ministério Público permite que eu entre no prédio da Rua Riachuelo de bermudas, chinelo e camiseta regata? Ou faça audiências de short, chapéu e camiseta? Já viu médico dentro do hospital atendendo de sunga? O que impressiona é a matiz maliciosa e maldosa do politicamente correto, que tenta impor a todos alguns padrões e conceitos particulares. Uniforme não deprecia. Não dá para fazer deste limão uma limonada. Penso que, na falta do que fazer, algumas pessoas procuram pelo em ovo. Deixem o povo de lá em paz! Cuide a tal Promotora de coisas mais - digamos assim - séria e afetas a papel institucional do Ministério Público. Ou vai agora iniciar procedimento investigativo para apurar ofensas se o supermercado do chico proíbe a entrada de pessoas sem camisa? Tenham a santa paciência. Ao trabalho sério, pois! É o que o país precisa.

Piada, pra não dizer bizarro!

Bruno César Cunha (Advogado Assalariado - Civil)

"preceitos fundamentais à convivência humana”, foram os termos usados pelo procurador rico frequentador de clubes chiques para justificar o uso dos uniformes. Problemas com segurança ou medo de se socializar com quem não é sócio? Aonde a rotulação de subalternos (não funcionários do clube) ajuda na segurança de um clube? Querem melhorar a segurança dos ricos, deem mais dignidade aos pobres. Ricos julgando para ricos. Imagina que horror saber que seu filho jovem burguês vá ao clube e termine por se relacionar com uma mera babá.

a propósito de uniformes

paulão (Advogado Autônomo)

Nos anos 60/70, usávamos camisa branca, calça cinza ou azul, sapatos bico de pato. Todos tínhamos o emblema da escola no bolso peitoral. Havia várias razões para o uso: a primeira, a segurança, identificando-se o estudante de longe; a segunda, talvez mais importante: todos eram iguais. Os alunos ricos e os pobres usavam a mesma vestimenta. Diferenciação, só no boletim (o chamado mérito, qualidade obsoleta nas avaliações contemporâneas). Por que será que foram abolidos?
Vejo motivações sinistras também... E dar-me-ia por impedido se fosse frequentador de privé chamado a opinar. Entretanto, considero que os servos e subalternos devem, sim, usar fatos adequados à sua condição, para não serem (ohhhhhh!!!!!) confundidos com os sócios. Aliás, o que é mesmo uma babá? O equivalente moderno e feminino do pajem? Com a palavra o suserano.

Intenções suspeitas

paulão (Advogado Autônomo)

quais?

Aos poucos voltamos ao que sempre fomos.

Radar (Bacharel)

Acho que os filhotes de ditadura estão mesmo obcecados. Gardenal, dois por dia. Quanto à decisão em si, nenhuma novidade. Ricos, julgando para ricos, com mentalidade de ricos. Eis o miolo exposto de nossas instituições. O Brasil é e sempre foi deles. Precisamos nos acostumar. E olha que agora já temos pobres de direita, para atestar a qualidade do chicote. Auf wiedersehen!

Grande irmão

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Deveria ser vermelho, cor da quadrilha petista?

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