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Desembargadores do TJ-SP são contra liberar posse de drogas para consumo

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Comentários de leitores

7 comentários

Estudar é preciso.

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

Primeiro, há que se aclarar que Todas as drogas são prejudiciais, até diversos medicamentos.
O que cabe indagar é, fazem mal às OUTRAS pessoas? Caso façam, e nesta medida, deve ser desestimulada e até criminalizada. Mas veja, o álcool desmancha famílias país afora, o fumante passivo há que ser protegido do tabaco, nem por isso são ilícitas.
Desta forma, entende-se que criminalizar qualquer droga porque simplesmente podem potencialmente serem prejudiciais às outras pessoas não basta para a criminalização, haja vista a experiência da Lei seca dos EUA.
Desde então "descobriu-se" que o único caminho eficaz no seu combate é a educação, as campanhas, as AAAs, as ações positivas enfim,
Quem estuda a respeito conclui que a proibição/criminalização (inconstitucional aliás),só tem estimulado o tráfico, que, registre-se, só se enriquece por conta dessa proibição. Exatamente por ela.

Drogas só prejudicam o próprio usuário

kiria (Corretor de Imóveis)

Como assim?Toda familia sofre as consequências,a sociedade que é vítima das atrocidades cometidas cujos delinquentes após declarar que estavam sob efeito de drogas tem sua sentença amenizada porque se alega que não era senhor de seus atos.Como é isso?O cigarro faz mal,o fumante é perseguido mas as drogas não são causadoras do apodrecimento do tecido social?Os ilustres modernosos que se livrem de estar cara a cara com um nesse estado e salve-se quem puder.

Descriminalização geral há mais de 10 anos em Portugal!

André Feiges (Advogado Autônomo - Criminal)

Ao contrário do que disse outro comentário aqui (Planeta Azul / Professor Edson), que afirma não haver lugar no mundo onde haja descriminalização ampla, geral, é necessário destacar o caso de Portugal.

Diferentemente das piadas brasileiras acerca de portugueses, estes se organizaram de forma lúcida, debateram de modo franco e honesto, fundando-se nas ciências e na concretude fática para (sim!) DESCRIMINALIZAR TODAS AS DROGAS DE UMA VEZ!

Isto ocorreu em 2001 e, pasmem, não houve uma hecatombe da drogadição, tampouco ocorreu o narcoturismo, muito menos ainda se transformou num país produtor e comerciante de drogas ilícitas.

E lembremos que Portugal não goza das melhores posições socioeconômicas em seu continente, portanto, segundo argumentos muito utilizados por aqui, seria um "prato cheio" para todas estas mazelas (surto de drogadição, foco de narcoturismo, concentração de produtores e comerciantes de drogas etc.).

Outros países, com experiências mais restritas (em relação ao tipo de droga descriminalizada), também não sofreram impactos negativos (apesar das previsões distópicas de conservadores e moralistas).

Ou seja, caros "conjuristas", a descriminalização é um caminho a ser tomado, sem desvios, sem receios, pois das experiências descriminalizantes no mundo, somente bons frutos nasceram.

Avancemos!

Professor Edson não conhece Portugal?

Elton Fernandes (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Prezado Professor,

Muito respeitosamente, mas o contradizendo, Portugal descriminalizou o uso de drogas em geral, não só da maconha.

Por lá, dizem eles que moram - sou um mero visitante e estudante em terras lusas - a experiência deu certo. É o que também afirmam as estatísticas.

Professor que não estuda - parte II

Almir Sater (Prestador de Serviço)

Professor Edson, caso o sr. estudasse, veria que muitos países ao redor do mundo "legalizaram" sim o porte de todas as drogas, não estando restritos à maconha. Cito, apenas como exemplo, a Holanda e Portugal, no qual o porte de drogas nao é crime!

Planeta azul

Professor Edson (Professor)

Não existe um país do mundo que legalizou o porte de drogas, como um tudo, apenas foram flexíveis perante a maconha, e quem não generaliza sabe que maconha é uma coisa, cocaína e crack são coisas bem diferentes.

Opiniões pessoais são dispensáveis

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

A opinião, meramente pessoal, de poderosos encastelados em nada contribui com a discussão da constitucionalidade da questão posta ao STF. A invocação da saúde, ou das consequências sociais negativas são meros achismos de pessoas absolutamente alheias à realidade das ruas. A reportagem deveria fazê-los tratar da constitucionalidade ou não da criminalização. De resto, absolutamente dispensável suas opiniões pessoais.

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