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Eficiência no serviço público é responsabilidade de toda sociedade

Comentários de leitores

6 comentários

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Wagner Göpfert (Advogado Autônomo)

O artigo não parece pretender endeusar os funcionários e demonizar o usuário dos serviços públicos. De fato, inúmeras são as repartições públicas que carecem de estrutura mínima de trabalho, deixando aos funcionários a triste tarefa de negar o serviço por falta de opções. De ser notado a absoluta ausência de planos de carreira, de reconhecimento de méritos e eficaz repressão aos maus funcionários. Tudo acaba girando em politicalhas internas dos “amigos” do chefe. A questão, pois, é estrutural e de nenhuma vontade política dos poderosos, quase sempre exigentes de privilégios e pouco caso com o usuário comum. Quanto às corregedorias, porém, é, e sempre foi, pra inglês ver.

Mundo da Lua

AC-RJ (Advogado Autônomo)

Nunca li um artigo tão fora da realidade como este! Os editores do CONJUR devem ter mais cuidado na seleção, sob pena de perda de credibilidade deste renomado site. A impressão que se tem quando se lê este artigo é que os seus autores vivem isolados em algum castelo sem contato com a realidade!
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É de conhecimento notório que os servidores públicos em geral são protegidos por uma série de regalias injustificáveis sendo a principal a da estabilidade no emprego. Daí, o tão conhecido mal atendimento ao público porque em uma odiosa inversão de valores se consideram superiores à sociedade que os remunera.
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Os articulistas se esquecem que trabalhando bem ou mal, a remuneração mensal está garantida. Além disto, sendo um ótimo ou péssimo servidor público, a remuneração é a mesma, daí para que trabalhar mais e melhor? Qual o incentivo à produtividade e eficiência?
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Chega a ser patética a concepção dos articulistas que os servidores pagariam artigos de trabalho do próprio bolso e que ficariam além do horário sem horas extras! Se não há material simplesmente o serviço não é feito, e saem no horário independente de pendências porque não há consequências. Esta é a regra geral. A impressão que se tem é que os autores nunca foram a uma repartição pública.
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Para piorar, esquecem que o Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo com péssimo retorno dos serviços públicos, resultado das mazelas da administração pública e ainda concluem "cientificamente" que a culpa é da população!
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Francamente, é um artigo que não deveria ter sido publicado dado o seu grosseiro deboche aos contribuintes e à sociedade.

articulistas têm razão, pois a sociedade é que quer Estado i

analucia (Bacharel - Família)

articulistas têm razão, pois a sociedade é que quer Estado inchado, uma vez que está na cultura brasileira. Muitos se acostumaram com serviços gratuitos e o Estado babá, mas para diminuir o tamanho do Estado a sociedade terá que assumir parte de sua responsabilidade

Miopia Estatal

Juarez Araujo Pavão (Delegado de Polícia Federal)

A incoerência desse artigo é tão gritante que fica aquém das mais tenras infantilidades. Pela leitura fica a impressão que a Sociedade é quem administra o Estado Brasileiro para que o mesmo seja servido, ou seja, a sociedade através dos seus tributos deve manter o Estado gigante para consumi-la. Os articulista sem a miopia estatal deveriam entender que o Estado foi criado para servir ao cidadão, na forma de Estado mínimo, com atuação estritamente nas funções típicas de Estado, para promover o bem comum com a cooperação da iniciativa privada. Nesse sentido, no Brasil há uma enorme distorção, pois há uma carga tributária escorchante, considerando a péssima contraprestação dos serviços oferecidos pelo Ente Estatal aos contribuintes, e aos não contribuintes acobertados pela universalidade dos serviços públicos, bem diferente dos países desenvolvidos, onde a cidadania é plena.

Repugnante

JoseRS (Outros)

Decepcionante e equivocada a conclusão desse artigo, que atribui a culpa pelas mazelas do serviço público à sociedade como um todo. Na verdade, ao dizer que a culpa é de toda a sociedade, é de se concluir ninguém é culpado individualmente. Lamentável e simplória tal conclusão, que joga a culpa da ineficiência do serviço público a essa entidade abstrata chamada Sociedade, deixando de analisar o papel do governo, a incapacidade da alta administração, as falhas do controle interno e externo, a ausência de um modelo de gestão pública, a funcionalidade das instituições.
Embora rejeitem uma fórmula mirabolante para salvar o mundo (certamente antecipando-se a tal justa acusação), o fato é que a análise pobre e rasa dos articulistas - que dizem ser mestrandos em Direito! - parece ser baseada em algum manual de auto-ajuda, imaginando que para resolver os problemas da ineficiência da administração pública basta que cada cidadão faça a sua parte nas pequenas atitudes do cotidiano, para assim construir uma sociedade melhor. Ao dizer isso, põem toda a culpa pela ineficiência da Administração e corrupção dos políticos na conta do cidadão. Certamente os articulistas (um procurador federal e uma promotora de justiça) consideram-se isentos de qualquer culpa, acima de qualquer cidadão, de meros mortais. Não merecemos essa calúnia.

Desculpas esfarrapadas

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Os Articulistas, ambos funcionários públicos, estão errados em suas conclusões. Poucos países no mundo gastam tantos recursos com funcionalismo público como no Brasil. São centenas de bilhões de reais todos os anos, e a qualidade do serviço de forma geral só não é pior porque não tem mais espaço. Paga-se muito. Produz-se pouco. Essa a regra geral. Pode haver evidentemente alguns nichos nas quais os servidores estão sobrecarregados ou ganhando pouco, mas são exceções. Todo aquele que no Brasil um dia precisou do serviço público sabe como é. Descaso generalizado, que já começa no atendimento. O agente público, de forma geral, acha que está fazendo um favor em atender ao cidadão comum. Claro que há exceções, mas a regra é o péssimo atendimento. No mais, a busca pela eficiência do serviço público é uma missão do administrador. Aqui, no entanto, votamos em pessoas completamente desqualificadas para a função, que não sabem administrar nem buscar a eficiência. A culpa, não é dos cidadãos, mas toda DO AGENTE ESTATAL. Vamos parar de buscar pretextos para justificar a ineficiência, porque a crise está aí e não dará sinais de ir embora enquanto o serviço público não passar por uma profunda reestruturação.

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