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Suspeita de peculato

Moro autoriza inquérito sobre relação da OAS com sítio frequentado por Lula

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, autorizou a Polícia Federal a instaurar um novo inquérito para apurar se a construtora OAS ou outras empresas investigadas na operação “lava jato” têm vínculos com um sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em despacho da última quinta-feira, Moro afirma “não haver óbices [objeção] à efetivação do desmembramento requerido pela PF”. Mas determina que, a partir de agora, a investigação corra em segredo de Justiça.

Foi a PF quem solicitou o desmembramento do Inquérito Policial 594, instaurado em 2014 para investigar eventuais crimes de peculato (desvio de dinheiro público por funcionário público) e de lavagem de dinheiro praticados por executivos da OAS. Para a PF, como o inquérito inicial já foi relatado, faltando apenas o resultado de algumas perícias para ser concluído, era necessário desmembrar os autos para apurar a suposta relação da construtora, outras empresas e pessoas físicas investigadas na “lava jato” com o sítio.

“Além da extensão da investigação para além do âmbito da empresa OAS, entendemos que as diligências em curso demandam necessário sigilo, já que o fato ainda está em investigação, razão pela qual foram carregados documentos com nível de sigilo diferenciado [nível 2] daquele atualmente existente no IPL 0594/2014, inclusive esta própria representação”, disse Moro em sua decisão.

As suspeitas de que o ex-presidente Lula ou pessoas investigadas na operação "lava jato" tenham algum vínculo com o sítio de Atibaia surgiram recentemente. A polícia já vinha investigando a relação de empresas e pessoas físicas com o sítio dentro do inquérito policial 594.

Há suspeitas de que construtoras pagaram pela reforma da propriedade, registrada em nome de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, sócios de um dos filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, na empresa Gamecorp. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a ex-primeira dama, Marisa Letícia, comprou um pequeno barco de pesca de alumínio e pediu que o equipamento fosse entregue na chácara.

De acordo com o Instituto Lula, o ex-presidente e Marisa Letícia frequentam o sítio em momentos de folga, a convite dos donos, que são amigos da família. Em nota, o instituto disse haver uma tentativa de associar o petista a supostos atos ilícitos para "macular a imagem do ex-presidente". Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 10 de fevereiro de 2016, 13h06

Comentários de leitores

3 comentários

O importante é que se apure

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Há que se apurar tudo o que emana desse ser abjeto desprezível, mentiroso, falsário, lesa-pátria, arrogante, prepotente, analfabeto funcional, idiota de carteirinha e bandido profissional, a fim de que se lhe jogue devidamente na cara, após a constatação das suas canalhices, em confronto com a declaração em causa própria se autointitulando o sujeito mais honesto do Brasil (feita no seu instituto). Quero viver para ver isso, comemorar muito e vibrar com a sua prisão, que já se descortina para breve. Não somos tolos. Não somos ingênuos. Temos sido resignados apenas.

Os nomes das operações já denunciam a "imparcialidade".

Radar (Bacharel)

Quando esse circo todo acabar, é capaz de algumas "otoridades" entrarem em depressão profunda. Afinal, o que irão colocar no lugar vazio dessa obsessão?

Vigiar as fronteiras, nem pensar, né? Será que é para isso que serve o prolongamento dessa ideia fixa, esse atavismo por holofotes, esta sanha persecutória patrocinada? Para adiar o retorno às atribuições mais básicas da categoria, ora abandonadas? Já está bem esquisito esse "empenho" "republicano" em investigar apenas um dos lados.

Mono-magistratura

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Só existe um juiz federal no Brasil?
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Se um pescador for flagrado em pesca proibida no rio Indaiá, em Serra da Saudade (MG), o caso certamente terá vinculação com a Lava-Jato. Competência do único juiz federal da República.
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Estranho, especialmente se considerarmos a grandiosidade do orçamento do Poder Judiciário.

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