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Comentários de leitores

14 comentários

Obrigado

David Azevedo (Advogado Autônomo - Criminal)

Aguardei, mas o notável professor e advogado Alberto Toron preferiu o silêncio. Disse Schopenhauer que "Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz.". Alberto Toron cresceu em minha apreciação: buscou a paz. Alguém já afirmou também ser o silêncio, em sua grande eloquência, uma homenagem à palavra. Alberto Toron em seu silêncio disse tudo que precisaria de ser dito. Admiro-o.
Pedro, promotor, meu crítico. Um texto público é para ser alvo de crítica, no saudável ambiente das ideias e no confronto dialético mas sobretudo dialógico, e assim compreensivo, dos argumentos. Não o articulista alvejado.
Realmente me tocou a adjetivação de ser texto desonesto e constituir maldisfarcada estratégia levada a efeito no Conjur objetivando a defesa extra-autos de algum cliente. Isto fere o advogado e feriu a mim e certamente ao colega Alberto Toron.
Não é nada disso. Peço nova leitura do texto. Minha reflexão última é com o Estado de direito e o papel do Judiciário nele. Preocupa-me a perda crescente, pelo Judiciário, do papel de relevante e autorizada e isenta interface entre o cidadão e o poder, sem qualquer tipo de engajamento, senão com o valor intrínseco da pessoa humana, "hic et nunc". Só. Aliás, não tenho agora nenhum caso no STF, corte por mim diretamente criticada.
Alberto Toron saiu em minha defesa, numa espécie de retorsão, a que os homens de bem e de convicção, os advogados com alma de advogados são invencivelmente impulsionados.
Alberto Toron é exemplo de advogado talentoso e competente. Não precisaria - e nunca precisou - de qualquer outro expediente que não seu tirocínio e inteligência privilegiados, vertidos em tinta numa peticao de inexcedível qualidade técnica e de admirável estilo.
Obrigado Toron, Niemeyer e também agradeço aos críticos

O silêncio eloquente

Thiago Bandeira (Funcionário público)

dos advogados durante anos de abusos e ativismos do Poder Judiciário agora cobra seu preço. Talvez por isso, quando se atrevem a escrever algo combatendo tal fenômeno, são obrigados a engolir acusações de cinismo e hipocrisia.

Patético promotor de justiça mesmo!

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O promotor de justiça fala de honestidade intelectual. Quanta desfaçatez!
Quem afirmou que “Certamente o articulista escreve para defender extra-autos algum cliente” foi o próprio promotor de justiça. Essa afirmação não dá como certo que o articulista escreveu para defender extra-autos algum cliente? Mas que evidência possui para fazê-la?
Se não há nenhuma evidência que a confirme, o intelectualmente desonesto não é o articulista, mas o promotor de justiça ao fazer a afirmação fantasiosa, que sequer pode ser considerada uma presunção ou suposição porque, reivindicando certeza para seu conteúdo, faz acusação desairosa para infundir falsa ideia no imaginário do leitor e, assim, roubar-lhe a adesão censurativa contra o articulista e seu texto.
A verdade nua e crua é que o Dr. Toron tem razão. O articulista brinda o leitor com um texto de elevadíssimo nível, e não é um comentariozinho intelectualmente desonesto que o deslustrará.
Indago ao patético promotor de justiça se algum dia foi advogado. Se foi, por quanto tempo? E durante esse tempo, qual foi sua renda mensal média? Talvez na resposta o leitor encontre a verdadeira razão de ter feito ele um concurso para se tornar promotor de justiça: o insucesso na iniciativa privada e os riscos a ela inerentes associado ao desejo de se encostar na segurança do salário e na estabilidade do emprego dos servidores públicos, pagos com os impostos dos contribuintes. E isso, com todo o respeito é patético.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

>P.S.: segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, “patético = que ou o que tem capacidade de provocar comoção emocional, produzindo um sentimento de piedade, compassiva ou sobranceira, tristeza, terror ou tragédia”.

Ao ilustre toron (Advogado Sócio de Escritório)

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Primeiro que, ao contrário do que o senhor fez em relação à minha pessoa, em nenhum momento parti para o ataque pessoal com relação ao articulista. Pelo contrário, disse que o texto (e não o articulista) é patético. Até mesmo porque nada tenho contra o respeitável advogado articulista e nenhum reparo em relação à sua conduta, embora o seu texto seja um panfleto corporativo da OAB. Quanto a ser "intelectualmente" desonesto com o leitor o conteúdo do texto, você mesmo faz isso o tempo todo quando escreve no Conjur para defender teses absurdas construídas para beneficiar clientes (duvido que você mesmo acredite no que escreve por aqui de vez em quando, mas tudo bem, faz parte do jogo). Embora o senhor tenha escrito adjetivos (de forma leviana até porque não me conhece) injuriando a minha pessoa, não vou me dar ao trabalho e nem descer ao seu nível para dizer aqui a minha opinião sobre você, cuja conduta já é amplamente conhecida. Passe bem, um feliz natal, um próspero ano novo e grande abraço.

Faltou...

preocupante (Delegado de Polícia Estadual)

Faltou o articulista citar a chancela dada pelo STF ao MP, quando "autorizou" este órgão realizar investigação criminal concorrentemente com a Polícia Judiciária, apesar de não haver qualquer previsão constitucional.
Desde então a criminalidade e impunidade só aumentaram, embora o mote da campanha do MP fosse no sentido contrário.
E por falar nisso, alguém tem conhecimento que o MP está realizando investigação criminal quando o fato envolve um pobre, preto ou prostituta? Acredito que não, pois eles só queriam o poder para dele tirar algum proveito, e não verdadeiramente trabalhar e com isso ajudar a sociedade.

O professor Descobriu a pólvora

Ulysses (Professor Universitário)

Coisa bem tupiniquim. O professor descobriu tudo isso. Ninguém antes disse jamais falou disso. Deve ter levantado da cama e dito: hoje farei um artigo arrasador. Vou dizer que o judiciário é acossado pelo MP. Uma simplificação de chorar.

Patético Promotor de Justiça

toron (Advogado Sócio de Escritório)

O artigo do prof. Davi é primoroso. Não concordo com ele na íntegra (só 90%, rsrs). Mas ainda que discordasse, jamais lhe dirigiria a indigna e pedestre crítica do incógnito e covarde Promotor de Justiça de 1a instância, no sentido de que o texto é para beneficiar "algum cliente" do articulista. Quanta imbecilidade e prepotência. Tem esse acanhado e covarde Promotor prova do que afirmou? Pura leviandade. Pior, como não tem argumentos em contrário, parte para o ataque pessoal. Vergonhoso!
Parabéns ao articuista.
Alberto Zacharias Toron, advogado

Jus sperniandi

Ricardo (Outros)

STJ decide que desacato não é crime ... mais uma solução que é fruto do "conluio" referido na postagem entre MP e Judiciário ... tem também aquela que traficante primário e de bons antecedentes poderá iniciar a pena em regime aberto, malgrado o tráfico ser equiparado a hediondo. O texto deve aludir à Lava-Jato, só pode, porque o sagrado exercício do direito de defesa justifica tudo: vazamento, manifestação fora de autos, confundir a opiniao pública, plantar notícias inverídicas, etc etc

O Povo deve assumir a jurisdição. Júri, já!

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Alguém já disse que "a prática faz o mestre". Desde 1985, estamos aperfeiçoando a democracia brasileira e tivemos alguma crises graves como a que estamos passado atualmente. Até aqui, conseguimos superar os obstáculos. No entanto, a Justiça não foi objeto de alteração, em grande parte porque o Povo tinha uma espécie de ilusão com a magistratura. É necessário ressalvar as honrosas exceções, mas não precisa raciocinar muito para chegar à conclusão de que um indivíduo togado, que recebe um supersalário, chova ou faça sol, trabalhe com afinco ou encoste o corpo, sem ter que dar satisfação a quem quer que seja, nunca será um indivíduo produtivo e muito menos um "mestre" no seu trabalho. Uma excelente via para o povo tecer os vínculos sociais necessários à nossa boa convivência é a prática de julgar os seus pares, de participar como jurado do julgamentos de todo o tipo de causa. Já foi assim no Brasil, na época do Império. Quem tiver interesse, pode consultar a Constituição de 1824. Todo Poder emana do Povo e o Povo é a Última Instância.

Melhor que a ditadura da caixa preta da OAB

daniel (Outros - Administrativa)

A ditadura do judiciário é bem melhor que a ditadura da OAB, a qual é pública ou privada a bel prazer, e sem transparência alguma e nem faz concurso para seus servidores.

"Maior cego aquele que não quer ver"

Sersilva (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

Parabéns ao articulista. O texto é lucido e verdadeiro, desnuda uma triste realidade.

O artigo é o retrato da derrocada institucional brasileira

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Um povo e uma nação ineptos para receber e exercer a democracia. Será isto a nossa (triste) realidade?
Ao que parece, sim. Estamos fadados ao insucesso decorrente de nossa própria incapacidade de aprender a viver numa democracia. Tudo porque não somos capazes de compreender o real significado do conceito e de pôr em prática seus princípios.
Não basta o discurso. É preciso professar os princípios democráticos para aprender a lidar com eles e a viver dentro de um regime democrático. Isto pressupõe relegar subjetivismos, sensibilidades e melindres pessoais exageradas, submeter a vaidade ao mais rigoroso controle da razão, admitir e reconhecer a necessidade e o mérito da objetividade, repudiar toda forma de dominação do homem pelo homem e respeitar a regra básica do jogo de que a vontade prevalente há de ser aquela apurada pelo voto da maioria.
Em síntese, o artigo expõe, ou melhor, eviscera nossa mediocridade como povo e como nação, porque somos incapazes de nos mobilizar para dar fim ao estado de coisas sob o qual nos encontramos, mas persistimos delegando a outrem a incumbência de fazê-lo em nosso nome e por nossa conta, só que do jeito e conforme o rumo que melhor aprouver ao salvador da pátria, consoante suas convicções pessoais, as quais nunca coincidem rigorosamente com o anseio coletivo, que é usado e manipulado para a consecução de objetivos pessoais desses supostos salvadores da pátria.
Estamos viciados nisso!
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Na mosca!!!

Paulo Marçal (Advogado Autônomo)

Parabéns ao autor do artigo. Texto muito lúcido.

Texto Patético

Pedro MPE (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Certamente o articulista escreve para defender extra-autos algum cliente. Texto intelectualmente desonesto com o leitor e de conteúdo patético. O papel aceita tudo, mas o Conjur publicar isso é o que me impressiona.

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