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Comentários de leitores

4 comentários

Passividade da defesa e Autoritarismo judicial

Lauan Leonel dos Santos de Sousa (Advogado Autônomo - Criminal)

Excelente texto. Realmente, está cada vez mais difícil atuar na área criminal, mas, tbm, o que poderia se esperar (?)...Em 1º lugar, é triste ver certas posições de colegas que "se dizem" advogados criminalistas, mas não conseguem entender o tamanho do problema apresentado pelo articulista e suas repercussões perante toda a sociedade. Em 2º lugar, magistrados inflados de egocentrismo, que não admitem nenhum tipo de contrariedade. E isto, vê-se em todo país, cada vez mais o judiciário é contaminado pelo solipsismo e egocentrismo de autoridades. Só para ilustrar, realizei uma audiência simples, tráfico de drogas e associação; no momento da oitiva das testemunhas, somente solicitei que a magistrada seguisse o artigo 212 do CPP, deixando que as partes perguntem primeiro e ela faça seus esclarecimentos ao final; ela simplesmente falou: "não"; perguntei porque, esperando uma fundamentação, e ela disse em tom de irritação por interferir na audiência "dela": "porque sempre fizemos assim na comarca"; não me exaltei, apenas pedi que constasse minha manifestação na ata da audiência; não contente, ao final da audiência, virou para mim e falou: "Dr., quero te dar uma dica, não fique arrumando confusões em audiências, essas interferências causam animosidades, são desnecessárias, eu sempre fiz minhas audiências desta forma. Você é muito novo ainda e terá muito que aprender, na vida prática não existe doutrina ou lei"; após ela ter sentenciado a morte a doutrina e a lei, emanando o seu "livre convencimento",eis que respondi: "Excelência, fique tranquila, ñ guardo mágoas. Agradeço pelas dicas, mas ñ as aceito. Sou advogado e continuarei fazendo meu trabalho com afinco. Estudo muito e jamais falei qlqr besteira em audiência"..porém, saí de lá pensando: "o q esperar?"

Advocacia de novela

Rilke Branco (Outros)

A PF e o MP estão sempre "sertos".
O Judiciário nunca "errra".
E, pelo visto, no corredor penal, só há bandidos.
Mas, se você (ou seu filho), por ventura, um dia, for um "alvo" inocente da bem paga juristocracia estatal, não hesite: procure um criminalista qualquer chamado João.
Talvez ele não cobre honorários.
E se cobrar, não lhe pague.
Afinal, para que serve advogado mesmo, segundo o articulista ?
E para quê serve um comentarista ?
Para quê existem inocências?
O sistema é mesmo perfeito!
O país e o povo é que não prestam.

A persecução penal incomoda?

João B. G. dos Santos (Advogado Autônomo - Criminal)

O tom do artigo evoca o passado como se estivéssemos, hoje, vivendo um estado de exceção onde os advogados fossem vítimas de alguma política de truculência estatal. Não conheço nenhum advogado que esteja sendo proibido de visitar o seu cliente. Não conheço nenhum advogado que esteja sendo proibido de peticionar para o seu cliente, seja para defender, recorrer ou buscar qualquer direito que aquele possa ter. Não conheço nenhum advogado preso simplesmente por advogar. Não conheço nenhum juiz ou tribunal que tenha proclamado a dispensabilidade do advogado ou da advocacia. O que tenho visto nas mídias são políticos investigados ou acusados pelo Ministério Público totalmente desconcertados com a persecução penal que antes não os atingia. Espero que os seus ilustres advogados não se incomodem com o processo penal em ação tanto quanto os seus clientes.

Abuso de autoridade e Júri Popular

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Precisamos com urgência da Lei de Abuso de Autoridade e uma reforma constitucional para que as "autoridades" sejam julgadas por Júri Popular.

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