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Modelos de Justiça

"Não se pode aceitar a barganha do Estado com criminosos em massa"

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Comentários de leitores

9 comentários

Lava-Jato

Tomaz de Aquino P. Rodrigues (Advogado Autônomo - Criminal)

Sou favorável a investigação da Lava-Jato, por isso, sou a favor de que todos os indiciados sejam investigados, não importa se é politico, servidor ou empresário, a lei deve ser cumprida por todos, sem distinção, não tenho duvida, acho que o Renan Calheiro já deveria estar preso há mais tempo!

será?

WLStorer (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Machado é contra as delações premiadas. Acredita que elas põem em risco a coercitividade da lei penal."
Será que o cliente do colega não vai valer-se da delação premiada?
Pelo que se sabe, a delação da Odebrecht tem provas materiais sólidas e incontestáveis, visto que mantinha um setor de propina muito bem estruturado e documentado, ou seja, não se trata de "confiar demais na palavra de investigados".

Um país interessante

Observador.. (Economista)

Sou um defensor da Lava Jato.
Mas noto um problema.
Há setores do Judiciário, membros da mídia, parcelas da população que - assim me parece - iriam preferir que advogados, de certos acusados, nem existissem ou, caso existam, que digam "amém" para a forma como seus clientes são tratados em juízo ou são absorvidos pelo sistema penal.
Acho que mais debates do que acontece atualmente podem ajudar a mudar o Brasil.Não para um país pior, sem norte ou rumo, como há momentos que assim me parece.
Há uma querela entre Judiciário e Legislativo que deixa de lado toda uma nação.Que vai apenas à reboque dos fatos.
Isso, acredito que alguns já notaram, só sangra nossa já debilitada economia.
Que tenham mais juízo com a Pátria.

Camorra

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O alto grau de corrupção que atinge a sociedade brasileira embaralha a visão dos advogados criminais, que a impõe em grau inferior ao direito de defesa.

O ato abala a Democracia, que pressupõe regularidade das relações entre governantes e governados, poderes constituintes e poderes constituídos, maioria e minoria, marcadas, sempre, pela ética.

Não se está defendendo o sacrifício do direito de defesa, mas o seu exercício, sempre subordinado ao escopo do processo democrático.

Os causídicos de acusados grã-finos, perseguem um direito de defesa existente somente na Europa, com todo o seu formalismo, em um processo de país de terceiro mundo.

Assim, fica abalada a democracia.

Sendo advogado do diabo (ou brasileiro mesmo)

Professor Edson (Professor)

Na verdade não é difícil acabar com as delações, tudo está nas mãos do supremo, a receita é não condenar ninguém delatado, afinal de contas para uma corte conivente com o crime não é nada difícil, são mais de 100 políticos delatados que serão julgados unicamente pelo supremo ,se não condenar ninguém será um fiasco para o Instituto da delação , é isso, basta agilizar o "pagode" e convecer figuras como Lewandowski e Toffoli que a panelinha será feita, impunidade e corrupção está na Cultura desse país.

Pobre eleitor...

LAFP (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Sou a favor da delação premiada, sem ela não teríamos como comprovar essa “bandalheira” institucionalizada, países corruptos como o nosso têm que haver mecanismos de defesa do Estado. Se, com isto já vemos grandes manobras para escapar as ilicitudes, imaginem então se não as houvessem? Penso que, independente do direito de defesa, em favor de nossos clientes (também sou advogado criminalista), à Ética, deva prevalecer sempre, em face não só das instituições, por meio de seus membros, mas ainda observada por nós, advogados, com nossas imposições de nosso Código de Ética profissional. Deste modo, penso que leis duras (como a delação premiada, dentro de seus limites constitucionais) devem existir, num país como o nosso, onde "alguns" "fazem da política" “verdadeiros balcões de negócios” em proveito próprio, e ao depois, sobre o jargão do famoso, já virou piada, “repudio com veemência”, pois o TSE aprovou as contas, kkkkkk ... O pobre eleitor, fonte primeira de todo esse poder, é “vendido”, “como uma mercadoria”, quando elege o seu representante, porque "todo poder emana do povo e em seu nome é exercido" ...

Finalidade da Constituição

Cristhian da Silva (Serventuário)

Como qualquer um sabe, a ideia de Constituição surgiu no mundo para limitar o poder daqueles que o detém para dele não abusarem contra seu povo.
Contudo atualmente e de modo absolutamente incorreto, a Constituição tem sido utilizada pelos detentores do poder para que possam continuar a roubarem o povo impunemente.

Parabéns ao defensor entrevistado, que demonstra estar fazendo jus ao honorários advocatícios

Mais debate com os cidadãos

Rejane Guimarães Amarante (Advogado Autônomo - Criminal)

Excelente entrevista. Proponho mais entrevistas para aprofundar os temas tratados. Também sou contra a delação premiada porque acho que caracteriza uma mercantilização da Justiça Penal, no caso de ressarcimento de valores e pode causar coisas piores com o passar do tempo e a sua burocratização. O ímpeto punitivista precisa ser enfrentado no meio jurídico e no meio social. Sair prendendo pessoas, só porque "tem que ter um culpado" é a maior garantia de que um dia o "culpado" será você. Não duvide, quem viveu mais de quatro décadas, já viu esse filme. Gostaria de destacar, para futuras entrevistas e debates, a lei que tipificou o crime de lavagem de dinheiro. Do jeito que está, qualquer um pode ser enquadrado. Ainda mais que ( pior de todos os delírios, na minha opinião) a pessoa pode ser condenada pelo crime de lavagem (que sempre depende de um crime anterior do qual o dinheiro a ser lavado é o produto), MESMO QUE O CRIME ANTERIOR não seja reconhecido pela Justiça. É isso mesmo, se, no processo do crime que teria dado origem ao dinheiro que se supõe lavado, for julgado que não houve crime ( de sonegação, de corrupção, etc.), ainda que o processo corra na Justiça de outro país, mesmo assim, o juiz daqui pode julgar que ocorreu o crime de lavagem de dinheiro.Para mim, isso é um absurdo!

POVO

O IDEÓLOGO (Cartorário)

O povo é o destinatário da Democracia. Não os seus representantes.

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